Audiência Nacional libera Sandro Rosell sem pagamento de fiança até julgamento
Divulgação/ Barcelona

Audiência Nacional libera Sandro Rosell sem pagamento de fiança até julgamento

Rosell e seu sócio Besolí foram condenados por fraude fiscal e organização criminal e jã cumpriam dois anos de pena em regime fechado

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Agnes Rigas

No ano de 2015, pessoas consideradas importantes dentro do mundo da FIFA foram alvo de suspeitas e investigações sobre possíveis casos de suborno e propinas. Muitos desses dirigentes acabaram sendo presos, e um dos destaques foi o caso do Sandro Rosell.

Rosell na época era presidente na Nike Brasil e foi uma das causas principais para que a marca fechasse com a seleção brasileira para fazer nonos uniformes para a Copa do Mundo de 2014. Logo seguida chegou a assumir a presidência do Barcelona e ficou até o ano de 2014 quando renunciou após ter sido acusado de ter cometido fraude fiscal na contratação do Neymar em 2013.

Em acordo com a justiça e o próprio clube, o mesmo foi inocentado e a pena passada para o clube, que seria quem arcaria com as consequências. Mas antes disso tudo, em 2008, Rosell já havia sido investigado por causa da criação da empresa Ailanto. Essa empresa organizou amistosos entre Brasil e Portugal e foi criada somente cinco meses antes do evento.

A empresa teria lucrado 9 milhões de reais com o jogo, e além de superfaturamento de passagens aéreas da seleção brasileira e hospedagem para as duas seleções, além de outros serviços não citados.

Atualmente, Rosell e o seu sócio Joan Besolí estavam dois anos presos após terem sido acusados e condenados pelos crimes de fraude fiscal e organização criminal. Mas o tribunal de Audiência Nacional da Espanha divulgou que os dois serão soltos e esperaram o julgamento em liberdade sem pagamento de fiança, graças ao pedido de seus advogados.

"Foi reexaminada a situação pessoal dos processados e, tendo em conta que superaram os 21 meses de prisão preventiva, próximo ao máximo legal, fica acordada a liberdade sem fiança e com medidas cautelares", disse a Audiência.

O atual presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, por meio de sua conta pessoal no twitter falou sobre o caso e se mostrou confiante para que Rosell e Besolí se provem inocentes.

 

"Enfim, termina uma situação totalmente injusta para Sandro Rosell e Joan Besolí, de 21 meses de prisão preventiva. Em liberdade e cercado dos seus, poderão defender melhor suas inocências" disse Josep Maria.

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