Abel veta Wellington e mantém mistério sobre substituto de Sornoza
Foto: Divulgação / Fluminense FC

O Fluminense terminou a preparação para a partida contra o Vasco, neste sábado (27), às 16h, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro. Depois de fazer os últimos ajustes antes do clássico, o técnico Abel Braga concedeu entrevista coletiva no CT Pedro Antonio.

O técnico, que preferiu manter em segredo a escalação de sábado, vetou Wellington Silva da partida, que se recupera de dores no púbis. "Já defini o substituto do Sornoza desde terça. E avisei para quem vai entrar se preparar. Tenho duas ou três opções, não vou inventar nada. Wellington está fora", afirmou.

Sornoza fraturou o tornozelo esquerdo e desfalcará o time por três meses, o técnico Abel lamentou a lesão, mas afirmou que a equipe está em sintonia: "lamentamos a lesão, mas a nossa tática não muda. Foi o Scarpa, o Douglas, agora o Wellington, o Junior (Sornoza)... Acreditamos em todos eles, isso é um grupo. Há uma sintonia muito grande na relação. O grupo está muito fechado, sensacional".

Para o clássico de sábado, Abel afirmou que a equipe do Fluminense não deixará a parte ofensiva de lado. "No domingo passado quebramos um tabu. Estamos confiantes. Milton está colocando sua maneira na equipe, tá correndo muito, marcando. Vai jogar em casa, tem que ser mais agressiva, ofensiva. Vamos tentar contrariar isso. Foi assim que jogamos contra o Atlético-MG. Trabalho ótimo na semana, jogo-treino, tático quarta e quinta...", afirmou.

Sobre a pressão da torcida adversária em São Januário, Abel afirmou que a equipe está preparada: "nisso já estamos vacinados. Depois de domingo passado... Ganhamos no estádio que faz mais pressão no adversário. Em São januário, até acho que a torcida fica distante do campo. Tem espaço. Nem me preocupo. No jogo passado eu falei, sabia que seria difícil até para a arbitragem. A pressão será grande, mas nossos 5% vão com esperança de manter o bom momento".

Confira na íntegra a coletiva de Abel Braga

- Tática

"Qualquer equipe tem uma caída durante o jogo, a minha tem sido maior que o esperado. Não pode abrir 2 a 0 sobre o Atlético-MG fora de casa e toma um gol logo depois. Não pode. O Atlético-MG cresceu e se atirou".

"Vamos procurar fazer um bom jogo. Não vamos deixar a nossa ofensividade de lado. Temos uma longa ideia de onde podemos chegar, do que podemos fazer. Não está legal ainda. Estamos tendo caminhos muito bons, mas ainda falta. Principalmente uma constância, momentos melhores, bons momentos mais longos"

- Michael

"Michael é o que o Torres falou. Primeiro precisamos entender o que ele quer. Tenho um sentimento diferente com ele, muito amigo do meu filho, almoçou várias vezes na minha casa. Ele está perdendo para ele mesmo, para a vida. Se ele não quer ganhar, não adianta ajudar. Mas o clube está de portas abertas, como o Boavista estava e ele não apareceu".

- Gum

"Gosto muito do Gum. A ideia inicial da direção e dele era sair. A contusão atrapalhou e agora ele faz parte do grupo. Outros estão na frente, mas quando tiver de jogar vai jogar. É um cara especial, que respeita as decisões, entende o momento. É um cara diferente como profissional, um dos melhores que trabalhei. O momento agora era do Nogueira, entrou muito bem".

- Clássico em São Januário

"Acho totalmente válido. O Vasco tem estádio e tem que aproveitar o fator campo. É importante no futebol. Não vejo nada de anormal. Queria eu também ter a minha casa. Nós não nos acostumamos ainda em lugar nenhum, é a verdade. Los Larios, Bangu, Edson Passos, Maracanã, Engenhão, Juiz de Fora... São Januário é um estádio com plenas condições. Não é motivo para justificar nada".

- O jogador Milton Mendes

"Bom jogador. Não chegou a ser titular absoluto, mas um bom profissional. Muito rápido, continua sequinho até hoje. Cruzamento acima da média para lateral. Acho que poderia ter ido mais longe na carreira. Boa altura, fazia bem a cobertura. Nunca me deu problema. E agora está mostrando que é um bom treinador".

- O treinador Milton Mendes

"O Milton pode ter semelhança com outros treinadores, mas o que ele faz é da cabeça dele. Conversava com ele sobre estratégia e dizendo como tem que ser a conduta. Dizendo: 'eu acho que o treinamento é ideal para isso'. Eu bolei da minha cabeça. Eu tento passar pros jogadores aquilo que gostaria que passassem pra mim e não me passaram".

- Inspiração 

"Esse negócio de inspiração pra mim é meio balela, sabe. O que você deve seguir da outra pessoa é conduta, caráter, lealdade. Agora a forma de dirigir não adianta. Cada um tem uma história. Não existem pessoas iguais. Por mais que você tenha uma liderança maior ou menor, você tem um tom de voz, uma maneira de chamar atenção diferente do outro. Eu segui o que meu pai me passou, a conduta. Depois isso foi aflorado".

- Homenagem

"Me mandaram uma homenagem. Foi a torcida tricolor de Santarém, no Pará. Uma canoa bonita com as cores do Flu. Queria agradecer".

- São Januário na época de jogador

"Vivi momentos muito bons em São Januário. Era muito difícil perder lá. Em 76, quando a coisa estava complicada, caiu na área era pênalti. Meu pior momento ali foi o jogo contra o Londrina, quebrou a gente no meio. Apesar da formação no Flu, foi no Vasco o meu apogeu, um turno sem sofrer gol, barreira do inferno".

- Luis Fabiano

"Hoje vemos o verdadeiro Luis Fabiano. Está parecendo um menino, é nítida a mudança de ritmo. Não é qualquer um que faz 400 gols na carreira".

- Equipes mais velozes

"Kelvin e Pikachu aumentaram a velocidade da equipe. O menino (Matheus Vital) entrou bem. Meu time não tem Wellington, tem a volta do Scarpa e a ausência do Junior (Sornoza)..."

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