Ítalo Rodrigues fala sobre consultorias no Paraguai e avalia superioridade brasileira na América do Sul
Morgana Oliveira/CSA

Com vasta experiências em alguns dos clubes mais tradicionais do Brasil atuando em cargos de gestão, Ítalo Rodrigues retornou ao Paraguai para executar uma segunda fase de consultoria aos clubes do Rubio Ñu, Tacuary e Olimpia de Itá. Diante desta nova etapa do acompanhamento nas equipes do país vizinho, o antigo executivo de futebol do CSA explica os procedimentos iniciais assim como os que estão sendo feitos neste momento.

"O primeiro passo é sobre o que é uma consultoria. A partir disso fizemos uma proposta e apresentamos um diagnóstico que encontramos no clube de aspectos positivos e negativos. Agora nesta segunda parte a gente passa a avaliar o diagnóstico, gerar um plano de ação para executar algumas práticas de curto, médio e longo prazo até a conclusão da consultoria", afirmou.

Assíduo conhecedor do dia a dia do futebol ao também acumular passagens em times como Náutico e Paysandu, Rodrigues ainda analisa aspectos que conduzem o domínio das equipes brasileiras no continente.   

"Fica muito nítido quando observamos os times brasileiros nas competições da América do Sul sobrando.  Não é só questão financeira, apesar dos clubes brasileiros movimentarem valores bem mais altos do que dos nossos vizinhos. Mas acredito que o ponto principal passa pela questão organizacional e profissionalização dos clubes. O Brasil tem muito que evoluir ainda em comparação com a Europa, mas na América do Sul está bem nítido que está bem adiantado aos clubes dos outros países", contou.

Por fim, o dirigente aponta detalhes do cenário encontrado no futebol paraguaio com os quais precisa saber lidar durante a consultoria. 

"No Paraguai percebemos isso (necessidade de aperfeiçoamento) desde um simples regulamento de campeonato nacional, passando pelo trabalho de categorias de base, profissionalização de clubes. De certa forma tentamos trazer um pouco da experiência e formatação do profissionalismo do Brasil, que está mais à frente do Paraguai hoje. Porém, é preciso respeitar também a cultura e realidade local", finalizou.

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