Hipismo: Tudo que você precisa saber para os Jogos Paralímpcos  Rio 2016

Um dos esportes mais tradicionais e antigos do mundo também está no calendário Paralímpico

Hipismo: Tudo que você precisa saber para os Jogos Paralímpcos  Rio 2016
(Foto: MN Chan/Getty Images AsiaPac)

Homem e cavalo entram em perfeita sincronia nesta modalidade. Enquanto o cavalheiro ou a amazona conduzem o animal em movimentos bem treinados e saltos de difícil execução, os juízes avaliam com critérios rígidos para escolher o melhor. O hipismo, além de ser um esporte tradicional, ainda tem um elemento importante: a superação.

Assim como nos Jogos Olímpicos, homens e mulheres disputam lado a lado e não há distinção de gênero. Os atletas estão separados em cinco categorias, divididas de acordo com a deficiência e o grau dela em cada um. No Rio 2016, são dez provas individuais de adestramento e uma por equipes. Desde Atlanta 1996 no calendário Paralímpico, o hipismo vai conquistar os expectadores assim como fez durante a Olimpíada.

Local de prova

Longe dos locais mais conhecidos pelos turistas, o Centro Olímpico de Hipismo fica na região de Realengo, mais precisamente em Magalhães Bastos, um bairro de classe média da Zona Oeste. O local foi construído para o Pan-Americano de 2007 e foi reformado para receber os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em 2016. É um espaço com toda estrutura necessária para competidores e expectadores curtirem sem problemas.

Campeões em Londres 2012 (por categoria) e favoritos para o Rio 2016

Como é comum acontecer nos Jogos Paralímpicos, os britânicos dominam o quadro de medalhas e devem repetir o desempenho na Rio 2016. Assim como ocorreu em Londres 2012, a Alemanha corre atrás dos adversários e pode dar trabalho nas categorias individuais. O Brasil não tem tanta tradição no esporte, mas deve tentar ser a surpresa.

Individual Ia: ouro para Sophie Christiansen, da Grã-Bretanha; prata para Helen Kearney, da Irlanda; e bronze para Laurentia Tan, de Singapura.

Individual Ib: ouro para Joann Formosa, da Austrália; prata para Lee Pearson, da Grã-Bretanha; bronze para Pepo Puch, da Áustria.

Individual II: ouro para Natasha Baker, da Grã-Bretanha; prata para Britta Näpel, da Alemanha; e bronze para a também alemã Angelika Trabert.

Individual III: ouro para Hannelore Brenner, da Alemanha; prata para Deborah Criddle, da Grã-Bretanha; e bronze para Annika Dalskov, da Dinamarca.

Individual IV: ouro para Michèle George, da Bélgica; prata para Sophie Wells, da Grã-Bretanha; e bronze para Frank Hosmar, dos Países Baixos.

Estilo livre Ia: mais um ouro para Sophie Christiansen, da Grã-Bretanha; prata para Laurentia Tan, de Singapura; e bronze para Helen Kearney, da Irlanda.

Estilo livre Ib: ouro para Pepo Puch, da Áustria; prata para Katja Karjalainen, da Finlândia; e bronze para Lee Pearson, da Grã-Bretanha.

Estilo livre II: ouro para Natasha Baker, da Grã-Bretanha; prata para Britta Näpel, da Alemanha; e bronze para Angelika Trabert, também alemã.

Estilo livre III: ouro para Hannelore Brenner, da Alemanha; prata para Deborah Criddle, da Grã-Bretanha; e bronze para Annika Dalskov, da Dinamarca.

Estilo livre IV: ouro para Michèle George, da Bélgica; prata para Sophie Wells, da Grã-Bretanha; bronze para Frank Hosmar, dos Países Baixos.

Por equipes: ouro para a Grã-Bretanha; prata para a Alemanha; bronze para a Irlanda.

Curiosidades sobre a modalidade

Os cavalos são tratados como verdadeiras preciosidades pelos cavalheiros e suas comissões técnicas. Eles chegam em aviões exclusivos e têm passaporte próprio com descrição física, lista de competições disputadas e vacinas. Além disso, na preparação para as provas, eles correm na esteira, recebem massagens, fisioterapia e acupuntura.

Potência em muitos esportes, a Grã-Bretanha se destaca também no hipismo. O time britânico não perde uma competição por equipes desde Atlanta 1996. Nos últimos Jogos Paralímpicos, em Londres 2012, foram cinco ouros, quatro pratas e um bronze. Sophie Christiansen e Natasha Baker foram as principais responsáveis pelas conquistas, com um ouro individual cada, além do da prova em equipe.

É fato que os esportes são muito utilizados na recuperação e reabilitação de pessoas com deficiências, sejam elas físicas ou mentais. Pela relação próxima do homem com os animais e a facilidade do contato, o hipismo é uma das modalidades mais utilizadas para isso.