Como a final do Paulistão serviu de aprendizado para o Palmeiras
Jogadores de ambas as equipes reclamam com o árbitro Vinícius Furlan, no clássico do Paulistão (Foto: Ricardo Nogueira / Folhapress)

Em 26 de abril, no Allianz Parque, e 3 de maio, na Vila Belmiro, foram disputadas as duas partidas da final do Campeonato Paulista de 2015, decidido entre Palmeiras e Santos. No jogo do final de abril, deu Verdão, 1 a 0. No confronto do início de maio, o Peixe fez 2 a 1, levando a decisão para a disputa de pênaltis. Convertendo todas as suas cobranças e contando com dois erros palmeirenses, o Santos se sagrou campeão paulista.

Muito mudou até que, em 25 de novembro, Santos e Palmeiras se reencontraram na Vila Belmiro, pela partida de ida da decisão da Copa do Brasil. Para ser campeão, o Palmeiras precisa vencer por dois de diferença, ou ter vitória simples para que haja disputa de penais no Allianz Parque. Mesmo assim, o Verdão se apoia no amadurecimento que o time teve durante o ano e nas coincidências, que são muitas.

Na final do torneio estadual, o Palmeiras venceu o primeiro jogo, em casa, por 1 a 0, em partida em que poderia ter feito mais diferença, principalmente no pênalti desperdiçado por Dudu, e que teve um defensor adversário, Paulo Ricardo, expulso. Na volta, perdeu o título. Na Copa do Brasil, primeiro jogo em Santos e situação muito semelhante: o time da casa venceu a primeira por 1 a 0, teve chances de aumentar o placar, no pênalti perdido por Gabriel e, principalmente, no lance sem goleiro em que Nilson chutou para fora.

Para a batalha de logo mais, as equipes vivem situações semelhantes, tendo ambas aberto mão do Campeonato Brasileiro para poupar o time para a Copa do Brasil. Entre o estadual e o atual momento, no entanto, o time praiano tem melhor aproveitamento: 57% em 48 jogos, contra 49% dos palestrinos em 47 partidas. Ao contrário do estadual, quando o Palmeiras era considerado favorito, o Santos chega como favorito para a conquista da taça.

O aprendizado que o Palmeiras pode utilizar em relação ao Paulistão para conquistar a Copa do Brasil se dá muito por conta da atitude. Nos jogos contra o Santos no Paulistão, a equipe se mostrou muito nervosa, principalmente na finalíssima, quando teve dois jogadores expulsos. Na própria Copa do Brasil, o time já demonstrou saber lidar com pressão, quando, nas quartas de final e na semifinal, respectivamente, precisou buscar o resultado contra Internacional e Fluminense, o último nos pênaltis, e obteve êxito. 

Outro ponto a ser destacado é a mudança no estilo de jogo. Marcelo Oliveira, mesmo contestado por parte da torcida alviverde, deu padrão de jogo ao time e o fez crescer enquanto ainda estava focado no Campeonato Brasileiro, chegando perto do G-4.

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