Tite
reencontra seu primeiro adversário pelo Brasil: veja o que mudou na Seleção
desde então
Arte: Rodrigo Rodrigues/VAVEL.com

No dia 8 de outubro de 2015, a Seleção Brasileira, ainda sob o comando de Dunga, iniciava sua trajetória nas Eliminatórias Sul-Americana à Copa do Mundo de 2018. O primeiro desafio seria fora de casa, diante do forte Chile, que poucos meses antes havia conquistado a Copa América. Dentro de campo, um Brasil de atuação fraca, derrotado com autoridade por 2 a 0, levando aos torcedores pentacampeões do mundo o questionamento de se, pela primeira vez na história, a Canarinho ficaria fora de um Mundial.

A trajetória da Seleção nas Eliminatórias seguiu em paralelo à disputa da Copa América Centenário, e, com um futebol pouquíssimo convincente nas duas competições, o treinador Dunga caiu após a eliminação na fase de grupos da Copa América. Eis que, após muitas especulações, o atual campeão brasileiro Adenor Leonardo Bacchi, o Tite, assume o comando da Seleção Brasileira, que se encontrava com nove pontos de 18 disputados e fora da zona de classificação para a Copa da Rússia.

Primeira escalação titular de Tite, diante do Equador (Foto: Lucas Figueiredo / CBF) 

Já na estreia de Tite, uma expressiva vitória fora de casa por 3 a 0 diante do Equador. O novo comandante iniciava sua trajetória com o pé direito, voltando a trazer esperanças ao torcedor brasileiro, desiludido desde a trágica eliminação em casa na Copa de 2014, sofrendo sonoros 7 a 1 da Alemanha.

Mais do que uma boa estreia, a partida contra o Equador era o primeiro passo de uma incontestável sequência de oito vitórias seguidas, incluindo duas goleadas em clássicos (3 a 0 contra a Argentina e 4 a 1 contra o Uruguai) e a classificação para a Copa do Mundo de 2018 conquistada com quatro rodadas de antecedência. A única derrota do técnico até aqui foi no amistoso contra a Argentina.

Por trás dos placares favoráveis, Tite fez uma série de ajustes pontuais para a Canarinha. A começar pela manutenção de uma base, onde repetiu, na última partida das Eliminatórias, dez dos 12 titulares de sua estreia à frente da equipe, com exceção do meia William, que deu lugar a Phelipe Coutinho. O retorno de figuras afastadas por Dunga como Marcelo e Thiago Silva, também deu resultado, e ambos tem dado contribuído positivamente em suas participações, com destaque para a sintonia demonstrada entre Marcelo e Neymar.

Marcelo corre à direção de Neymar para comemorar gol do Brasil (Foto: Lucas Figueiredo / CBF)

O setor defensivo tem tido números impressionantes: em oito jogos nas Eliminatórias, apenas dois gols sofridos, o que ratifica a qualidade do treinador em montar eficientes esquemas táticos, de marcação forte e consistente, tal como havia feito no Corinthians, conquistando expressivos resultados, como os títulos do Brasileirão, da Copa Libertadores e Mundial de Clubes da Fifa.

No setor ofensivo, a presença do falso 9 Gabriel Jesus, autor de cinco gols em seis jogos com Tite, e a extração do melhor de Neymar foram os pontos cruciais para o sucesso.

Diferente do Brasil, o Equador não tem uma situação confortável. Fora da zona de classificação, os equatorianos vão à Arena do Grêmio na necessidade de uma vitória para ingressar ao G5 e poder beliscar pelo menos a repescagem. O duelo acontece às 21h45 da próxima quinta-feira (31), e mesmo já tendo conquistado a vaga para a Copa, a torcida amarelinha segue na expectativa por mais uma vitória do time que, sob o comando do novo técnico, vem ajudando a resgatar a alegria de torcer pela Seleção Brasileira.

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