Corinthians e Palmeiras: os carrascos por trás do Derby Paulista
O segundo duelo no ano será, dessa vez, na Arena Corinthians. No primeiro, deu Timão por 1 a 0 (Foto: Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians)

Um dos maiores clássicos do Brasil e do mundo do futebol acontecerá pela segunda vez em 2015. Neste domingo (19), Itaquera será pequena para o encontro de Corinthians x Palmeiras. O jogo vale uma vaga para a decisão do Paulista 2015.

Em 98 anos de Dérby, o histórico do confronto é extremamente equilibrado. Uma vitória ao time verde é a atual diferença entre as equipes. Há quem discuta esses números, colocando vitórias a mais ao Palmeiras e dando empates a mais no confronto. Mas esse é o número mais aceito

Vitórias Empates Derrotas
Corinthians 120 105 121
Palmeiras 121 105 120

Grandes craques já passaram por ambas as camisas para dar sua contribuição na grandeza do duelo. Rivellino, Ademir da Guia, Marcelinho, Alex, Leivinha, Sócrates, apenas para citar alguns. Mas agora vamos relembrar aqueles que até hoje, são motivos de pesadelos, provocações e que deram alegrias e tristezas pra corinthianos e palmeirenses.

Cláudio, Luizinho e Baltazar. Um dos maiores ataques da história do futebol brasileiro

Cláudio, Baltazar e Luizinho: em toda a história do clássico, ninguém marcou mais gols do esse trio. Com 21, 20 e 19 gols, respectivamente, o lendário ataque alvinegro é reverenciado até hoje.

Evair: o camisa 9 do esquadrão palmeirense formado nos anos 90 aliava técnica, força física e faro do gol. E tudo isso era melhorado quando do outro lado tinha o Corinthians. Com grande atuação na final do Paulista 93, marcou dois gols, o segundo na prorrogação, tirando o jejum alviverde e calando a torcida corinthiana.

Casagrande: imagine você ter 19 anos, crescer sabendo da rivalidade e fazer sua estréia exatamente contra esse rival. Esse foi Walter Casagrande Jr. Em 1982, ele entrou e marcou 3 gols em 3 minutos. Nem precisa dizer que aquele jovem daria certo na equipe.

Edmundo: um dos casos de jogadores que atuaram com as duas camisas mas que teve seu brilho quando atuava no Palmeiras. Não importava a época. Na primeira passagem, destruiu o Timão na única final de Brasileiro entre eles, em 1994. Já no final da carreira, voltou a decidir no Paulista de 2007.

Danilo: sempre rotulado como lento, o meia exibe uma categoria ímpar e está sempre decidindo jogos. Em todos os clubes foi assim e desde 2010 vem sendo importante ao Corinthians. Em clássicos, Danilo cresce como nunca e foi assim que ele carimbou o primeiro Dérby no Allianz Parque.

Marcos: para um goleiro aparecer numa lista de carrascos, compostas na maioria por artilheiros, é porque esse arqueiro é deus. Marcos pode não ser Deus, mas é Santo. E não há espaços para listar seus milagres. Uma noite em especial pode resumir bem o que representou o camisa 12 na história alviverde.

Esse lance acabou com a decisão do Paulista de 99, vencido pelo Timão

Edilson: o Corinthians também tem seu jogador que foi mlehor no Parque São Jorge, do que no Palestra Itália. Rápido, abusado e sem medo do perigo, o Capetinha ficou marcado para sempre no Dérby após marcar dois gols na final do Paulista 99 e ainda fazer as famosas "embaixadinhas", causando a fúria dos rivais, resultando numa briga generalizada no Morumbi.

Em apenas um jogo, Obina ficou marcado para sempre para o torcedor palmeirense

Obina: enquanto de um lado tinha o maior artilheiro das Copas, na época, do outro, o "melhor do que o Eto'o". E naquela tarde de domingo, em Presidente Prudente, Obina fez jus ao canto da torcida e acabou com o jogo. Três gols, música no Fantástico e um lugar na memória do Derby.

Romarinho: é bem provável que até hoje ele não tenha noção dos seus feitos com a camisa corinthiana. A frieza com que encara as coisas é impressionante e demonstrou isso quando, na sua estréia, com o time reserva, às vésperas da decisão contra o Boca, o atacante surgiu no Dérby com um gol de letra e outro na gaveta. E o mais incrível é que manteve o nível até ser negociado no ano passado.

Quando esse chute balançou as redes do Morumbi, mais um ano era decratado na fila alvinegra sem títulos

Ronaldo: era a época da Academia, com craques do nível de Ademir da Guia, Dudu, Leivinha. Mas quem apareceu foi um herói improvável. Naquela noite, era a chance do time de Rivellino e cia. quebrarem o jejum e teve as melhores chances no jogo. Só que Ronaldo apareceu para marcar o gol do título, calar o Morumbi lotado de corinthianos e deixar o rival mais um ano na fila.

Neste domingo, mais um Derby acontecerá. Bons jogadores estarão em campo. Será a chance de Elias, Valdívia, Cássio ou Fernando Prass escreverem seus nomes neste que é um dos maiores clássicos do futebol mundial.

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