Náutico vence Salgueiro de virada e volta a disputar a final do Pernambucano após 4 anos
(Foto: Divulgação / Clube Náutico Capibaribe)

Os mais de vinte mil torcedores presentes na Arena Pernambuco presenciaram uma partida emocionante entre Náutico e Salgueiro. Com os donos da casa embalados pela boa fase e visando quebrar um tabu de quatorze anos sem títulos e o Salgueiro tentando a conquista inédita, os ânimos estavam à flor da pele.

Um duelo disputadíssimo, com cinco gols e quatro bolas na trave fez jus à sede das duas equipes pelo título. O Náutico agora disputa a final contra o Central, com o primeiro jogo em Caruaru e a decisão na Arena Pernambuco. O Salgueiro enfrenta o Sport na Ilha do Retiro, pela decisão do 3º lugar. 

Carcará sai na frente, mas Timbu empata

O primeiro lance que chamou atenção no jogo não foi um gol ou qualquer jogada perigosa. Mas sim uma disputa de bola que culminou na substituição de atletas dos dois times. Kevyn do Náutico e João Paulo do Salgueiro chocaram seus joelhos e tiveram que sair do jogo, sendo substituídos por Gabriel Araújo e Néverton, respectivamente.

Como era de se esperar, o Náutico começou em cima. COm uma escalação ofensiva, assustou com Gabriel Assis, que finalizou na trave após corte errado de Peu. Porém, foi o Salgueiro quem abriu o placar, aos 21, em cobrança de pênalti de Dadá. Na frente no placar, o Carcará passou a apenas se defender, enquanto os mandantes insistiam em cruzamentos na área sem sucesso.

E num lance que seria apenas mais um cruzamento para a defesa visitante cortar, Luís Eduardo desviou contra o próprio gol, encobrindo Mongradon. Dois minutos depois, o Timbu voltou a balançar as redes, com Ortigoza aproveitando rebote do goleiro, mas o impedimento foi corretamente assinalado. Aos 45, em nova jogada originada de bola parada, o Salgueiro quase faz o segundo, mas Jaildo se atrapalha na finalização e a bola bate na trave.

Absoluto, Náutico busca virada

Com o técnico Sérgio China pedindo uma postura mais ofensiva, os sertanejos esboçaram uma pressão nos minutos iniciais da etapa final. Aos 12, um lance que poderia mudar a história do jogo: em falta cobrada por Fabiano, a bola bate na trave, volta na cabeça de Bruno e sai. Para muitos, a sorte do vencedor, para outros, apenas um lance teste para cardíaco.

A resposta Alvirrubra veio três minutos depois, quando Robinho pega o rebote de Mondragon e desperdiça, mandando por cima. Para os que pensaram que dessa vez a sorte esteva do lado salgueirense, aos 18 Ortigoza provou o contrário. Aproveitando novo rebote, o paraguaio mergulhou e de peixinho virou o jogo para o Timbu.

Após a virada, o Náutico seguiu em cima. Sem forças para reagir, o Salgueiro se viu salvo por Mondragon aos 25 e aos 28, em finalizações de Rafael Assis e Gabriel Araújo, e aos 38 pela trave em tentativa de Fernandinho. Aos 45, porém, não teve jeito, e Camacho escorou a cobrança de escanteio na pequena área para decretar a classificação vermelha e branca. O Carcará descontou com Maurício aos 47, mas de nada adiantou.

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