Hillary Clinton x Donald Trump nas eleições americanas 2016

Hillary Clinton x Donald Trump nas eleições americanas 2016
Hillary Clinton x Donald Trump nas eleições americanas 2016

As eleições para definir o próximo presidente dos Estados Unidos acontecem nesta terça (8). Embora as eleições americanas não sejam diretas, nas primeiras horas de quarta-feira, Hillary Clinton ou Donald Trump já poderá ser considerado o 45º presidente do país. Veja abaixo algumas das principais propostas dos candidatos à sucessão de Barack Obama.

Trump: Em um longo discurso sobre o assunto, Trump deixou claro que os EUA estarão sempre em primeiro lugar, mesmo que para isso precise sacrificar os interesses de seus aliados mais próximos. Ele reclama que os “amigos” estão dependentes demais dos EUA e que os rivais não mais respeitam ou se sentem ameaçados pelo país.

Trump: quer ampliar o poder militar dos EUA, afirmando que o país sob seu governo se tornaria tão poderoso e ameaçador que não sofreria ameaças de absolutamente ninguém. O candidato defende a adoção de táticas de tortura e diz que poderia aprovar técnicas ainda mais duras do que o “waterboarding”, um tipo de afogamento proibido atualmente.

Trump: Ele diz ainda que os EUA precisam ser “imprevisíveis” e se diz aberto ao uso de armas nucleares, inclusive como reação a ataques terroristas como os ocorridos em Bruxelas, na Bélgica, no início de 2016. Trump também defende que o país se volte à sua própria defesa e que aliados como Japão e países europeus precisam investir mais em sua própria segurança e parar de depender da ajuda dos EUA.

Trump: O candidato disse que pretende modernizar o arsenal nuclear, e prometeu buscar uma convivência pacífica com países como China e Rússia, mas garantiu que irá traçar um limite e responder duramente quando alguém o ultrapassar.

Hillary: Hillary afirma que quer restaurar a liderança mundial dos EUA e promete que “defender os valores americanos e manter o país seguro” serão prioridades absolutas. Para isso, ela promete ter um corpo militar de ponta, fortalecer alianças, cultivar novas parcerias, enfrentar agressores, derrotar o grupo Estado Islâmico e fazer cumprir o acordo nuclear com o Irã.

Hillary: Mas Hillary defende que é possível ser forte e inteligente sem apelar para a tortura ou intolerância e diz que o medo não irá ditar sua política externa. Ela também assegura que manterá as boas relações com Israel, mas que é imperativo continuar a busca por uma solução na questão palestina. Hillary diz ainda que, se for presidente, irá reconhecer o genocídio armênio, algo que Obama evitou fazer em seus dois mandatos.

Hillary: A democrata afirma que usar força militar deve ser sempre o último recurso, mas promete combater e derrotar grupos terroristas que ameacem os EUA ou seus aliados. Além de modernizar as forças, ela sugere endurecer protocolos de segurança em aeroportos e outros pontos considerados frágeis e manter um monitoramento tecnológico mais efetivo para evitar o crescimento de grupos como o Estado Islâmico na internet, criando uma comissão nacional de criptografia. Ela também afirma que deve priorizar soluções diplomáticas, mas diz que não se intimidará com Putin, além de se manter a China “sob controle”.

Trump: A base econômica de Trump é a promessa de aumento de empregos, um de seus temas mais frequentes. Ele diz que os EUA deixarão de perder indústrias e empregos para a China e o México, e nesse sentido ameaça penalizar empresas que queiram deixar o país. Trump afirma que pretende aumentar impostos para quem o fizer ou para quem não empregar preferencialmente americanos e chegou a afirmar que quer “obrigar” a  Apple a fabricar seus produtos nos Estados Unidos.

Trump: Em relação a impostos, ele já prometeu aumentar a taxação dos ricos para diminuir a dos pobres, voltando atrás depois. Ele agora diz que pretende simplificar e reduzir impostos para todos os americanos e que também quer que empresas paguem menos. Trump promete ainda cortar muitos gastos do governo e sugeriu em entrevista à MSNBC que uma de suas primeiras ações para que isso seja alcançado poderia ser cortar o Departamento de Educação.

Hillary: Hillary apresenta um plano de curto e médio prazo para aumentar os ganhos das famílias americanas e melhorar a economia do país. Entre os itens desse projeto estão benefícios fiscais para famílias endividadas e a conquista de melhores salários através de investimentos em infraestrutura, energia limpa e pesquisas científicas e médicas.

Hillary: Ela também pretende reduzir a burocracia para pequenos negócios, incentivar a distribuição de lucros entre funcionários, aumentar o salário mínimo, garantir salários iguais para homens e mulheres e instituir licenças médicas remuneradas. O plano prevê ainda fortalecer sindicatos e oferecer benefícios a empresas que invistam na educação e formação técnica e profissional de seus funcionários.

Trump: Donald Trump promete revogar o Obamacare, a lei pela qual todo americano deve ter plano de saúde, em seu primeiro dia de mandato. Ele sinaliza em seu site que pretende seguir os princípios do livre mercado e diz que “o melhor programa social sempre será um emprego”. Por isso, acredita que a criação de mais empregos e a melhora da economia possibilitará que a grande maioria dos americanos pague por suas despesas de saúde sem depender do governo.

Trump: O Medicaid seria centrado em cada estado, sem interferência do governo federal. Ele diz que a compra de seguros de saúde não deve ser obrigatória, mas que estes deverão ser oferecidos em todos os estados, sem restrições. Além dos seguros, que seriam dedutíveis do imposto de renda, Trump sugere a criação de Health Savings Acounts (HSAs), uma espécie de poupança específica para gastos com saúde e que pode beneficiar qualquer membro da família do titular, inclusive sendo herdada em caso de morte.

Trump: O republicano também defende transparência nos valores cobrados por médicos, hospitais e instituições e a livre competição entre eles. As regras de livre mercado seriam aplicadas ainda aos fabricantes de medicamentos. Em sua declaração oficial sobre saúde, Donald Trump diz ainda que suas propostas para imigração ajudarão a desonerar o sistema, já que “providenciar atendimento médico a imigrantes ilegais nos custa cerca de US$ 11 bilhões por ano”.

Hillary: A plataforma de Hillary para a saúde indica que o lucro financeiro não deve ser prioridade no setor. Ela promete mais controle e fiscalização sobre seguros de saúde privados e diz que irá manter o Obamacare, estendendo programas públicos para a população mais pobre.

Hillary: Hillary promete ainda reprimir o aumento dos preços de medicamentos controlados e obrigar a indústria farmacêutica a investir mais em pesquisas. Seu projeto prevê também acesso de mulheres a saúde reprodutiva, incluindo métodos de contracepção e abortos seguros e legalizados.

Trump: Trump defende que o governo federal não interfira e a educação fique a cargo de cada estado. Ele diz também que o governo não deve lucrar com empréstimos estudantis, mas ainda não apresentou nenhum projeto sobre o assunto, dizendo apenas que irá “fazer algo muito inteligente em relação ao financiamento”. Trump também quer que escolas deixem de ser “zonas livres de armas”, e que pessoas possam portar armas dentro e ao redor delas. Segundo o candidato, escolas sem armas são “iscas” para ataques de pessoas com problemas mentais.

Hillary: Hillary defende uma educação de qualidade a moradores “de qualquer endereço” do país e quer garantir que dentro de 10 anos todas as crianças com 4 anos de idade estejam em pré-escolas. Ela diz que pretende incentivar programas de educação de base, garantir treinamento e melhoras na qualidade de trabalho de professores, garantir bolsas de estudo e cuidados para os filhos de pais que ainda são estudantes e acesso igualitário à educação para meninas em todos os estágios escolares.

A questão que aborda com mais frequência, porém, é a dos financiamentos para universitários. Em um longo plano de investimento de US$ 350 bilhões, ela prevê a distribuição de metade desse valor em 10 anos a estados que não reduzam seus gastos com educação superior. Dos estudantes e suas famílias viria uma contribuição “realista e simplificada” e uma carga horária de dez horas semanais de trabalho para pagar pelos estudos.