No Morumbi lotado há nove anos, Rogério Ceni erguia a terceira Libertadores do São Paulo
Rogério Ceni ergue a taça e celebra tri campeonato da Libertadores (Foto: Gazeta Press)

Nesta segunda-feira, dia 14 de julho de 2014, o São Paulo Futebol Clube comemora o aniversário de nove anos de seu último título da Copa Santander Libertadores.

No inesquecível dia para a torcida tricolor, o São Paulo conquistou a mais cobiçada taça da América do Sul em grande esitlo: uma goleada por quatro a zero em cima do Atlético/PR no Morumbi. Além do inicio de uma nova era no futebol brasileiro, esta conquista serviu para quebrar a fama de 'time amarelão' que carregava o Tricolor do Morumbi nos últimos anos.

Fase de grupos

Na primeira fase do torneio, o São Paulo não teve maiores dificuldades para se classificar - apesar de ter sido complicado em alguns jogos. A equipe paulista somou 12 pontos nas seis partidas, três a mais que a Universidade do Chile, conhecida como ''La U'', na segunda posição. Os desclassificados foram os modestos Quilmes e The Strongest, com cinco pontos cada. Além da primeira posição, o São Paulo teve a melhor defesa e melhor ataque do grupo C, com 9 sofridos e 16 feitos.

A estreia do Tricolor foi na Bolívia, em um jogo complicado e cheio de gols frente ao The Strongest, 3 a 3, com direito a gol de empate aos 42 do segundo tempo, com o centroavante Luizão. Os outros dois gols foram feitos por Danilo e Grafite. A sequência não foi tão complicada quanto o primeiro jogo, mas o Tricolor ainda teve de passar por um 4 a 2 frente a Universidade do Chile e um 2 a 2 contra o Quilmes. As últimas três partidas foram duas vitórias e um empate: 3 a 1 contra o Quilmes, um tranquilo 3 a 0 sobre o The Strongest e um empate no chile, por 1 a 1. 

No primeiro mata-mata, São Paulo vence rival Palmeiras duas vezes e vai às quartas

O primeiro Choque-Rei das oitavas de final foi pegado, como é da características de clássicos desse porte. No Parque Antártica, São Paulo e Palmeiras fizeram jogo equilibrado. Os tricolores tiveram oportunidades de abrir o placar com Grafite, mas parado por Marcos, e o Palmeiras com Marcinho, um chute parou em Rogério Ceni e o outro na trave em bela cobrança de falta. A igualdade só não foi mantida devido a Cicinho. No segundo-tempo, o lateral direito acertou um belo chute de fora da área com a ''perna ruim'' e deu a vitória ao São Paulo.

No segundo jogo, diante de um Morumbi lotado, o Palmeiras não foi capaz de segurar o Tricolor. Dois a zero, gols de Rogério Ceni e novamente de Cicinho - que se confirmou como um algoz  do rival. A equipe da casa se classificou para as quartas de final da Libertadores.

Se engana quem pensa que o São Paulo teve missão fácil no segundo jogo. Mesmo com a vantagem do placar e do mando, os são-paulinos sofreram com o ataque do Palmeiras, que ganhou força depois da expulsão de Josué. E em um momento extremamente oportuno, teve um pênalti, convertido por Rogério Ceni. E nos acréscimos, Cicinho, que já havia feito o gol da vitória do jogo de ida, marcou de falta e carimbou a classificação. 

Nas quartas, São Paulo goleia Tigres no primeiro jogo e coloca um pé na semi-final

Se o torcedor são-paulino queria sofrer menos nas quartas de final, depois de dois confrontos extremamentes equilibrados contra o Palmeiras, conseguiu. A classificação frente ao Tigres, do México, foi confirmada ainda na partida do Morumbi, uma goleada marcante, por quatro a zero. 

O jogo foi marcado pelo ''quase hat-trick'' de Rogério Ceni - que seria inédito em sua carreira - mas de forma inacreditável, o goleiro não conseguiu tal feito. O capitão marcou de falta duas vezes, e quando teve a oportunidade de liquidar, cobrando pênalti no final da partida, não aproveitou a oportunidade, cobrando para fora. O elástico placar foi completado por Luizão e Souza. 

No jogo de volta, praticamente classificado, o São Paulo entrou em ritmo lento e chegou a estar perdendo por dois a zero com 30 minutos de jogo. Mas no decorrer do jogo, a pressão mexicana não se manteve e o time comandado por Paulo Autuori chegou a diminuir o placar, com Souza, a dois minutos do fim da partida. 

Em dois duelos equilibrados, São Paulo leva a melhor sobre River Plate e se classifica à finalíssima

Aquela semi-final foi marcada e muito aguardada por todos, por ser o encontro de dois times fortíssimos, se não, os melhores da América. O São Paulo de Rogério Ceni, Danilo, Amoroso e cia, enfrentava o River Plate de Mascherano e Lucho González. Apesar dos brasileiros terem levado a melhor tanto no Brasil quanto na Argentina, o equilíbrio das partidas em si foi mantido. 

No primeiro duelo, realizado no Morumbi, o clima de rivalidade que contagiava a torcida era enorme, o que pode ter contribuído para a terrível recepção que o River Plate teve naquele dia. O ônibus dos visitantes foi lamentavelmente apedrejado pelos são-paulinos, o que confirmava o desejo de guerrear, de lutar até o fim, pela classificação.

Dentro de campo, o São Paulo conseguiu um excelente resultado. Dois a zero, que dava tranquilidade para jogar em um estádio com características de caldeirão na Argentina. Os gols foram marcados por Rogério Ceni, que a essa altura da temporada possuía 13 gols e por Danilo, em bonito chute de fora da área. 

No Monumental de Nuñez, o São Paulo tratou de diminuir as esperanças do River Plate ainda no primeiro tempo, quando Danilo abriu o placar, mas Farías empatou logo depois e alimentou o desejo da torcida, que não contava com um tricolor arrasador na volta do segundo tempo. Em um intervalo de 20 minutos, o São Paulo marcou dois gols, com Fabão e Amoroso e carimbou a vaga na final. Salas descontou no final do jogo. 

Em meio à polêmicas de bastidores, São Paulo aplica goleada no Atlético/PR e se sagra tri campeão continental

O duelo entre São Paulo e Atlético/PR começou antes do esperado, e com uma polêmica. A CONMEBOL exigia que para sediar uma final de Libertadores, um estádio deve ter, no mínimo capacidade para 45 mil pessoas. A Arena da Baixada, não tinha. Por isso, dirigentes do clube paranaense correram contra o tempo para viabilizar a sua casa para receber o jogo mais importante da história do clube. Mas sem sucesso. As arquibancadas provisórias foram vetadas por falta de segurança, e o jogo foi para Porto Alegre.

No Beira-Rio, local onde a partida foi direcionada, toda a mística que o clube e a torcida haviam criado com a Arena da Baixada durante o torneio, não foi mantido, e obviamente, a equipe não repetiu o bom desempenho. Naquele dia, o São Paulo saiu na frente com um gol contra de Durval. Mas acabou sofrendo o empate com Aloísio, que futuramente viria a ser jogador do clube. 

Na partida de volta, o duelo que o são-paulino nunca esquecerá. A goleada acachapante sobre o Atlético, deu um sabor especial àquela conquista. Poucos times do São Paulo na história foram tão arrasadores em jogos daquele tipo como o de 2005. Na noite de 14 de julho de 2005, nada mais nada menos do que quatro a zero. Os gols foram marcados por Amoroso, Luizão, Fabão e Diego Tardelli, este último gol, já nos acréscimos para aumentar os requintes de crueldade para os paranaenses. Ali, Rogério Ceni erguia a terceira Copa Libertadores para o São Paulo que, ao lado do Santos, é o maior ganhador brasileiro da cobiçada competição.

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