São Paulo 2016: após saída de Ceni, Tricolor aposta em força defensiva para ir longe no Brasileirão

Com a aposentadoria de Rogério Ceni, Tricolor aposta no técnico Edgardo Bauza e o ídolo Diego Lugano para levarem o clube para brigar por G-4 ou até mesmo título no Campeonato Brasileiro

São Paulo 2016: após saída de Ceni, Tricolor aposta em força defensiva para ir longe no Brasileirão
São Paulo 2016: após saída do maior ídolo, São Paulo aposta em força defensiva para chegar longe no Brasileirão

15 de maio, às 11h, no Rio de Janeiro, diante do Botaofgo: essa é a data, horário, local e adversário do primeiro jogo do São Paulo Futebol Clube no Brasileirão 2016. O Tricolor entra na competição com seis titulos - terceiro que mais venceu, atrás apenas de Santos e Palmeiras. 

Na última edição do Brasileirão, em 2015, apesar de ter ficado em 4º e conquistado a vaga para a Libertadores, o Tricolor sofreu altos e baixos. Foi de vitórias incríveis - e jogando muito bem - diante do Grêmio em Porto Alegre a derrotas vexatórias - sendo dominado completamente -, caso do jogo diante do maior rival Corinthians, quando perdeu por 6 a 1. 

Neste ano, a torcida Tricolor espera, acima de tudo, que o time tenha regularidade. Com isso e com um bom time montado por Edgardo Bauza, o clube do Morumbi pode brigar por voos mais altos. 

Sem Rogério Ceni, mas com Lugano e Bauza 

Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC
Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC

O maior ídolo da história do São Paulo encerrou a carreira ao final do Campeonato Brasileiro 2015. Rogério Ceni não terminou jogando a competição, até porque estava machucado, mas esteve com o time em todos os momentos decisivos no campeonato. 

A pergunta que fica é a seguinte: como será o São Paulo sem seu maior jogador? A resposta ainda não pode ser encontrada, mas fato é que a diretoria, tendo em vista à falta de referências no elenco (e também, claro, por conta do futebol jogado) trouxe outro ídolo: Diego Lugano. 

Sim, muito se discutiu a contração de Lugano. Uns batem na tecla de que é só por conta da liderança do jogador; outros já dizem que é por conta dos dois. Fato é que Lugano, sim, tem muita liderança, coisa que o São Paulo precisa muito após a saída de Rogério Ceni. Com Lugano, o torcedor Tricolor terá um, segundo ele, representante dentro do campo.

Mas só liderança não se faz um time, certo? Certissímo. Tendo em mente isso, a diretoria Tricolor, após o fim do Brasileirão 2015, correu atrás de um técnico (ano passado passaram pelo comando Osório, Muricy, Milton Cruz e Doriva). Já que a Libertadores é a grande obsessão do clube para este ano, nada melhor que contratar um bi-campeão da competição: Edgardo Bauza. 

O argentino já venceu duas vezes a Copa. Uma, em 2008, com a LDU; a outra com o San Lorenzo, em 2014. Bauza é considerado o técnico perfeito para o clube, isso porque ele é conhecido por montar times muito fortes defensivamente, fator onde o São Paulo sofreu muito em 2015. 

Neste começo de 2015, é nítida a diferença defensiva do São Paulo 2015 à versão 2016. 

Morumbi é uma das armas para chegar longe 

Foto: Divulgação/São Paulo FC
Foto: Divulgação/São Paulo FC

O estádio do Morumbi é uma das armas para o Tricolor chegar muito longe na competição. O Tricolor tem números incríveis em seu estádio. 

Pelo Campeonato Brasileiro, o São Paulo já jogou 595 jogos no Morumbi, e venceu incríveis 347, empatou 153 e perdeu apenas 95. Além disso, foram 1079 gols marcados. Números de respeito e para os adversários sempre entrarem ligados no jogo.  

Neste ano, o Tricolor tem os dois maiores públicos até agora da temporada. Na vitória diante do River, pela Libertadores, foram poucos mais de 51 mil pessoas; contra o Toluca, pela mesma competição, mais de 54 mil compareceram ao estádio. 

Ficha técnica 

Nome: São Paulo Futebol Clube
Fundação: 25/01/1930
Estádio: Morumbi
Principais títulos: Campeonato Brasileiro (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008), Copa Libertadores da América (1992, 1993 e 2005), Mundial de Clubes (1991, 1992 e 2005), Copa Sul-Americana (2012), Recopa Sul-America (1993 e 1994), Campeonato Paulista (1931, 1943, 1945, 1946, 1948, 1949, 1953, 1957, 1970, 1971, 1975, 1980, 1981, 1985, 1987, 1989, 1991, 1992, 1998, 2000 e 2005)
Principais ídolos: Rogério Ceni, Diego Lugano, Raí, Palhinha, Ronaldão, Muller, Toninho Cerezo, Telê Santana, Zetti, Waldir Peres, Josué, Mineiro, Darío Pereyra, Muricy Ramalho, Careca. 
Técnico: Edgardo Bauza. 
Destaques: Lugano, Ganso, Michel Bastos e Calleri.