Bahia muda formação tática e encerra longo tabu sobre Coritiba, mas rendimento segue aquém
Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Após conquistar o tricampeonato baiano no último fim de semana, o Bahia estreou no Campeonato Brasileiro 2020 com vitória simples sobre o Coritiba. Em jogo disputado na noite desta quarta-feira (12) no Estádio de Pituaçu, em Salvador/BA, Rodriguinho converteu a cobrança de pênalti na reta final do primeiro tempo cm categoria e garantiu o triunfo por 1 a 0, o primeiro sobre o adversário em 35 anos. Apesar de comemorar os três pontos, o Tricolor precisa se atentar ao desempenho novamente muito aquém do que o elenco pode oferecer.

Formação inicialdo Bahia | Foto: Divulgação/Bahia
Formação inicialdo Bahia | Foto: Divulgação/Bahia

A primeira grande novidade foi a mudança na escalação do Bahia, debaixo do 4-4-2. Ernando ganhou a titularidade na zaga, Nino Paraíba no lado direito, Ronaldo como primeiro volante à frente da dupla de zaga, com mais liberdade para Flávio e Daniel irem ao ataque. Roger Machado tirou o engessamento tático e optou por uma formação mais tradicional, com um losango no meio de campo e dois atacantes como pontas, sem centroavante. O objetivo era dar mais mobilidade e apostar na velocidade dos jogadores de frente para atacar.

No primeiro tempo, a estratégia deu certo. Não que a atuação fosse límpida, um exemplo, o desempenho que a torcida espera ver do grupo, mas o suficiente para manter o jogo sob controle. A maior movimentação no ataque realmente ocorreu e o time conseguiu chegar com perigo ao gol defendido por Wilson. Aos 37 minutos, Rodriguinho foi derrubado por Sassá na área e a arbitragem marcou pênalti. Na cobrança, o próprio camisa 10 abriu o placar aos 19 minutos.

Gol de Rodriguinho deu a vitória ao Bahia sobre o Coritiba | Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia
Gol de Rodriguinho deu a vitória ao Bahia sobre o Coritiba | Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

A boa presença do Bahia no campo de ataque na etapa inicial deixou de existir. O Coritiba dominou a segunda etapa e deixou os mandantes em apuros. Enquanto os donos da casa não tinham posse de bola, não cadenciavam o jogo e nem aproveitavam o contra-ataque, os paranaenses iam com todas as suas peças de ataque no campo ofensivo e ameaçavam mais na bola parada. E as modificações feitas por Eduardo Barroca desde o intervalo davam maior poder de fogo ao time do Alto da Glória.

Dois fatores foram fundamentais para que o Bahia não sofresse gols: a trave e o goleiro Douglas Friedrich. Os comandados de Barroca criavam jogadas pelas laterais, iam até a linha de fundo e conseguiam os escanteios para alçar bola na área. A dupla de zaga formada por Rodolfo Filemon e Sabino finalizaram com perigo ao desviarem de cabeça na área. Sassá também deu trabalho no ataque. Roger Machado modificou o time apenas a partir dos 30 minutos. Realizou modificações que não alteraram a tática, mas que conseguiram manter a vitória à fórceps.

Roger Machado (D), técnico do Bahia | Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia
Roger Machado (D), técnico do Bahia | Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Ao Bahia, fica o sentimento de que o time pode render muito mais do que os últimos jogos, mas a vitória minimiza a pressão sobre o grupo. Ao Coritiba, a lamúria por não vencer pela quarta partida consecutiva ainda que tenha desempenhado bons jogos. O fim de semana pode ser decisivo, uma vez que a tabela de classificação já começa a se tornar outro item feroz para colocar trabalhos na balança.

VAVEL Logo