Recordar é viver: relembre confrontos entre Racing-ARG e Cruzeiro
Foto: Divulgação/Conmebol

Quando se trata de confrontos sul-americanos, o Racing, da Argentina, é um dos mais conhecidos do torcedor do Cruzeiro. Os dois times vão abrir o grupo 5 da Copa Libertadores da América nesta terça-feira (27), às 21h30, no Estádio El Cilindro, em Avellaneda. Será a estreia de ambas as equipes no torneio continental.

Cruzeiro e Racing se encontraram em 12 oportunidades, com sete vitórias da Raposa e três triunfos dos argentinos. Apesar do número grande de confrontos, os dois times não se enfrentam desde 1999, pela Copa Mercosul - goleada celeste no El Cilindro por 4 a 0.

Embalada pelo clima da Libertadores, a VAVEL Brasil relembrou as duas decisões entre Cruzeiro e Racing pela Supercopa dos Campeões da Libertadores, em 1988 e 1992.

Cruzeiro x Racing-ARG - Supercopa de 1988

A primeira edição da Supercopa dos Campeões da Libertadores movimentou o futebol sul-americano, que, até então, tinha apenas Copa Libertadores da América como torneio. Racing-ARG e Cruzeiro chegaram à competição trazendo consigo um título cada, em 1967 e 1976, respectivamente.

Na decisão, os dois times se enfrentaram no Estádio El Cilindro, na primeira partida. Robson abriu o placar para o Cruzeiro. Ainda na etapa inicial, o árbitro chileno Hernán Silva deu pênalti para o Racing, que foi convertido por Walter Fernández. No segundo tempo, Colombatti virou o jogo e deu aos argentinos a vantagem do empate no jogo da volta, cinco dias depois, no Mineirão.

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No jogo da volta, o Mineirão ficou lotado de cruzeirenses esperando a vitória celeste e o título. Por sua vez, o Racing demonstrou em campo a raça argentina muito característica, a qual foi determinante na partida. No primeiro tempo, Catalán recebeu no ataque, fugiu da marcação de Gilmar Francisco e finalizou na saída de Wellington 1 a 0.

Na etapa final, não restava outra alternativa não fosse sair para o ataque. O Cruzeiro pressionou, insistiu, mas parava nas luvas experientes do goleiro Fillol. De tanto batalhar, marcou o gol de empate. No escanteio cobrado por Anderson, a zaga desviou, e a bola sobrou para Robson empatar. Apesar da luta, o Racing saiu de campo com o título da Supercopa.

Cruzeiro x Racing - Supercopa 1992

Quatro anos depois, Cruzeiro e Racing-ARG voltaram a se encontrar na decisão da Supercopa dos Campeões da Libertadores. Neste meio tempo, em 1990, ambos se encontraram nas quartas de final do torneio, com os argentinos eliminando os celestes nos pênaltis.

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Com duas derrotas consecutivas, era impossível não haver um clima de revanche. O Cruzeiro dava um show na Supercopa, com belos jogos e espetáculos dentro e fora de campo, com o torcedor celeste colocando uma média de 73 mil cruzeirenses por partida no Mineirão.

A decisão contra o Racing vinha para coroar uma bela campanha e a expectativa do bicampeonato do torneio. Antes da decisão, o ponta-esquerda Edson, remanescente da final de 1988, estava fora por ter rompido o tendão do pé esquerdo.

Em campo, o Cruzeiro deu um verdadeiro show. No primeiro tempo, Roberto Gaúcho abriu o placar. Na etapa final, só deu azul-celeste. Novamente Roberto Gaúcho, com Luiz Fernando Flores e Marco Antônio Boiadeiro fechando o placar e dando uma enorme vantagem ao time cruzeirense no jogo da volta.

No El Cilindro, o clima era muito adverso. A questão extra-campo e a catimba argentina foram muito exploradas pelo Racing. Experiente, o Cruzeiro não se deixou envolver e segurou até o fim da partida, quando o árbitro Juan Escobar Valdez deu pênalti de Célio Lúcio em Guendulain. Claudio Garcia bateu e fez o gol da vitória do Racing. Inconformado com a perda do título, Garcia ainda foi expulso no final do jogo. Ao apito final, festa cruzeirense e o bicampeonato estava garantido.

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