Fora da Copa do Nordeste,
Rogério Ceni explica escalação no Clássico-Rei: “Baseada na
parte física”
Foto: Divulgação / TV Leão

O sonho do bicampeonato terminou para o Tricolor de Aço. Na noite de terça-feira (28), o Fortaleza foi eliminado pelo placar de 1 a 0 para o rival Ceará em uma das semifinais da Copa do Nordeste, realizada no Estádio de Pituaçu, em Salvador-BA. O Leão do Pici bem que teve tempo para empatar o clássico, mas o gol marcado pelo zagueiro Klaus aos 24’ perdurou até o fim e carimbou o fim da campanha do time no maior campeonato regional do Brasil.

Em entrevista pós-jogo, o técnico Rogério Ceni esclareceu as surpresas em relação à escalação inicial do Tricolor de Aço, que não contou com Romarinho e Wellington Paulista.

“O Wellington não é mais um garoto, já tinha começado o último jogo. E, se eu começo com ele e com o Romarinho, eu não tenho as trocas para fazer no final. Eu sabia que o jogo ficaria para ser decidido no final, por isso seguramos os dois, além do Yuri (César). O Romarinho vem de muitos jogos consecutivos, esse foi o sexto em 15 dias. Então, a escolha foi feita baseada entre ter um atleta lesionado e ter ele no segundo tempo com mais fôlego. A escolha foi baseada na parte física”, revelou o treinador.

Rogério reconheceu alguns pontos negativos da atuação da sua equipe, mas também mostrou discordar da marcação da falta que terminou no gol de Klaus.

“Não conseguimos penetrar (na área do Ceará). Fizemos muitos cruzamentos, mas a zaga deles para esse jogo foi bem mais alta. Tanto que venceram com gol de cabeça em uma falta que não existiu, mas o bandeira decidiu marcar. A gente vem encontrando muita dificuldade em jogar por dentro nos últimos dois jogos. Temos tido muita dificuldade em vencer os duelos individuais com nossos principais jogadores encarregados dessa tarefa: Oswaldo, Yuri César, Romarinho e David, desabafou Ceni.

Ritmo de jogo no calendário apertado

Perguntado sobre a maratona de jogos, o comandante confessou que é um fator complicador para um elenco como o do Fortaleza.

Acredito que a sequência cansa, pode causar lesões. O nosso elenco é bem enxuto, bastante curto. Nós tínhamos pouquíssimas possibilidades e as três ofensivas que tínhamos nós fizemos. Depois colocamos o (Edson) Cariús, um segundo 9 para jogar com o Wellington. Mas as opções eram poucas. O que tínhamos para mexer na frente nós mexemos, disse o técnico do Leão do Pici.

Sobre o tempo a mais de treinamento que a equipe poderá ter depois da eliminação, Rogério admitiu que será proveitoso, por mais que não estivesse nos planos.

“Dá para treinar, mas é lógico que não queríamos. Apesar de todas as dificuldades que a gente tem, a gente queria estar em mais uma final, por dois anos consecutivos. Mas o Fortaleza chegar à duas semifinais consecutivas, em uma batendo campeão, é um fato importante, porque há muito tempo não chegava à uma semifinal”, completou Rogério Ceni.

O Fortaleza volta a campo contra o mesmo Ceará nos dois jogos da final do Campeonato Cearense, que ainda não tiveram as datas reveladas. A estreia do Tricolor de Aço no Campeonato Brasileiro acontece contra o Athletico Paranaense no dia 8 de agosto.

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