Técnico do Santa Cruz, Schulle pede torcida na segunda final: "Libera pelo menos a metade"
Foto: Rafael Melo/Santa Cruz

Em entrevista concedida à imprensa após o apito final da partida, o técnico do Santa Cruz, Itamar Schulle lamentou o empate no primeiro jogo da final do Campeonato Pernambucano. Entretanto, ressaltou os pontos positivos da equipe e afirmou que poderia ter saído com um resultado melhor.

"Nossa equipe teve uma posse de bola maior e criou várias oportunidade de finalizar. Pecou naquele último passe e na conclusão final, mas teve um volume de jogo muito bom e maior que o nosso adversário. Foi um jogo de muita luta. Muitas faltas, muito contato, muita entrega dos dois lados. Tivemos um jogo muito disputado, mas que no meu modo de ver, prevaleceu a qualidade da nossa equipe, nosso toque de bola, que buscamos o jogo o tempo todo. Foi uma partida difícil, mas que poderíamos ter conseguido um placar melhor".

Volta da torcida

O treinador evitou falar sobre a discussão com o técnico adversário e evitou polemizar a fala do rival em coletiva. Mas acabou falando sobre um assunto delicado nesse período de pandemia, que é a presença de torcedores nos estádios.

"Eu sempre disse que o estádio foi feito para a torcida senão não teríamos as arquibancadas. Se você vai no mercado, tem mais 500, talvez mil pessoas em Recife. Como é que você não libera? Mesmo que não seja a totalidade. Libera pelo menos a metade do estádio, cada um fica a dois metros um do outro. Não pode no estádio? Como é que pode na praia? Como pode em um mercado? Em um restaurante? Eu fui essa semana e cada pessoa sentava a dois metros um do outro e mesmo assim tinham pessoas juntas. Na praia, têm sempre 10 ou 15 pessoas juntas. Mas no futebol não pode. É a minha opinião. Tem que ter cuidado, mas só no futebol? No mercado não tem cuidado. Na praia não tem cuidado. As outras coisas também não têm. Só no campo que pega?"

As duas equipes voltam se enfrentar na próxima quarta-feira (5), às 21h30 (horário de Brasília), no estádio do Arruda.

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