Uma lenda sem título: Rummenigge se destaca, mas não consegue levar Alemanha Ocidental ao título

Uma lenda sem título: Rummenigge se destaca, mas não consegue levar Alemanha Ocidental ao título

Ex-atacante alemão mostra seu talento em três edições do torneio, marca nove gols, porém fica no quase duas vezes seguidas

JANDIR
Jandir Rocha Guimarães

O futebol alemão é um dos mais vencedores da história, isso é um fato. Por isso, fica difícil escolher um símbolo apenas para representar tamanha história, mas Karl-Heinz Rummenigge, mesmo que não tenha conquistado um título mundial com seu país, está na história das Copas do Mundo com seus gols, jogadas, determinação e empenho.  

Ao todo, marcou nove gols em três edições de Copa do Mundo e dois vice-campeonatos. Não foi tão decisivo como Gerd Muller, outra lenda alemã, mas muitos consideravam Rummenigge ligeiramente mais técnico, pois interpretava a posição de atacante de uma forma diferente. Além dos muitos gols que realizava, Karl-Heinze era muito hábil nos dribles, rápido e extremamente criativo, diferente do convencional alemão, podendo jogar em dupla com outro jogador ou até sozinho, por tamanha qualidade que tinha.  

Copa do Mundo 1978: Decepção na Argentina 

Após o título mundial quatro anos antes dentro de casa, a Alemanha Ocidental era uma das favoritas para reconquistar o mundo, mas o que se foi visto em campos argentinos foi apenas decepção. A equipe se classificou em segundo na primeira fase de grupos, mas na segunda, ficou atrás de Itália e Holanda, sendo eliminada precocemente.  

Rummenigge marcou três gols na competição: dois na goleada contra o México por 6 a 0, ainda na primeira fase de grupos e outra no último jogo da Alemanha Ocidental que abriu o marcador, mas o time levou a virada e decretou sua eliminação antes do previsto. 

Copa do Mundo 1982: Rummenigge se destaca, mas Alemanha fica com vice 

No mundial disputado na Espanha, a Alemanha Ocidental chegou melhor preparada e com um Rummenigge em ótima fase, no que resultou num grande torneio disputado pelo atacante, que levou a seleção até a grande final. 

Marcou gols importantes como o da vitória (1 a 0) diante da Áustria em jogo duríssimo e no empate diante da França, nas semifinais, ajudando sua equipe a ir para a disputa dos pênaltis que posteriormente, os alemães venceram se qualificaram para a decisão. Outro feito importante foi na partida diante do Chile, onde o jogador fez um hattrick (quando um jogador marca três gols na mesma partida). 

Na final, o jogador passou em branco e a Itália venceu o jogo por 3 a 1 e se sagrou tricampeã do mundo assim como Alemanha Ocidental e Brasil, na época.  

Copa do Mundo 1986: Mais um vice-campeonato na conta 

A seleção da Alemanha Ocidental chegou desacreditada ao México, já que dois anos antes, sequer se classificou para o mata-mata da Eurocopa e se tornou um dos maiores vexames da história do país. Contudo, a equipe conseguiu ser sólida e competitiva, mesmo com alguns jovens e outros jogadores já com idade avançada, alcançando a final daquele ano contra a Argentina de Diego Maradona, eliminando equipes como México (nos pênaltis) e França.  

Rummenigge chegou na competição como uma das esperanças do time, mas vinha de várias lesões consecutivas na Internazionale, o que impossibilitava do atacante jogar no seu maior nível. Mesmo assim, foi importante na campanha do time e até marcou um gol na grande decisão, mas que foi inútil para o desfecho final da partida que terminou com a vitória dos argentinos por 3 a 2. 

Após a Copa do Mundo do México, perdeu espaço na seleção e não voltou mais, encerrando a carreira três anos mais tarde. Hoje, é o sexto maior artilheiro da história da seleção com 45 gols em 95 partidas e apenas um título. 

Pós-carreira no Bayern de Munique e reconhecimento  

Encerrada a sua gloriosa carreira, Rummenigge primeiramente trabalhou como comentarista por alguns anos e em 1991, foi chamado pelo Bayern de Munique para assumir o cargo de vice-presidente, juntamente com Franz Beckenbauer, outra lenda alemã e do clube. 

Permaneceu no cargo até 2002, quando se tornou presidente do conselho executivo, departamento novo no clube no qual exerce até os dias de hoje. Em 2004, foi eleito por Pelé com uma das 125 maiores lendas vivas da história do futebol.  

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