Analisando gestão, Martorelli garante deixar Sport com sensação de dever cumprido
Foto: Williams Aguiar/Sport

O Sport terá o novo presidente a partir da próxima temporada. João Humberto Martorelli deixará o comando executivo do clube leonino após dois anos efetivamente no cargo, em que conquistou uma ótima campanha na Série A do Campeonato Brasileiro em 2015 e a manutenção, após uma caminhada irregular, na competição nacional pelo quarto ano seguido. Apesar de enfrentar algumas críticas por uma parcela da torcida, o mandatário avaliou positivamente sua gestão e garantiu que a sensação é de dever cumprido.

Com dois títulos desde que assumiu, ainda em 2014, quando conquistou ambos após o afastamento do então presidente Luciano Bivar para concorrer às eleições para Deputado Federal, Martorelli acredite que o saldo deixado no futebol rubro-negro foi positivo, uma vez que além de triunfar na Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano no seu primeiro ano de gestão (ainda de maneira interina) conseguiu manter o Leão da Praça da Bandeira pela quarta temporada seguida na Série A do Campeonato Brasileiro, algo inédito entre os clubes nordestinos na era dos pontos corridos.

“Saio com a consciência do dever cumprido no futebol. Existe uma diferença abissal nossa para os clubes do Centro-Sul do país, mas mesmo assim conseguimos nos manter na elite do futebol nacional nos três anos de nossa gestão. Além disso, conquistamos os títulos da Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano em 2014 e iremos disputar a quinta Copa Sul-Americana”, ponderou o mandatário rubro-negro, que admitiu o rendimento aquém do esperado nesta temporada.

“Em 2016, claro, tivemos algumas dificuldades, mas elas fazem parte da caminhada. Conseguimos atravessá-las e vencê-las. Saio com a tranquilidade de deixar o Sport jogando a Série A e mais que isso, de estar deixando um time preparado, do goleiro até o ponta esquerda”, pontuou.

A saúde financeira do clube também foi um ponto de elogio apresentado por Martorelli. De acordo com o mandatário leonino, o escrete rubro-negro está com as contas saneadas e não foi preciso fazer antecipação de nenhuma cota televisa das próximas temporadas.

“Retiramos o Sport de uma situação financeira desorganizada. Tínhamos, na porta do clube, oficiais de justiça e contas bloqueadas por conta de dívidas trabalhistas e fiscais. No entanto, com o Refis e com busca de recursos de maneira austera e responsável, transformamos o clube. Agora, temos uma cidadania fiscal. Temos todas as certidões negativas, as dívidas trabalhistas estão equacionadas, os passivos pagos. Tínhamos uma dívida fiscal de R$ 50 milhões. Com o Refis sendo pago em dia, sequer precisamos aderir ao Profut. Estamos deixando o clube com as contas saneadas e sem nenhuma cota televisiva adiantada. As próximas gestões terão o direito de receber as cotas sem dedução alguma”, comentou.

Os demais pontos da entrevista do presidente João Humberto Martorelli foram sobre a evolução do quadro de sócios, que conta com 26.500 rubro-negros em dia e a frustração de não conseguir uma vaga na Libertadores, algo que não acontece desde 2009, quando o Leão disputou a competição internacional após se sagrar campeão da Copa do Brasil de 2008.

Evolução no número de sócios:

“Teremos uma eleição sexta-feira (16) com um número de sócios aptos a votar absolutamente inédito. Eram apenas oito mil sócios adimplentes quando assumi o comando do clube e, com as campanhas realizadas, conseguimos subir para 28 mil. Tenho muita satisfação em ver um pleito com 26.500 sócios aptos para votação, ou seja, os que estão adimplentes. Isso é um salto enorme no futuro e na receita do Sport. É um reflexo que estamos oferecendo bons serviços”

Libertadores

“Sempre estamos buscando mais. Em junho, apontamos o G-4 do Brasileirão como meta para o Sport. Mas não dei a garantia de que iria, pois isso faz parte do nosso planejamento estratégico de até 2018, que é disputar a Libertadores. Não foi possível isso no meu mandato, mas é uma meta que está dentro do nosso horizonte. Espero que a próxima gestão dê continuidade. Foi uma frustração, assim como não ter iniciado a reforma da Ilha do Retiro. Mas o assunto vai ficar encaminhado. Em reunião com a Ernest % Young, hoje, fizemos avaliação de projeto com sugestão de alternativas para a captação de recursos”.

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