Palmeiras decacampeão: título do Brasileirão coroa boa temporada
Divulgação / SE Palmeiras

A conquista do título brasileiro aliviou os lados alviverde, já que recentemente a diretoria juntamente com a principal patrocinadora Crefisa, vinham investindo pesado em contratações e a pressão era forte por em 2017 não ter levantado nenhuma taça. Após o fracasso do retorno de Cuca, o Presidente Maurício Galliote " apostou" em um treinador da nova safra, que até então era nem quisto no mercado, mesmo após rendimento fraco no Atlético-MG, Roger Machado, que pra muitos era o melhor treinador disponível. 

A expectativa era grande, já visto como o melhor elenco do Brasil mesmo sem conquistas no ano passado, a equipe manteve sua base e trouxe contratações importantes, como Lucas Lima, Gustavo Scarpa, Marcos Rocha e a volta de Victor Luis, que teve ótima passagem no Botafogo, após dois anos de empréstimo. Contudo, no campeonato paulista, a equipe foi bem, sem dar quaisquer chances para os times de menor apelo, ficou na liderança, não só em seu grupo, como na classificação geral no torneio, somando 26 pontos, com 8 vitórias, 2 empates e apenas 2 derrotas. 

Nas quartas enfrentou o Novorizontino e passou facilmente vencendo as duas partidas. Na semifinal passou nos pênaltis contra o Santos, após uma vitória e uma derrota. A expectativa era grande para decisão, pois tratava-se de um clássico diante do seu maior rival: Corinthians. O palestra conseguiu a façanha de vencer o primeiro jogo na Arena, criando uma boa vantagem para a segunda partida, já que seria no Allianz Parque, sua casa. Mas logo no primeiro minuto, Rodriguinho fez o único gol da partida, levando para os pênaltis, e ao título do Alvinegro paulista. A perda desta final foi um baque forte para os palestrinos. 

Já na Copa do Brasil, a equipe alviverde entrou já nas oitavas, devido à participação na Libertadores, e teve leve dificuldades ao passar do América-MG e do Bahia, nas quartas. Nas semifinais, enfrentou o Cruzeiro, e foi prejudicado pela arbitragem na primeira partida, perdida e realizada no Allianz Parque. Já em Belo Horizonte, arrancou um empate, que não foi suficiente para a classificação para a final, e a equipe mineira se sagrou campeã, mais tarde. 

O grande objetivo no ano palmeirense, sem duvidas foi a Copa Libertadores da América. Treinadores (já que Felipão assumiu no decorrer do ano), dirigentes, torcedores, jogadores, todos sabiam que vencer a competição continental era a grande "obrigação". E tudo parecia estar a favor para esta conquista, na fase de grupos, onde no seu chaveamento caiu nada mais que o Boca Juniors, o Palestra conquistou o primeiro lugar, inclusive do geral, ainda com Roger Machado no comando. No mata mata contou com Felipão, e logo nas oitavas, após vencer sem dificuldades o Cerro Porteño, no Paraguai, quase viu tudo a perder, após  Felipe Melo ser expulso com três minutos no Allianz Parque, mas o Verdão segurou-se e foi enfrentar o Colo-Colo nas quartas, passando sem dificuldades. Já na semifinal, não foi páreo para o Boca Juniors, que graças a três gols de Benedetto em dois jogos, passou e chegou a final. 

Mas os palmeirenses ainda tinham motivos para comemorar, o Campeonato Brasileiro. Após estar a 12 pontos do então líder São Paulo, com a saída de Roger, e a chegada de Felipão, logo após a Copa do Mundo, os palestrinos chegaram a uma arrancada histórica, chegando a ficar 21 partidas sem perder, superando a maior invencibilidade na competição, que antes era do Corinthians, em 2017. Abrindo assim folga para seus rivais na tabela, após assumir a liderança, inclusive, quebrando o tabu de 16 anos sem vencer no Morumbi, o seu rival tricolor. Com uma campainha sólida, um treinador cascudo, elenco, rotação e consistência, o Verdão conseguiu ao menos conquistar um título este ano, e chega forte para novamente tentar buscar seu maior objetivo, a Copa Libertadores.

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