Em boa fase, Cássio supera contestação e aumenta idolatria no Corinthians
Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

De multicampeão, ídolo da torcida e selecionável, Cássio passou a ser reserva e contestado na temporada de 2016. Hoje, o goleiro é o titular intocável da equipe de Carille e, um dos grandes responsáveis pela ótima fase que o time atravessa.

O Corinthians é líder do Brasileirão, está invicto há 23 partidas e o mérito pode ser dividido entre o técnico Fábio Carille e os seus jogadores. Um personagem muito conhecido da torcida representa muito bem a solidez do time. Além da liderança nos bastidores, Cássio é o goleiro que menos sofreu gols na atual edição do Brasileirão, mas para chegar a este momento, o camisa 12 teve que superar a pior fase da sua carreira. 

Reserva, má condição física e atrito com a comissão técnica

Na temporada de 2016 o Corinthians sofreu, como há muito tempo não sofria. Em especial Cássio, o goleiro e ídolo do time foi afetado pelo mal desempenho coletivo que atingiu o Timão no ano passado. O arqueiro passou por problemas pessoais, conviveu com a má condição física e com as recorrentes trocas de treinadores. A fase se tornou muito mais complicada quando viu Walter, reserva imediado para a posição, assumir a titularidade em seu lugar.

Foi pelas mãos do técnico Tite que Cássio perdeu a posição pela primeira vez, talvez junto ao momento mais difícil da sua vida, logo após perder Maria Luiza, sua avó materna. Cássio foi liberado por Tite para se despedir de sua segunda mãe, em Porto Alegre, e quando voltou viu o goleiro Walter ter a tão esperada continuidade na meta alvinegra. 

Não era apenas o técnico Tite que enxergava o mal momento do ídolo. A torcida começava a questionar o porque de Walter ainda não ter tomado a vaga para si, já que Cássio alternava falhas, e sofria gols bobos. Logo após perder a posição, a muralha alvinegra lançou críticas públicas ao preparador de goleiros Mauri Lima, o que não caiu bem internamente no clube. Criou-se um clima de despedida para o arqueiro, e o pior, pelas portas do fundo. Parecia que seguiria a sina corinthiana de perder os seus ídolos de maneira conflituosa.

Retomada, título e liderança no vestiário

A saída não aconteceu e Cássio teve a sua segunda chance. O goleiro trabalhou duro e resolveu as suas diferenças com Mauri. As recorrentes lesões de Walter ajudaram a reconquistar a confiança da Fiel Torcida, e recuperar o viés de seus melhores momentos no Timão. Foi com ele no gol, de forma determinante, que o Corinthians conquistou o Paulistão em 2017. Como reconhecimento, levantou a taça do campeonato como capitão e mostrou ali que a muralha estava de volta.

Foi também à partir da definição da sua permanência que o atual treinador Fábio Carille começou a montar a equipe para este ano. Aparentemente mais magro, o goleiro vive no Timão um dos seus melhores momentos da carreira, operando defesas difíceis, decidindo diretamente nos resultados, sonhando com uma chance na seleção de Tite e liderando nos vestiários o grande número de jogadores jovens que atuam no Timão. É ao lado de Danilo, o jogador mais vencedor do time.

Cássio, assim como vários ídolos alvinegros, quase conheceu o outro lado de jogar no Corinthians. Por pouco não acabou como Rivelino, Edílson, Ronaldo Giovanelli e etc. Se saísse do clube naquele momento, como os ídolos citados, deixaria o clube por baixo. Como todo bom corinthiano, deu a volta por cima, espantou a pressão e colocou a sua idolatria em jogo, para assim, continuar caminhando a passos largos para ser o maior goleiro da história corinthiana.

 

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