Experientes em baixa e jovens em alta: Cruzeiro e
Atlético-MG fazem clássico das coincidências 
Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Amanhã (9), às 16h, Cruzeiro e Atlético-MG prometem realizar um clássico estadual de fortes emoções no Mineirão, válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. A competição entrou em reta final e os times necessitam, mais do que tudo, alcançar seus objetivos antes que seja tarde.

Enquanto a Raposa luta para escapar do rebaixamento, o Galo vive um cenário de distância de nove pontos da classificação para a Libertadores e seis pontos da zona da degola, se vendo sem diretriz.

O Cruzeiro informou, na tarde dessa sexta-feira, que 40 mil torcedores já estavam confirmados, no clássico de dois torcedores que se assemelham nas impressões ao perfil e rendimento de seus respectivos elencos. Principal fragilidade, no entanto, é distinta entre os times.

Semelhanças entre os elencos  

Parece que a palavra que define o desejo de ambos os torcedores é “renovação”. Isso porque os chamados ‘medalhões’ estão sem prestígios nos dois times. 

No Cruzeiro, atletas como Orejuela, Cacá, Fabrício Bruno e Éderson, são os que mais caem na graça dos torcedores ultimamente – os últimos três vindos da base celeste.

Éderson, principal sensação na equipe, se tornou titular absoluto com Abel Braga, estando fora de apenas uma partida por suspensão. Duas das vitórias conquistadas pelo comandante tiveram gols do volante, que funciona como elemento surpresa – típico volante moderno.

Os jovens devem ser titulares na partida de logo mais, centralizadas neles as principais expectativas celestes. Apesar de Thiago Neves e Fred terem sidos os atletas que mais participaram dos últimos gols da equipe, a torcida ainda não se mostra satisfeito com seus rendimentos — o mesmo serve para Egídio, Edílson, entre outros mais cascudos.

O Galo não é diferente: o desprezo a experientes jogadores como Fabio Santos, Cazares, Ricardo Oliveira e Elias é evidente. A falta de entrega é o principal motivo dá indignação, e a necessidade de novos ares se torna perceptível nos discursos dos atleticanos.

No último jogo, Bruninho e Marquinhos realizaram os gols contra o Goiás, o suficiente para se enxergar na agilidade dos meninos às novas armas atleticanas. Goleiro Cleiton, meia Nathan, são outros jogadores que despertam simpatia na massa.

Para o confronto, dos jovens citados, só Bruninho deve iniciar no banco de reservas.

Fragilidades distintas

O prognóstico aos elencos por parte dos torcedores se assemelham, trata-se dos cascudos como irrelevantes dentro do campo e os jovens roubando a cena. No entanto, quando o assunto são os time como coletivo, as principais deficiências se distinguem.

Não há dúvidas quanto à entrega que acontece pelos jogadores do Cruzeiro, principal virtude para a invencibilidade de 8 jogos, na opinião quem de acompanha as partidas, porém o erro excessivo de gols somado ao azar nos minutos finais incomodam a Raposa.

Já no Atlético é justamente a falta de entrega, intensidade — principalmente vindas daqueles mais velhos —, a principal crítica na equipe atleticana. Nas últimas entrevistas coletivas, Vagner Mancini destaca, justamente, a ausência de intensidade.

O clássico mineiro acontece hoje (10), às 16h, e as expectativas estarão nos que não são mais desconhecidos, em confronto que tem duas equipes de perfis de elenco semelhantes e deficiências coletivas diferentes  

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