Ponte joga melhor, mas sofre gol no fim e termina derrotada por Orlando City

A Ponte Preta não fez feio em sua apresentação diante dos torcedores do Orlando City na derrota por 3 a 2. No entanto o resultado alerta para problemas no setor defensivo do time que não conseguiu segurar o impeto dos adversários nos momentos de pressão.

A Ponte saiu de campo sofrendo dois gols nos minutos finais da primeira e segunda etapa respectivamente. A equipe jogou melhor, mas sofre gol no fim e terminou derrotada por Orlando City que contou com Kaka, sua principal estrela, em apenas metade do primeiro tempo afim de evitar o desgaste do jogador. A saída do brasileiro complicou a criação de jogadas dos donos da casa que só começaram a se acertar no segundo tempo.

A Ponte Preta vai pensar agora no Grêmio, adversário na primeira rodada do Campeonato Brasileiro no domingo (8) em Porto Alegre. Já o Orlando City se preocupa com o resto da temporada na MLS, onde vai enfrentar o New England Revolution.

Primeiro tempo, Ponte Preta domina as jogadas e pressiona o adversário

De um lado, Kaka sendo o responsável pela armação do time norte americano, táticamente indispensável já que o time vinha com apenas um ataque em campo, Brian Rouchez, e o meia ex-São Paulo, era quem conduzia a bola até o centro avante do Orlando City. Do outro, Renato Cajá, tinha lutar pra desvencilhar da marcação para tentar criar as jogadas para a Ponte. Tentando se adaptar ao gramado sintético, a Macaca candenciava a bola em reação ao jogo corrido imposto pelo time da casa.

Biro Biro era quem dava os dribles e tentava as jogadas individuais, a torcida presente se animava com as jogadas do garoto, porém os marcadores começaram a não aliviar para ele. Junto com ele, Rodinei colocava dificuldades para os zagueiros que tentavam interceptar os lances com faltas. E foi na bola parada que a "Black Bridge" saiu na frente, aos 11 minutos, Renato Cajá cobrou a falta na direção do gol, a bola acerta a trave e volta para Rildo, ele cruza para trás e acha o zagueiro Tiago Alves livre e abre o marcador para os visitantes.

Depois do gol, a Ponte Preta já tinha de adaptado ao gramado, já pressionava a o Orlando no próprio campo ofensivo e após a saída de Kaká, Brian Rouchez ficou solitário na frente esperando por uma bola espirrada, ou um contra ataque rápido. Sem sucesso, a tentativa dos americanos era tentar cruzar a bola na área, mas a zaga afastava com segurança.

O azar do Orlando parecia ter aumentado, aos 30 minutos, Biro Biro lança Rildo dentro da área e o goleiro Earl Edwards Junior derruba o atacante, era a chance de ampliar o placar. Rildo assumiu a cobrança, bateu com paradinha e errou, o goleiro se redimiu da penalidade marcada e evitou o segundo gol pontepretano.

No final do primeiro tempo, Biro Biro e Renato Cajá tentavam ampliar a vantagem. O goleiro da Ponte, Marcelo Lomba não trabalhou muito, mas evitou um golaço após chute de Ávila, a bola ia no ângulo e o goleiro espalmou pra escanteio. Entretanto, a sequencia da jogada, aos 45 minutos após o escanteio cobrado na área, Rouchez sobe e desvia a bola para gol de Lomba, foi o ultimo lance do primeiro tempo. O zagueiro Pablo deixou o atacante se antecipar para empatar o jogo.

Segundo tempo e jogo equilibrado, e de novo Pablo falhando nos ultimos minutos para ceder a vitória ao time da Flórida

Na volta a campo, Borges fez a sua estréia com a camisa da Ponte, entrou no lugar de Paulinho e com isso o treinador Guto Ferreira queria o time atacando, como foi na primeira parte. Aos dois minutos, Biro Biro arriscou de fora e a bola passou perto, por cima do gol de Edwards. O Orlando passou a explorar mais as laterais de campo, aproveitando as subidas dos laterais. Brek Shea, jogador que substitiu Kaká começou a dar trabalho aos zagueiros visitantes. 

Nove minutos e o Orlando surpreendeu o oponente, de novo na bola parada, Sean St. Ledger cabeceia para virar o placar a favor dos mandantes, 2 a 1 e os jogadores ponte pretanos reclamavam de falta no goleiro Lomba. O gol foi o resultado das poucas investidas ao ataque dos visitantes, Borges não conseguiu entrar no ritmo que o time precisava e a Ponte perdeu um pouca da pressão que fazia anteriormente.

O ritmo da partida só melhorou aos a partir dos 12 minutos, quando a Macaca começava a esboçar uma reação. Gilson arriscou jogada individual, tentou limpar a marcação para finalizar e foi derrubado, próximo a meia da lua da grande área, Cajá se apresentou para fazer a cobrança. O camisa 10 da Ponte Preta não desperdiçou, bateu colocado sem chances para o goleiro. 2 a 2 e a partida começou a voltar ao ritmo de antes, rapida e com ambos os times tentando jogando para frente.

Enquanto o Orlando City tentava diversos cruzamentos para área, a Ponte procurava tocar a bola, Cajá era diversas acionados para realizar lançamentos, enfiadas de bola e tabelas. Para azar dos poucos torcedores da Macaca no Citrus Bowl, Renato Cajá precisou ser substituido ao sentir dores na perna. A Ponte perdia o melhor homem em campo. Com o tempo passando, o Orlando queria aproveitar o erro do adversário, marcava mais e procurava apostar nos jogadores com folego que haviam entrado. 

Aos 47 minutos, o jogo parecia ser resolvido no empate em dois gols, mas aí Pablo exagera na marcação em Clarin, jogador que substituiu Rouchez. O jogador dos Lions, como é conhecido o time da casa, cai na grande área e o árbitro aponta penalidade. Começam as reclamações dos jogadores e comissão técnica, mas apesar dos protestos, o próprio Clarin se dipõe pra cobrança.

Gol do Orlando, e apito final, a improvavel derrota do time de Campinas serviu para avaliar o setor defensivo, que falhou em dois gols nesta partida, Borges pouco fez e com isso a equipe perdeu a referência na no ataque. Para o Orlando, o jogo serviu para entrosar mais ainda o novato time da Major League Soccer.

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