Sport Club Internacional
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Sport Club Internacional

1909 Porto Alegre, Rio Grande do Sul


Recém-chegados de São Paulo a Porto Alegre, os três irmãos José, Luiz e Henrique tinham o desejo de jogar futebol, mas o esporte era restrito aos descendentes de alemães, e os irmãos encontravam dificuldades para poder praticar o esporte. Então, no dia quatro de abril de 1909, Henrique Poppe Leão, jornalista, fundou o Internacional. Nas reuniões, o que sempre girava em torno do clube era que ele foi criado para brasileiros e estrangeiros, sendo diferente das restrições que eram impostas no esporte na época (até batendo de frente com o Grêmio, clube que viria a ser seu rival e o Fuss-Ball). Outros valores envolvidos na criação do clube eram a prática do esporte, a celebração da juventude e a possibilidade de um lugar onde todos teriam a oportunidade de manter novos contatos sociais.

No dia 18 de julho, em um desafio contra o já existente Grêmio, o Inter fez seu primeiro jogo oficial na Baixada, estádio do futuro rival. O início não poderia ser pior: 10 a 0 para o tricolor. A primeira vitória frente ao Grêmio veio apenas em 1915, quando o Inter bateu o tricolor por 4 a 1.

Na década de 20 o Inter começou sua trajetória estadual, tendo sua sede oficialmente aberta, passando a dar lugar no time para negros, funcionários públicos, comerciantes e estivadores, em resumo, população que não poderia jogar futebol. Dirceu Alves foi o primeiro negro na história do Inter, sendo um defensor que jogou no clube desde 1925. A década de 20 ainda reservaria o estadual de 1927, onde o Inter se sagrou campeão do Campeonato Gaúcho, batendo o Bagé por 3 a 1.

O primeiro estádio do Inter foi o Eucaliptos. Em 1929, o então presidente do Inter, Ildo Meneghetti, encontrou um terreno na Rua Silveiro, onde o Inter comprou, tendo seu primeiro patrimônio e começou a construção do estádio. A inauguração foi em 1931, em um Grenal vencido pelos colorados por 3 a 0. O Eucaliptos, mais para frente renomeado Ildo Meneghetti, tinha 10 mil lugares e até serviu de sede para a copa de 1950, com dois jogos: Suíça 2 a 1 México e Iugoslávia 4 a 1 México.

Entre 1940 e 1948, o Inter teve um time de tamanha força que ficou conhecido como Rolo Compressor. Com uma ofensividade invejável, o Inter conquistou oito estaduais em nove anos. Nessa época o Inter já usava com frequência jogadores negros em seu plantel, tendo assim uma qualidade técnica maior do que os times que ainda tinham restrições. Os melhores jogadores sempre acabavam no Internacional, que ainda ganhou o carinhoso apelido de ‘clube do povo’. O nome Rolo Compressor apareceu após o hexa de 1945, onde o Inter bateu o Pelotas e Vicente Rao deu o apelido ao time colorado.

A década de 60 não foi fácil para o Inter, mas com um nobre motivo. Em 1956 o colorado começava a ideia do Beira-Rio. O vereador Epharim Pinheiro Cabral, que algumas vezes foi presidente do Inter, apresentou à Câmara o projeto de doação de uma área ao clube, área está que ainda seria aterrada: ela era dentro da água. A partir dessa doação, apenas em 1959, o Inter começava a construção do estádio, com muita ajuda de sua fanática torcida, que levava tijolos, cimento e ferro para a obra. Reza a lenda que Falcão, futuro ídolo do colorado, estava lá levando tijolos para a construção.

Mesmo com o foco sendo na construção de seu estádio novo, o Inter ainda foi capaz de vencer o Gauchão de 1961e disputar a Taça Brasil de 62, onde foi semifinalista, caindo apenas para o Botafogo de Garrincha. Em 67 e 68, o Inter fez boas campanhas no Robertão, sendo vice-campeão, perdendo para Palmeiras e Santos respectivamente. (Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa valiam como o Campeonato Brasileiro para a época).

Então chegou 1969, o ano da inauguração do Beira-Rio. No dia seis de abril, dois dias depois do aniversário de 60 anos do clube, o Inter inaugurava o Gigante da Beira-Rio, no jogo amistoso contra o Benfica, onde o Inter venceu por 2 a 1.

Entre 1969 e 1976, o Inter venceu todos os Campeonatos Gaúchos que disputou, tendo até hoje a maior série de conquistas consecutivas do Estado. Mas o principal destaque foi o ano de 1975. Com um time de estrelas, como Manga no gol, Lula na ponta-esquerda, Falcão, Figueroa e Carpegiani, o Inter conquistou o Brasileirão daquele ano, com grandes atuações como a vitória por 2 a 0 sobre o Fluminense em pleno Maracanã, Flu esse que tinha como destaque Didi e Rivellino. Na grande final, um 1 a 0 sobre o Cruzeiro no Beira-Rio deu o título ao Inter, que teve Figueroa como artilheiro do dia.

Em 1976, o Bi veio. Com uma campanha brilhante, de 23 jogos com 19 vitórias, um empate e três derrotas, o Inter se sagrou o campeão batendo o Corinthians na final única, que aconteceu no Beira-Rio. Com um 2 a 0 de imposição sobre o alvinegro, o Inter era o campeão brasileiro.

Já em 1979, o Inter não teve uma boa campanha no Gauchão, mas deu show no Brasileirão. O tri veio de forma invicta. Em 23 jogos, nenhuma derrota, com 16 vitórias e sete empates, com 40 gols marcados e apenas 13 sofridos. A final foi em dois jogos. Contra o Vasco, em São Januário, um 2 a 0 com dois gols de Chico Spina deram a vantagem ao colorado, que pode comemorar o título em casa. No Beira-Rio, com Falcão e Jair, o Inter logo mostrou sua força. Wilsinho até descontou, mas terminou aí, com o tricampeonato brasileiro do Internacional.

A década de 80 ficou marcada por um vice da libertadores, perdendo para o Nacional do Uruguai e um vice do Brasileirão, perdendo para o Bahia. Além disso, a década ficou marcada pela conquista da Taça Joan Gamper, onde o Inter eliminou o Barcelona em pleno Camp Nou e venceu o Manchester City na final, sendo até hoje o único brasileiro campeão do torneio de verão organizado pelo Barcelona desde 1966.

A década de 90 também não foi de muito destaque para o Internacional, onde o clube levantou apenas a Copa do Brasil de 1992, batendo o Fluminense na grande final. O primeiro jogo foi vencido pelo tricolor carioca por 2 a 1, mas no Beira-Rio o Inter venceu por 1 a 0 e, por conta do gol fora, ficou com o título.

Agora no novo milênio, nem os mais otimistas colorados sonhariam com um ano como 2006. Em 2005, o Inter bateu mais uma vez na trave quanto ao Brasileirão. Com todo o julgamento da Máfia do Apito e 11 jogos sendo anulados, o Inter perder a liderança para o Corinthians, que viria a ser o campeão daquele ano. Mas o vice-campeonato deu a vaga à Libertadores do ano seguinte.

Em 2006, com Abel Braga no banco, o Inter ficou no grupo 6 da competição, onde fez 14 pontos, se classificando junto com o Nacional, do Uruguai, que somou nove. Unión Maracaibo somou oito e não se classificou, assim como o Pumas, que somou um ponto.

Na fase de mata-mata, o Inter enfrentou Nacional, LDU e Libertad antes de chega à final, onde se encontrou com o São Paulo, atual campeão da competição. A ida, no Morumbi, teve vitória colorada por 2 a 1. Rafael Sóbis marcou duas vezes e Edcarlos descontou para o tricolor. Na volta, no Beira-Rio, Fernandão abriu o placar, mas Fabão empatou. Tinga fez o 2 a 1 e Lenílson empatou, fechando o placar em 2 a 2, dando o que começava com um ano mágico para a torcida colorada. A América finalmente era vermelha.

Mas o mundo viria a ser. Naquele mesmo ano, batendo o Arsenal, o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho era o campeão da Champions. No novo formato do Mundial, o Inter enfrentou o Al-Ahly na semifinal, vencendo por 2 a 1. Pato e Luiz Adriano marcaram naquela noite, enquanto Flávio descontou para os egípcios. Enquanto do outro lado da chave, Guojohnsen, Rafa Márques, Ronaldinho e Deco deram a vitória para o Barcelona sobre o América, por 4 a 0.

Na grande final, um herói improvável. Perto do fim da partida, Adriano Gabiru abriu o placar a favor do Inter, em um chutão da defesa, arrumado por Iarley, que achou Adriano entrando sozinho na área para bater na saída de Victor Valdés. O Inter era o melhor time do mundo!

Em 2010, o Inter voltou a fazer a América colorada. Na fase grupo, o Inter ficou no grupo 5, passando com 12 pontos e vendo Deportivo Quito, com 10, Cerro, com oito, e Emelec, com dois, caírem na competição. No mata-mata o Internacional eliminou Banfield, Estudiantes e São Paulo, até chegar na grande final contra o Chivas, do México.

Com duas vitórias, o Inter bateu os mexicanos e foi o campeão. No primeiro jogo, Bautista abriu o placar, mas Giuliano e Bolívar viraram a partida. Na volta, Fabián até abriu o placar, mas Rafael Sóbis, Leandro Damião e Giuliano deram a tranquilidade ao time. Bravo diminuiu no fim, mas o Inter já comemorava o Bi da América! No mundial, o Inter deu vexame. A semi contra o Mazembe acabou com o sonho do Bi. Kabangy e Kaluyituka deram números finais à eliminação colorada na semi do mundial. O terceiro lugar foi conquistado após bater o Seongnam por 4 a 2. Tinga, Alecsandro e D’Alessando marcaram para o Inter, que viu Molina descontar duas vezes no fim.

Sem campanhas de muito destaque, o principal fato bom na década de 2010 para os colorados foi a reforma do Beira-Rio, para a Copa do Mundo de 2014. Em abril de 2014, o Beira-Rio foi reaberto com um amistoso contra o Peñarol onde o Inter venceu por 2 a 1.

Em 2016, o Inter chegou ao seu hexacampeonato Gaúcho, com seu 45º título na história. Mas no Brasileirão, em 17º lugar, o Inter foi rebaixado pela primeira vez em sua história. Na Série B de 2017, o Colorado voltou com uma campanha boa, 71 pontos, mas com o vice-campeonato. Em 2019, mais um vice. Contra o Athletico Paranaense, o Inter foi derrotado na final, perdendo a ida e a volta.

Títulos do Internacional:

Internacionais:

Mundial: 2006
Libertadores: 2006 e 2010
Sul-Americana: 2008
Recopa Sul-Americana: 2007 e 2011

Nacionais:

Campeonato Brasileiro: 1975, 1976 e 1979
Copa do Brasil: 1992

Estaduais:

Campeonato Gaúcho: 1927, 1934, 1940, 1941, 1942, 1943, 1944, 1945,1947, 1948, 1950, 1951, 1952, 1953, 1955, 1961, 1969, 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1978, 1981, 1982, 1983, 1984, 1991, 1992, 1994, 1997, 2002, 2003, 2004, 2005, 2008, 2009, 2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016