#EntrevistaVAVEL: Ex-Internacional, Lucas Roggia afirma: "Pessoas do clube me atrapalharam quando subi"
Divulgação/Internacional

O Internacional é conhecido por revelar bons jogadores, principalmente atletas do meio para frente. Alexandre Pato, Taison, Falcão, Fred, Nilmar e tantos outros começaram a dar seus primeiros passos no futebol no clube colorado. Um dos nomes que mais chamava a atenção, em 2011, era o atacante gaúcho Lucas Roggia. O atleta havia subido para a equipe B e era um dos principais nomes da base, disputando inclusive a Copa Audi.

Atualmente com 29 anos, ele acabou não tendo sequência no time principal e foi emprestado para Milan e Beira-Mar de Portugal, mas as lesões acabaram prejudicando a continuidade da sua carreira em território europeu. Em 2015, acabou saindo do Inter e indo para o Juventude, onde ficou uma temporada, se transferindo para o São Paulo de Rio Grande. Passou ainda por Pelotas, Passo Fundo, União Rondonópolis e Juventus-SC, seu último clube.

O jogador conversou com a VAVEL Brasil e relembrou momentos importantes da sua carreira. 

Vavel Brasil: Como foi a tua chegada no Internacional?

Roggia: Foi um sonho. Sou natural de Santa Maria e eu sai de lá com 13 anos, indo para a base do Internacional. Vi o clube conquistar a Libertadores, mundial de clubes e fiz parte dessa história. Subi para o profissional em 2011. Em 2010 já estava no time B, quando o Inter foi campeão da Libertadores. Foi muito bacana. Sou grato ao Internacional por tudo que fizeram por mim, foi uma escola para a vida.

 Vavel Brasil: Como foi o período na base?

Roggia: Com 15 anos, eu fui progredindo e aos 16 foi onde despontei na base, sendo artilheiro do Brasileiro Sub-17, sendo um dos destaques do torneio.

Vavel Brasil: No início da sua carreira você foi chamado de "novo Pato" ou de "novo Nilmar", acha que isso te atrapalhou?

Roggia: De maneira alguma. A comparação ela é feita, sempre vai ser comparado com bons exemplos e temos que saber lidar com essa pressão, sendo bem instruído para saber conduzir. O que me atrapalhou foram algumas lesões e algumas pessoas dentro do clube me atrapalharam quando subi para o profissional, além de questões contratuais e empresário. Algumas situações assim. Agradeço muito ao Inter e tenho grandes amigos lá até hoje.

 Vavel Brasil:  Como foi a Copa Audi para ti? Ainda fala com alguns jogadores daquela época?

Roggia: A Audi foi quando me lancei como profissional, tinha subido um pouco antes com o Falcão. Ele acabou saindo logo depois, apostava muito em mim e é um grande profissional e uma grande pessoa, me ajudou bastante, levo os conselhos dele para a vida. Na Audi a gente jogou contra Barcelona, Milan e não poderia ser uma estréia melhor no profissional e com grandes atuações.

Falo com alguns jogadores. Fiz grandes amizades e isso é uma coisa boa do futebol. 

Vavel Brasil: Como foi a temporada no Milan?

Roggia: Milan foi uma experiência surreal, sendo o ápice da minha carreira, treinar com jogadores níveis mundiais. Foi muito bacana. Uma grande experiência. É muito legal saber onde chegou e o nível que atingiu. Estar do lado de grandes estrelas é uma experiência ímpar, que poucos jogadores vão ter.

 Vavel Brasil: E o período em Beira-Mar, como foi? Te adaptou mas na Itália ou em Portugal?

Roggia: No Beira-Mar acabou ocasionando uma lesão, no quarto ou quinto jogo e acabei voltando para o Brasil. Fiquei menos tempo lá e na Itália fiquei um período mais longo. Os dois países são bacanas, cada um com suas culturas. Gostei dos dois, não tenho nenhum em especial.

Vavel Brasil: Na volta ao Brasil você foi para o Juventude, o que te motivou a ir para o clube de Caxias do Sul?

Roggia: Acabei indo para o Juventude, para disputar a Série C. É um grande clube, com uma excelente estrutura. Antes acabou sendo afetado por algumas pessoas, pois é um clube de primeira divisão e tem tudo para voltar para o topo. É um time muito receptivo, uma cidade muito boa. Fiz grandes amigos lá.

Vavel Brasil: Como está sendo a tua vida em meio a essa pandemia, está treinando em casa?

Roggia: A pandemia está afetando todo mundo. Não estávamos imaginando passar por esta situação, mas temos que nos adaptar. Agora é tocar em frente, não ficar pensando em coisas ruins, porque isso não leva à nada. Precisamos nos tornar resilientes e o mais importante é ter amor ao próximo. Além disso temos que agradecer a Deus, pela nossa saúde, pois tem tanta gente passando por dificuldade e ter saúde é um privilégio. 


VAVEL Logo