O que a força ofensiva de Paulinho trouxe à Seleção Brasileira?

Desde que chegou à seleção, em 2016, Tite deixou claro em sua primeira convocação que teria homens de confiança. Cássio, Fágner, Gil, Paulinho, Renato Augusto e Taison foram convocados com o respaldo e a confiança de Tite. Desses, apenas Paulinho se manteve no grupo de titulares atualmente para a Copa do Mundo.

Na época, ainda na China, o meia era considerado por muitos como ultrapassado e os torcedores clamavam por uma renovação. Assim como outros atletas de confiança do treinador, Paulinho foi mantido no grupo da seleção e hoje é uma das principais peças. Pela Seleção Brasileira, são 48 jogos e 12 gols - sete apenas na Era Tite.

Paulinho se tornou o volante com maior número de gols da história da seleção (Foto: Sandro Pereyra/Getty Images)

Sua fase artilheira é reflexo da sua venda para o Barcelona. Sua ida a Espanha marcou um processo importante de mudança no seu estilo de jogo. Quem esperava que o meia se tornasse reserva de Busquets ou Rakitic na faixa central se enganou. Atuando pelo lado direito, Paulinho se tornou aquilo que o Barcelona precisava: um jogador de lado de campo forte, com boa movimentação, que chegasse ao gol mas que tivesse rápida recomposição.

No último amistoso, contra a Alemanha, Paulinho atuou de forma similar a que atua no clube catalão. Com Coutinho e Willian nas pontas, Casemiro e Fernandinho à frente da zaga, Paulinho teve liberdade para se deslocar da faixa central para encostar em Gabriel Jesus por inúmeras vezes.

Mas e então, qual a importância desse dinamismo? A resposta é simples. Com a intensa movimentação dos jogadores de frente, Paulinho surge como fator surpresa, mas nem sempre só para finalizar. O movimento do meia é essencial para as triangulações usadas por Tite e por vezes pode confundir e pegar o adversário desprevenido.

Atuando em função diferente, meia se tornou importante no Barça (Foto: Pierre Phillipe Marcou/Getty Images)
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