Relembre a trajetória da França até a decisão da Eurocopa

Confira a trajetória dos franceses que buscam no próximo domingo igualar Espanha e Alemanha entre as seleções que mais venceram o torneio

Relembre a trajetória da França até a decisão da Eurocopa
Fotomontagem: Hugo Alves/ VAVEL Brasil

Neste domingo (10) França e Portugal se enfrentam na tão aguardada decisão da Eurocopa 2016. O duelo será realizado no Stade de France, em Saint-Denis, às 16h. Sob uma enorme pressão de não vencer um título desde 2003, e ainda disputando em casa uma competição de uma importância semelhante à Copa do Mundo, os azuis chegam invictos para a grande decisão, mas se engana quem pensa que o caminho francês foi fácil até então.

A França foi cabeça de chave do Grupo A por ser a anfitriã do torneio, e teve pela frente a Suiça, Albânia e Romênia. Por sinal, a estreia na competição contra a modesta equipe romena já mostrou que a trajetória até a final seria complicada. A ansiedade tomou conta dos franceses, que passaram em branco nos primeiros quarenta e cinco minutos de partida. Na etapa final, Giroud inaugurou o marcador cedo, mas em cobrança de pênalti Stancu deixou tudo igual. Tudo caminhava para um empate "desastroso" diante de uma torcida empolgada no Stade de France, mas aos 87' brilhou a estrela do principal atleta da equipe na fase de grupos. Em um lindo chute de perna esquerda Payet garantiu os primeiros três pontos aos comandados de Didier Deschamps.

Na sequência veio a Albânia, que disputava pela primeira vez a Euro. Jogo para goleada? Muito pelo contrário. O resultado permaneceu da mesma maneira que começou até os 89'. Griezmann, que havia entrado na vaga de Coman, foi quem marcou o primeiro. Já no último minuto dos acréscimos, mais uma vez Payet complementou. Para finalizar a primeira fase, França e Suiça se enfrentaram em busca da liderança do grupo. E no duelo que carregava maiores expectativas por ser disputado entre as equipes tecnicamente mais qualificadas, o placar se manteve inalterado, e o empate garantiu a liderança isolada para os azuis.

Payet foi destaque da França na primeira fase (Foto: Jean Catuffe/ Getty Images) 

As oitavas de finais colocaram a Irlanda no caminho francês. Um confronto obviamente marcado como um "revanche" da repescagem para a Copa do Mundo de 2010. Na ocasião, a vaga para a competição mais importante de todas foi decidida na prorrogação, quando Thierry Henry dominou uma bola na linha de fundo com o braço e cruzou para Gallas empurrar para o fundo das redes. Lance chave e utilizado até hoje em debates que defendem o uso da tecnologia para lances polêmicos. O fato também decretou a utilização de um auxiliar atrás do gol, algo que permanece até hoje.

Mas voltando à Euro 2016, franceses e irlandeses protagonizaram um dos jogos mais marcantes desta edição. Em um primeiro tempo dos sonhos, a Irlanda abriu o placar na cobrança de pênalti de Robbie Brady antes do primeiro minuto. Durante a etapa inicial, Lloris salvou os azuis com uma linda defesa após finalização de Murphy.

Contudo, a segunda etapa mostrou quem seria o nome da França na fase de mata-mata. Antoine Griezmann em quinze minutos marcou duas vezes e virou o placar, incendiando o Stade des Lumières. O atacante do Atlético de Madrid ainda obteve duas ótimas chances para marcar o hat-trick: primeiro foi derrubado por Duffy na entrada da área quando se preparava para o chute, causando a expulsão do defensor irlandês. E no fim, perdendo uma oportunidade na frente de Randolph, mas mesmo assim já não era possível tirar a vaga dos franceses às quartas de finais.

O próximo adversário foi a "queridinha" desta Euro. A Islândia, um país com pouco mais de 300 mil habitantes disputava sua primeira Eurocopa e havia acabado de passar pela Inglaterra na fase anterior. A alma da equipe junto com a sintonia perfeita com sua torcida era a arma islandesa para seguir fazendo história. Mas a França não tinha absolutamente nada a ver com isso, e atropelou os "calouros" islandeses. Pogba, Coman, Griezzman e duas vezes Gignac marcaram na goleada por 5 a 2. Bjarnason e Sigthórsson descontaram para a Islândia.

Nas semifinais veio o grande desafio para os donos da casa. O rival foi a Alemanha, atual campeã mundial e responsável por eliminar os franceses na Copa do Mundo do Brasil. Dentro de campo, domínio total dos alemães com uma posse de bola intensa e objetiva, e um rápido contra-ataque francês que equilibrou as principais chances da primeira etapa.

Porém, um lance crucial para o restante do confronto ocorreu já nos acréscimos. Após cobrança de escanteio Schweinsteiger colocou de maneira infantil a mão na bola, em um lance semelhante que quase culminou na eliminação alemã na fase anterior, quando Boateng causou a penalidade que levou a disputa contra a Itália para os pênaltis.

Griezmann foi para a cobrança e inaugurou o marcador para os franceses. Na etapa final, Pogba fez lindo lance pela ponta esquerda e cruzou, Neuer saiu mal e a bola sobrou para mais uma vez Antoine Griezmann empurrar para as redes e manter viva as esperanças do tricampeonato europeu para os azuis.

A Euro terminará "tranquila e favorável" para a França? (Foto: Aurelien Meunier/ Getty Images)