Letal fora de casa, seguro dentro: relembre a trajetória do Cruzeiro até a final da Copa do Brasil
Foto: Divulgação/Cruzeiro

Letal fora de casa, seguro dentro: relembre a trajetória do Cruzeiro até a final da Copa do Brasil

Raposa tem chance de levantar troféu da competição pelo segundo ano consecutivo - e sexta vez na história - diante do Corinthians

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Matheus Henrique

Cruzeiro e Corinthians se enfrentam nesta quarta-feira (10) pelo jogo de ida da final da Copa do Brasil. Com a fama de "copeiro" no país, o clube mineiro tem a chance de levantar o troféu da competição pelo segundo ano consecutivo, e a sexta vez na história.

O torneio teve sua abertura em 1989, e de lá para cá, o Cruzeiro venceu nas seguintes oportunidades: 1993, 1996, 2000, 2003 e 2017.

A última delas se deu com emoção de sobra, ao bater o Flamengo nos pênaltis, em pleno Mineirão. Na ocasião, Fábio foi o grande herói, ao defender a cobrança de Diego, crucial para a definição do placar de 5 a 4 nas penalidades.

A conquista premiou não somente o goleiro e ídolo cruzeirense, mas também nomes como Thiago Neves e Arrascaeta, dando a oportunidade do clube participar da Libertadores da América do ano seguinte.

Já em 2018, o destino novamente cedeu ao Cruzeiro a oportunidade de coroar o ano com o troféu da Copa do Brasil, desta vez com alguns capítulo distintos da última. Como clubes classificados à Libertadores não participam da competição mata-mata brasileira desde o início, a equipe celeste começou sua trajetória já nas oitavas de final, diante do Atlético-PR. Além disso, em 2017, o gol qualificado ainda era quesito de desempate. 

No primeiro duelo, Cruzeiro mostrou características que seguiriam nas próximas fases da Copa do Brasil

Contra o Furacão, uma vitória por 2 a 1, no jogo de ida, na Arena da Baixada, deu vantagem para o Cruzeiro necessitar somente do empate para sacramentar a classificação à próxima fase, e foi o que aconteceu.

A equipe de Mano Menezes foi a campo com poucas mudanças referentes ao time esperado para a final diante do Corinthians. Na ocasião, o atualmente lesionado Arrascaeta estava presente no time titular, assim como seu substituto para a decisão desta quarta-feira, Rafinha. Além disso, Robinho figurava no banco de reservas, enquanto Rafael Sóbis iniciou como referência no ataque.

Na disputa, um empate por 1 a 1, com gols de Arrascaeta e Bergson já na parte final da partida, deixaram o Cruzeiro com passaporte carimbado às quartas de final.

Contra o Santos, vantagem inicial levou a susto e polêmica na volta

Passadas as oitavas de final, a fase seguinte da Copa do Brasil reservou os mesmos moldes de disputa ao Cruzeiro: ida fora, volta em casa. Por sua vez, a equipe celeste procurou manter a estratégia, conseguindo um triunfo por 1 a 0 sobre o Santos, na Vila Belmiro, novamente tendo a vantagem do empate no jogo de volta para seguir na competição.

Num jogo disputado, a equipe mandante pressionou, acertou a trave em duas oportunidades, teve chance de gol evitada em cima da linha e saiu na frente. No entanto, sofreu a virada, e um lance capital no último lance da partida gerou reclamações após o fim da decisão.

Restando 30 segundos para esgotar o tempo de acréscimo, o Cruzeiro se lançou à área adversária para tentar o gol de empate, mas a exposição gerou um contra-ataque que seria letal para o Santos. Seria, se o árbitro Rodolpho Toski Marques não encerrasse a partida enquanto Gabigol partia livre de marcação em direção à meta de Fábio.

A revolta dos jogadores santistas de nada adiantou. A decisão foi levada para os pênaltis, onde Fábio desequilibrou com três defesas e garantiu o Cruzeiro na semifinal da Copa do Brasil.

Na semifinal, uma figura conhecida em mata-mata de Copa do Brasil: o Palmeiras

Passado o Santos, caiu no caminho do Cruzeiro uma nova equipe de São Paulo na briga pelo título da Copa do Brasil. Assim como em 2017, o Palmeiras foi apontado como o adversário mais capaz de bater a equipe mineira na competição, mas outra vez foi batida.

Assim como nas fases anteriores, o Cruzeiro teve a oportunidade de decidir em casa, e outra vez encaminhou a classificação no jogo de ida, com nova polêmica nos minutos finais.

No Allianz Parque, o atacante da Raposa, Hernán Barcos, pôs em prática a "Lei do Ex" ao marcar contra seu antigo clube e encerrar um jejum de 11 jogos sem balançar as redes pelo Cruzeiro. O gol foi crucial para a vantagem no jogo da volta, mas essa esteve perto de ser anulada quando Antônio Carlos balançou as redes aos 52 minutos do segundo tempo.

Por sorte dos cruzeirenses, o árbitro Wagner Reway anulou a jogada, por falta no goleiro Fábio antes da finalização do zagueiro palmeirense. Os donos da casa clamaram pela utilização do árbitro de vídeo, mas de nada adiantou e o Cruzeiro saiu de São Paulo com a vantagem do empate na volta.

No Mineirão, um empate em 1 a 1 deixou a Raposa na final da Copa do Brasil, em jogo que ficou marcado por confusão no término.

Na final, Cruzeiro enfrenta troca na ordem dos jogos e equipe com características distintas das anteriores

Na decisão desta quarta-feira (10), o Cruzeiro terá dificuldades além das comuns numa final. Denominado "copeiro", a equipe mineira passará por mudança na ordem dos jogos da última das quatro fases disputadas. Diferente de oitavas, quartas e semifinal, a Raposa decidirá fora de seus domínios.

Porém, decidir longe de Minas Gerais não parece ser grande problema para a Raposa, que venceu todos os jogos fora de casa na competição até o momento.

Talvez a principal dificuldade esteja na forma de jogar do próximo adversário. Diferente de Atlético-PR, Santos e Palmeiras, o Corinthians possui forma mais defensiva de atuar, algo visto com clareza em seu confronto nos jogos das semifinais contra o Flamengo.

No único confronto entre as equipes neste ano, o Timão saiu vencedor, pelo Campeonato Brasileiro, e logo em Itaquera. Por outro lado, na história da competição, a Raposa se dá melhor diante de seu próximo adversário, com três classificações em cinco duelos (1996, 1998 e 2016 x 1991 e 2002. Resta, então, à equipe de Mano Menezes provar o apelido e seguir a escrita para se sacramentar como a maior vencedora da Copa do Brasil.

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