Especial Draft NFL 2015 - NFC Oeste
(Foto: Editoria de Arte/Marcello Neves - VAVEL.com)

Protagonista nas últimas temporadas, a NFC Oeste, divisão da Conferência Nacional da NFL, segue em fase de ascensão. Não à toa, três das quatro franquias que a disputam se classificaram aos playoffs nas últimas duas temporadas.

Buscando melhoras em suas respectivas campanhas, os quatro times participantes, Arizona Cardinals, St. Louis Rams, San Francisco 49ers e Seattle Seahawks, usam o Draft, o recrutamento de jogadores que atuaram na Liga Universitária no último ano, para reforçarem seus elencos e, assim quem sabe, contar com uma futura estrela da competição.

Do quarteto de equipes que compõem a divisão, apenas o Seattle Seahawks, por enquanto, não possui escolhas disponíveis na primeira rodada do recrutamento. Isso porque os atuais vice-campeões negociaram o center Max Unger e a sua primeira escolha com o New Orleans Saints pelo tight end Jimmy Graham, que agora faz parte do elenco de Washington.

Confira o que cada equipe necessita e vai buscar no recrutamento, que ocorre no próximo dia 30, para que possam manter a divisão como uma das mais fortes da liga:

Seattle Seahawks

Se não fosse a efetividade de seu jogo corrido e o desempenho de sua secundária, os Seahawks não terminaria com doze vitórias e quatro derrotas e não teriam ficado no topo da divisão - e da Conferência nos últimos dois anos -, dado que o corpo de recebedores e a linha ofensiva mais trouxeram problemas que os resolucionaram.

Após mais uma ida ao Super Bowl, o elenco comandado por Pete Carroll perdeu nomes nessa offseason e precisa repor grande parte dos setores deixados carentes com as saídas de Max Unger, Byron Maxwell e sem a aquisição de nenhum recebedor de impacto.

Para tais posições, a franquia ainda conseguiu contratar os cornerbacks Cary Williams e Will Blackmon (ex- Phiadelphia Eagles e ex-Jacksonville Jaguars, respectivamente), além do center Jared Wheeler, ex-Buffalo Bills. Todavia, nenhum wide receiver de relevância foi adicionado ao elenco.

Como ainda possuem a escolha sessenta e três do geral, os Hawks certamente selecionarão, cautelosamente, um recebedor que integre seu elenco. Um nome bastante cotado pelos veículos da cidade é o de Nelson Agholor, de USC. No ano passado, em sua segunda temporada pelos Trojans, Agholor liderou o time nos quesitos recepções, 104, e punts retornados para touchdown, com quatro. O jogador pode chegar e ser peça importante no special teams da franquia.


Arizona Cardinals

Entra ano, sai ano, e os Cardinals não conseguem estabelecer o jogo corrido em seu ataque. Pior, a franquia tem sofrido com lesões de seus jogadores-chave nas últimas três temporadas, incluindo o running back Andre Ellington. Com uma temporada de onze vitórias e cinco derrotas, a equipe chegou ao wild card, mas foi derrotado pelo Carolina Panthers.

Assim, a franquia deve apostar em um corredor entre os prospectos, visando solucionar os decorrentes problemas na posição, já que a possível troca que fariam com o Minneosta Vikings por Adrian Peterson acabou esfriando.

Das opções mais viáveis para Arizona na primeira rodada, Melvin Gordon, de Wisconsin, ou Todd Gurley, de Georgia, aparecem como os mais cotados. No entanto, apenas um deles pode ser escolhido.

Ambos encabeçam as listas pré-recrutamento da imprensa especializada e são considerados os melhores disponíveis na posição. Mas na situação que encontram-se, seria melhor negócio para os Cardinals optarem por Gordon, isso porque seus números na temporada passada no college são, basicamente, formídaveis: 2.628 jardas e 29 touchdowns corridos.

Além das relevantes estatísticas, o ex-Badger costuma correr entre os tackles, característica que já o deixa um passo a frente de Andre Ellington na briga pela titularidade. Gordon pode sair antes da escolha dos Cardinals, e se isso ocorrer, Gurley deverá ser o escolhido.

San Francisco 49ers

Com oito vitórias e oito derrotas, a franquia da Califórinia não chegou aos playoffs e ficou em terceiro na divisão. A saída de Jim Harbaugh do cargo de head coach foi uma das mudanças que ocorreram na equipe durante a offseason.

Os 49ers chegam ao recrutamento com uma necessidade essencial para o esquema defensivo, considerando-se que as aposentadorias de Patrick Willis e Chris Borland, o último de forma precoce, desfalcaram temporariamente o corpo de linebackers da equipe.

Desde o ocorrido, a diretoria de San Francisco vai deixando a entender que buscará no recrutamento substitutos para esse setor. À vista disso, Vic Beasley, linebacker formado em Clemson, seria a melhor alternativa. Contudo, seu desempenho na última temporada da NCAA o coloca como um dos dez primeiros prospectos a ser escolhido.

15º da ordem geral, os californianos devem deixar para escolher um LB na segunda rodada e provavelmente utilizarão sua primeira escolha com um deffensive tackle, Arik Armstead.

Oriundo de Oregon, o jogador de linha defensiva pode suprir a saída de Justin Smith e ser peça-chave na tentativa de parar o jogo terrestre dos adversários. Sua força, combinada com a velocidade e altura que possui, contribue para um atleta de sua posição.

St. Louis Rams

Instável, a franquia vem amargando a lanterna da Divisão Oeste da Conferência Nacional nas últimas temporadas. No último ano, os Rams venceram apenas seis partidas e perderam dez.

Buscando amenizar os sofridos problemas significativos desses anos anteriores, a equipe do Missouri contratou Nick Foles, ex-quarterback do Philadelphia Eagles.

O maior problema dos Rams na última temporada foi a linha ofensiva. Tendo isso em mente, Andrus Peat, de Stanford, pode ser o escolhido.

O offensive tackle pode ser útil na proteção de Nick Foles, dando mais tempo para o QB no pocket, buscando uma leitura mais completa da defesa adversária. Peat chega para reforçar o setor dos Rams, que busca ter melhores desempenhos nas temporadas que estão pela frente.

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