Presidente do Flamengo responde discursos de Siemsen e Nobre: "Não entendo todo esse desespero"

Eduardo Bandeira de Mello concedeu entrevista a um canal de TV fechada e lamentou repercussão sobre “gol ilegal”

Presidente do Flamengo responde discursos de Siemsen e Nobre: "Não entendo todo esse desespero"
Presidente do Flamengo deu entrevista exclusiva ao Bate Bola, programa esportivo da ESPN (Foto: Getty Images)

No começo da noite desta sexta-feira (14), após coletivas de Peter Siemsen e Paulo Nobre, presidentes de Fluminense e Palmeiras, respectivamente, Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, se pronunciou sobre o ocorrido no Fla-Flu da última quinta-feira (13) e rebateu acusações dos dirigentes. A entrevista foi concedida ao programa Bate Bola, da ESPN, canal fechado de esportes.

Bandeira de Mello declarou não entender o motivo da repercussão sobre o gol do zagueiro Henrique, anulado pelo árbitro Sandro Meira Ricci, que apitou a partida ao lado dos assistentes Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse.

Tivemos um lance de jogo, um impedimento bem marcado. Houve uma confusão posteriormente a marcação, que no final prevaleceu a opção correta. E isso está causando um desespero que eu não consigo entender. Era para manter o erro contra o Flamengo, então? Isso não dá para entender, sinceramente”, declarou.

Irritado com o ocorrido, o presidente do Fluminense, Peter Siemsen, disse que pediria a anulação do jogo, alegando interferência externa na decisão do árbitro, que após a marcação imediata de impedimento, chegou a validar o gol, mas, cerca de 12 minutos depois, voltou atrás.

Todo mundo pode fazer o que quiser. Mas eu acho um absurdo, ficou claro que o lance foi anulado antes de tudo isso. As autoridades vão ter que avaliar, Porém, se isso acontecer, será um absurdo, veremos que não existe mais nenhum tipo de critério no nosso futebol”, criticou o presidente do Flamengo à ESPN.

Bandeira de Mello lamenta postura de Nobre

O dirigente rubro-negro comentou, também, sobre a postura do presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, que fez duras críticas a decisão do árbitro, afirmou que “o clube não vai admitir esse tipo de pressão” e declarou que outros dirigentes o telefonaram manifestando o mesmo descontentamento.

Ele podia dizer quem são, ou próprios presidentes poderiam falar, né? O Flamengo não foi beneficiado em nenhum jogo. O único caso foi em um jogo contra o próprio Palmeiras, que não tiveram um pênalti marcado para eles. Mas acabou não fazendo diferença, pois perdemos o jogo. De resto, todos os erros foram contra nós”, disparou Bandeira de Mello.

O presidente flamenguista declarou, ainda, que a pressão está sendo feita por conta do bom aproveitamento que o time tem feito e que se alguém está se sentindo pressionado, este alguém é a sua equipe. Bandeira de Mello comentou, ainda, sobre sua relação com Paulo Nobre e se mostrou surpreso com sua atitude.

Queremos imparcialidade. Meu relacionamento com o Nobre sempre foi cordial e educado. Ele sempre me pareceu ser um gentleman, e isso até me surpreende muito, dizendo a sua torcida que o Flamengo está praticando coisas escandalosas. Falou até de uma briga no Pacaembu. Não tinha ninguém do Palmeiras lá e o que houve foi algo pontual com um vendedor ambulante, então não dá pra entender. Eu estava lidando com uma pessoa educada, que agora demonstra um desespero”, declarou.