11 contra 11: comparativo entre os titulares de San Lorenzo e Nacional

Começa nesta quarta-feira (06) a decisão da Copa Libertadores da América. Ao longo de pouco mais de seis meses de disputa, 36 equipes de dez países sul-americanos mais o México foram eliminadas e restaram apenas duas: o Nacional do Paraguai e o San Lorenzo da Argentina que, em 180 minutos, decidirão quem vai ser o novo integrante no grupo de campeões da principal competição de futebol das Américas.

Apesar do bom desempenho dos dois times no mata-mata, é impossível negar que esta é uma final inusitada. O San Lorenzo, embora faça parte dos chamados "cinco grandes" da Argentina - e o único deles que ainda não levantou a taça da Libertadores -, chegou ao torneio como campeão argentino, mas carregado de desconfiança, justamente pelo histórico de não se dar bem na competição.

O desempenho ruim na primeira fase alimentou a visão negativa que se tinha do time comandado por Edgardo Bauza, que se classificou em segundo lugar no Grupo 2, superando o desconhecido Independiente Del Valle do Equador no saldo de gols. No geral, foi a segunda pior campanha entre os 16 classificados para as oitavas de final. No mata-mata, porém, o Ciclón se acertou.

O desempenho nas fases mais agudas da competição é bem mais condinzente com a qualidade do San Lorenzo. Com um dos melhores goleiros do torneio, uma defesa sólida e um ataque eficiente, auxiliado por um meio-campo criativo, o clube de Boedo sempre teve as credenciais necessárias para ser colocado na briga pelo título e, agora, carrega, quem diria, algum favoritismo.

Já o Nacional, chegou à Libertadores com a esperança de pela primeira vez avançar para a fase de mata-mata. Conseguiu ao superar Zamora (VEN) e Independiente Santa Fe (COL), ficando atrás apenas do Atlético-MG no Grupo 4. O Tricolor Paraguaio foi justamente o único dentre todos os classificados a fazer uma campanha inferior à do San Lorenzo.

O elenco comandado por Gustavo Morinigo tem suas deficiências técnicas e poucos jogadores diferenciados. O ponto forte do clube é a consistência tática, o entrosamento e o bom aproveitamento de fundamentos básicos como passes e cruzamentos. Com um sistema defensivo que foi se acertando ao longo do torneio e um goleiro que é ídolo do torcedor academico, o Nacional fez do Defensores Del Chaco um aliado para, nos jogos de ida, abrir alguma vantagem nos confrontos em que sempre entrou como azarão. Na final, não deverá ser diferente.

Torrico tem feito ótimas atuações durante a Libertadores (Foto: Juan Mabromata/AFP/Getty Images)

Torrico x Don

Sebastián Torrico: aos 34 anos, o goleiro Sebastián Torrico vive, indiscutivelmente, a melhor fase de sua carreira. Em 2012, quando o San Lorenzo vivia uma grave crise e teve o seu arqueiro preso, ele era o goleiro reserva do Godoy Cruz. Brigando por uma vaga de titular, foi observado pelo clube de Boedo e chegou ao Gasómetro. Com um desempenho ruim, perdeu a titularidade em 2013, mas retornou ao time titular para fazer história.

No título Argentino do Ciclón, ele foi herói. Pegou pênalti em La Bombonera contra o Boca Juniors, calou o Jose Amalfitani com um milagre em chute de Allione nos minutos finais do jogo contra o Vélez, pela última rodada e caiu nas graças da torcida. Na Libertadores, se consagrou no confronto contra o Cruzeiro. No Mineirão, quando os argentinos saíram na frente e abriram boa vantagem, coube a ele parar o ataque celeste com uma sequência impressionante de boas defesas.

Com o passar do tempo, Torrico conquistou a confiança do torcedor do San Lorenzo e passou a transmitir segurança ao bom sistema defensivo da equipe. Contra o Bolívar, não foi lá muito exigido, mas teve um bom desempenho quando necessário. Ao lado do também argentino Marchesín, do Lanús, é o destaque da Libertadores na posição.

Ignacio Don: um argentino que fez a maior parte da sua carreira no Nacional do Paraguai. Esse é Ignacio, ou simplesmente Nacho Don. Com 32 anos, ele iniciou a carreira profissional no clube paraguaio em 2005, onde ficou até 2007, quando se transferiu para o Huachipato do Chile. Voltou em 2009, ficou até 2010, se transferiu para o também paraguaio Rubio Ñu e, no mesmo ano de 2010, voltou para o Arsenio Erico, onde está até hoje.

Longe de ser um goleiro brilhante, ele tem sua idolatria devida muito mais à sua personalidade que a seu desempenho em campo. Nacho Don não é mau goleiro, mas, em alguns momentos, não é exatamente seguro e frequentemente, por exemplo, espalma bolas para o meio da grande área. Na Libertadores, se destacou ao defender um pênalti de Ronaldinho Gaúcho na partida contra o Atlético-MG, no Independência, ainda pela fase de grupos.

Insegurança à parte, ele tem um bom desempenho no mata-mata. Don parece crescer bastante ao lado de sua torcida e, no Defensores Del Chaco, garantiu que seus companheiros levassem boas vantagens para o jogo de volta. Nas três partidas jogadas no Paraguai nas fases eliminatórias, o Nacional não levou gol em nenhuma delas e Don, mesmo com seu jeito às vezes atrapalhado, foi um dos responsáveis pelo feito. Capitão da equipe, é ele quem levantará a taça em caso de título.M

Meia de origem, Buffarini tem se destacado na lateral (Foto: Evaristo Sa/AFP/Getty Images)

Buffarini x Coronel

Julio Buffarini: versátil, o jogador de 25 anos é meio-campo de ofício, mas também atua com segurança na lateral-direita, onde joga pelo San Lorenzo. Vindo do modesto Ferro Carril, ele chegou a Boedo dois anos atrás. Valente, se destacou na péssima campanha do Ciclón em 2012 e foi considerado um dos maiores responsáveis por salvar a equipe da queda para a segunda divisão nacional.

Sondado por clubes de Espanha, Itália e China, Buffarini decidiu ficar na Argentina e não tem do que se arrepender. Com dez gols marcados na Temporada 2014, o jogador, que no jogo de volta da semifinal contra o Bolívar, completou 100 jogos pelo clube, é um dos destaques da equipe. Com suas subidas rápidas ao ataque, cria muitas oportunidades de gol para o San Lorenzo. Em algumas oportunidades, no entanto, acaba complicando a vida da dupla de zagueiros da equipe.

Ramón Coronel: o lateral-direito do Nacional do Paraguai é quase um símbolo do que é o time treinado por Gustavo Morinigo. Aos 22 anos, o jogador, alçado ao time profissional em 2012, não é nem de longe um atleta diferenciado. Dificilmente Ramón Coronel dará um drible desconcertante ou fará um golaço, mas também é raro vê-lo entregando um gol de presente para o adversário.

Extremamente eficiente, Coronel marca bem, sobe ao ataque com alguma eficiência e, se não é exatamente perfeito nos cruzamentos, consegue arrumar boas oportunidades de gol com bolas alçadas na área. Até por seu potencial técnico reduzido, não tem vergonha de dar chutão e também se entrega por inteiro no gramado. É um dos destaques do Tricolor, especialmente no mata-mata.

Cáceres é um dos simbolos de juventude no Nacional Querido (Foto: Gabriel Rossi/STF/Getty Images)

Cetto x Cáceres

Mauro Cetto: o experiente Mauro Cetto, de 32 anos, teve passagens por times da França e pelo Palermo da Itália até 2013, quando chegou ao San Lorenzo. Começou a Libertadores na reserva e ganhou a vaga de Valdés na semifinal. Nos dois jogos contra o Bolívar, foi bem, inoperância do ataque boliviano à parte. O único gol sofrido pelo Ciclón no confronto aconteceu nos acréscimos do segundo jogo, minutos depois da substituição de Cetto.

José Leonardo Cáceres: ao contrário de Cetto, Cáceres ainda está iniciando sua carreira profissional - começou pelo primeiro time do próprio Nacional em 2012. Também ao contrário de Cetto, é titular absoluto do time de Gustavo Morinigo e jogou todas as 12 partidas do time no campeonato do início ao fim. Xerife da zaga, o camisa 3 tem um grande potencial e se destacou nessa Libertadores.

Seguro no jogo aéreo, foi um dos maiores responsáveis pela classificação do Nacional para a grande final, visto que afastou quase todas as bolas aéreas do Defensor. Além do mais, é um zagueiro que raramente apela para faltas para parar jogadas do adversário. Em toda a Libertadores, levou só um cartão amarelo, mesmo número de advertências recebidas na última edição do Campeonato Paraguaio.

Gentiletti vive o melhor momento da sua carreira em Boedo (Foto: Amilcar Orfali/STR/Getty Images)

Gentiletti x Piris

Santiago Gentiletti: aos 29 anos, o zagueiro Santiago Gentiletti é outro que vive o melhor momento de sua carreira. Depois de iniciar a carreira na Argentina, passar pelo Chile e ser contratado pelo Stade Brestois, da França, o jogador foi um dos 16 contratados pelo San Lorenzo no meio da temporada 2012, quando o clube do Nuevo Gasómetro estava desesperado para fugir do rebaixamento.

De início, atuou na lateral-esquerda e, com exibições ruins, foi para o banco de reservas. Com a chegada de Emanuel Más para ocupar a posição, pôde enfim ser escalado como zagueiro e começou a se destacar. No Torneo Inicial de 2013, virou titular absoluto e ajudou o San Lorenzo a se sagrar campeão. Na Libertadores, continuou comandando a zaga da equipe de Boedo e foi fundamental também no ataque. Foi dele o gol na partida de ida das quartas de final, contra o Cruzeiro, vencida pelo San Lorenzo pelo placar mínimo.

Raul Piris: ao lado de Cáceres, Piris forma a consistente dupla de zaga do Nacional do Paraguai. Aos 33 anos, jogou durante toda a carreira pelo Nacional e tem quase as mesmas características do companheiro. A única diferença é não ter o mesmo potencial técnico para sair jogando. No entanto, é um jogador querido pela torcida e que tem tido boas atuações nessa fase final.

Piris atuou em 10 dos 12 jogos do clube nessa Libertadores. As exceções foram as partidas contra o Atlético Mineiro (2 a 2 em casa) e o Zamora (derrota por 2 a 0 em casa), quando o Tricolor sofreu quatro dos 12 gols que levou nessa edição do torneio.

Más é um dos principais destaques de toda a Libertadores (Foto: Amilcar Orfali/STR/Getty Images)

Más x Mendoza

Emmanuel Más: o lateral-esquerdo Emanuel Más é outros dos mais importantes jogadores do San Lorenzo nessa Libertadores. O jogador, hoje com 25 anos, veio do modesto San Martin de San Juan justamente para suprir uma carência na posição, como dito anteriormente. E se saiu muito bem. Veloz, habilidoso e bastante eficiente nos cruzamentos, se tornou pela fundamental no time de Edgardo Bauza e atuou em todas as 12 partidas do clube no torneio.

A participação de Más nos gols do Cuervo não se limita só a cruzamentos ou na criação de jogadas. Emmanuel já balançou as redes duas vezes na competição, as duas na goleada do San Lorenzo para cima do Bolívar por 5 a 0 na semifinal.

David Mendoza: o jogador do Nacional está longe de ser um lateral-esquerdo brilhante. Ineficiente nos cruzamentos, aparece com melhor aproveitamento na defesa do que no ataque. Depois de cinco temporadas no Cerro Porteño, chegou ao Nacional em 2012 e, apesar dos pesares, é titular absoluto e homem de confiança de Gustavo Morinigo.

Jogou todas as partidas do Nacional na Libertadores e não foi substituído em sequer uma delas. Se falta técnica, sobra raça aliada a uma boa noção tática e uma boa marcação. Levou apenas um cartão amarelo na temporada.

Torales é o grande destaque da equipe do Nacional (Foto: Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images)

Mercier x Torales

Juan Ignacio Mercier: se o San Lorenzo se sagrar campeão, caberá ao volante Juan Ignacio Mercier levantar a primeira taça do Cuervo na história da Libertadores. Capitão, o experiente volante de 34 anos é o líder de um grupo conhecido por seu potencial coletivo. Suas qualidades, no entanto, vão além da liderança. Extremamente inteligente, o jogador que atuou na maior parte de sua carreira em times pequenos e no futebol árabe, encontrou em Boedo o seu melhor futebol.

Parte do pacotão de 16 jogadores trazidos no meio de 2012, ele jogou em 41 dos 47 jogos do Ciclón na temporada 2013/2014. Na Libertadores, jogou as 12 partidas e marcou um lindo gol no jogo de ida da semifinal contra o Bolívar. Mercier, como líder do time, pode ter outro papel fundamental na equipe: acalmar uma equipe que carrega a pressão de tentar o título inédito do San Lorenzo na competição.

Silvio Torales: o meio-campo do Nacional faz uma boa Libertadores até o momento. Quase todas as jogadas da equipe tricolor passam pelos pés do jogador que, aos 22 anos, se mostra habilidoso, mas ainda tem sérias dificuldades quando o assunto é finalização. Profissional desde 2011, o jogador é outro insubstituível do elenco de Gustavo Morinigo e também não foi substituído em nenhum dos 12 jogos do time na competição.

Apesar de também ter desperdiçado chances claríssimas de gol, ele já balançou a rede três vezes na competição. Dois na primeira fase - no empate em 2 a 2 com o Atlético-MG e na vitória por 3 a 2 sobre o Santa Fe, esse o gol que garantiu a classificação do Nacional para as oitavas - e um nas oitavas de final, no jogo de volta, quando o Vélez Sarsfield vencia por 1 a 0 em casa e estava levando a decisão para os pênaltis. A partida terminou 2 a 2.

Ao lado de Mercier, Ortigoza forma a melhor dupla de volantes da Libertadores, seguida pela do Nacional (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Ortigoza x Riveros

Néstor Ortigoza: badalada contratação do San Lorenzo em 2012, o jogador, que vinha de excelentes campanhas com a Seleção do Paraguai na Copa do Mundo de 2010 e na Copa América de 2011, decepcionou em Boedo. Desde o Campeonato Argentino, ele não conseguiu se destacar no Campeonato Argentino e, na Libertadores, a situação se repetiu.

Ortigoza não conseguiu jogar bem na maioria das partidas do San Lorenzo, sendo inclusive substituído em duas delas. Agora, na final, a expectativa é que o bom futebol de Ortigoza volte a aparecer.

Marcos Riveros: ao lado de Torales, Marcos Riveros forma a dupla de maior destaque do Nacional nessa Libertadores. O jovem jogador de 25 anos, que em 2010 fez algumas partidas pela Seleção do Paraguai, tem as mesmas características do companheiro: habilidade, criatividade e velocidade. A grande maioria das jogadas de perigo do clube paraguaio passam pelos pés da dupla.

Riveros, no entanto, é outro expoente do crônico problema do Nacional na hora de finalizar. Apesar de ter outras boas oportunidades ao longo do torneio, marcou apenas uma vez, ainda na fase de grupos. Outro problema do jogador é o excesso de vontade na hora de marcar. Ao todo, foram três cartões amarelos nos 12 jogos que disputou na competição.

Melgarejo cresceu de maneira impressionante no mata-mata (Foto: Gabriel Rossi/STF/Getty Images)

Villalba x Melgarejo

Héctor Villalba: o volante Villaba pode não ser o craque do time do San Lorenzo, mas faz uma boa Libertadores. Um dos mais jovens do grupo, com 20 anos recém-completos, ele estreou pelo time profissional do Ciclón em agosto de 2012 e, aos poucos, foi conquistando seu espaço como atacante com belos gols e uma boa participação no ataque. Com a contusão de Cauteruccio, no meio do Campeonato Argentino, virou meia-atacante, posição que ocupa até hoje.

Na Libertadores, marcou um dos gols mais importantes da campanha do San Lorenzo: o terceiro na vitória contra o Botafogo que fez com que o clube ultrapassasse o saldo do Independiente Del Valle e avançasse para as oitavas de final. Suas limitações físicas o impedem de participar de maneira mais ativas da partida e, principalmente, de reforçar a marcação do Ciclón.

Marcos Melgarejo: o meio-campista é um dos destaques do Nacional na Libertadores de 2014. Habilidoso, veloz, preciso nos passes e bom marcador, ele cresceu na fase de mata-mata e jogou bem em todas as seis partidas eliminatórias da equipe paraguaia até o momento. Outro jogador formado nas categorias de base do clube, está em constante evolução e se mostrou um jogador muito versátil.

Marcos Melgarejo, que só ficou de fora de um jogo na competição - o último da fase de grupos, contra o Santa Fe -, marcou dois gols na primeira fase, mas teve participação ativa na criação de jogadas que culminaram em muitos outros gols do clube Academico. Também tem alguns problemas na hora de finalizar a gol, mas que não o impedem de ser o craque do time no torneio.

Orué tem marcados gols importantíssimos para o Nacional (Foto: Luis Vera/STR/Getty Images)

Piatti x Orué

Ignacio Piatti: depois de uma carreira de altos e baixos, Piatti chegou a Boedo para sua segunda passagem pelo clube em 2013 como reforço para o elenco que viria a ser campeão argentino. Depois de jogar alguns meses pelo Montreal Impact do Canadá, ele voltou ao clube e enfim encontrou o seu bom futebol nessa temporada 2014.

Na Libertadores, marcou três gols importantíssimos. Dois na vitória sobre o Botafogo, ainda na primeira fase, e um nas quartas de final, contra o Cruzeiro, no Mineirão. Bom finalizador e bastante habilidoso, ele pode ser a chave para furar o bom sistema defensivo do Nacional.

Derlis Orué: esse é mais um dos muito jogadores do Nacional a compensar a falta de técnica com uma boa dose de raça, boa vontade e esforço. Derlis Orué, no Nacional desde 2011, também perde alguns gols bastante improváveis, mas já deixou sua marca em três oportunidades na competição e em momentos cruciais, que foram fundamentais para a classificação do Nacional para a final.

Nas oitavas de final, o Vélez vencia o jogo de volta por 2 a 1 e pressionava para marcar o gol da classificação. Quando o goleiro Sosa Silva foi para o ataque tentar se consagrar, o Nacional retomou a posse de bola e coube a ele fechar o caixão do Vélez. Nas quartas de final, Orué marcou o único gol dos 180 minutos de confronto contra o Arsenal de Sarandí. Na semifinal, ele fez o segundo tento do clube paraguaio no jogo de ida contra o Defensor, que deu boa vantagem ao time acadêmico para o jogo de volta.

Camisa 10, capitão e torcedor do clube: Romagnoli é o símbolo Cuervo (Foto: Rafael Sifuentes/STR/Getty Images)

Romangoli x Benítez

Leandro Romangoli: um potencial candidato à craque da Libertadores. Aos 33 anos, o jogador que só saiu do San Lorenzo de 2005 a 2009 para atuar no México e no Sporting de Portugal, vive o ápice de sua carreira e é ídolo da equipe que deixará ao final da Libertadores. Contratado pelo Bahia, Romangoli pretende se despedir de Boedo como maior destaque do maior título da história centenária do San Lorenzo.

Ele pode não ter feito nenhum gol, ter sido expulso no jogo de ida das quartas de final contra o Cruzeiro, mas é, sem dúvida, peça fundamental no elenco de Edgardo Bauza. Inteligente, habilidoso e extremamente preciso nos passes, ele tem tudo para dar trabalho ao sistema defensivo paraguaio e entrar de vez na história do clube onde jogou por quase toda a vida.

Julián Benítez: em meio à dificuldade imensa do ataque do Nacional de concluir a gol, Benítez é uma exceção. Se não é o melhor atacante do Mundo, Julián cumpre bem o seu papel no escrete Tricolor. Valente, o jogador não tem grandes recursos para surpreender o adversário, mas é bom finalizador e, nos 17 jogos que já fez com a camisa do Nacional, marcou cinco gols. Um deles, aliás, na partida de ida da semifinal, contra o Defensor.

Mauro Matos será o responsável por colocar a bola na rede (Foto: Daniel Garcia/AFP/Getty Images)

Matos x Montenegro

Mauro Matos: uma carreira inteira jogando em times pequenos da Argentina e no futebol mexicano. Assim foi Mauro Matos até 2014, quando chegou ao San Lorenzo para disputar a Copa Libertadores. "Atacante matador", tem mostrado bom futebol e já marcou seis gols pelo clube de Boedo nas 26 partidas que disputou. Na Libertadores, foram dois tentos: um ainda na fase de grupos, contra o Unión Española, e um no jogo de ida da semifinal, contra o Bolívar.

Brian Montenegro: contratado pelo Nacional durante a pausa para a Copa do Mundo, Brian Montenegro chegou mostrando a que veio. Em sua estreia, na semifinal contra o Defensor, marcou o primeiro gol no jogo de ida e abriu caminho para a vitória por 2 a 0. Na final, pouco foi acionado dada a armação mais defensiva do time, mas a expectativa é que volte a marcar gols na grande final.

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