Feitos um para o outro: Morumbi, o trunfo são-paulino na Copa Libertadores da América

Pelo torneio continental, Tricolor tem mais de 80% de aproveitamento em sua casa; retorno ao estádio fez com a equipe conseguisse uma classificação improvável e novo recorde de público deve ser batido contra o Atlético Nacional

Feitos um para o outro: Morumbi, o trunfo são-paulino na Copa Libertadores da América
Getty Images

O estádio Cicero Pompeu de Toledo, o Morumbi, é a casa oficial do São Paulo desde 1960 e, dentro de seus domínios, o Tricolor Paulista, empurrado por sua torcida, é temido e mais forte, principalmente quando o assunto é Copa Libertadores da América. Nessa temporada, foi a volta ao estádio que coincidiu com a boa fase da equipe, que, jogando em sua casa, conquistou resultados expressivos, buscando uma classificação que parecia impossível e abrindo caminho para chegar até a semifinal. Nesta quarta-feira (6), será a vez do Atlético Nacional conhecer a força do Morumbi, que, mais uma vez, teve seus ingressos esgotados e deverá ter o recorde de público do ano no futebol brasileiro. 

Devido à troca completa do gramado e a redefinição das suas dimensões – atualmente no padrão Fifa – o Tricolor precisou mandar seus jogos do início do ano no estádio do Pacaembu, o que afetou o rendimento da equipe no Paulista e também na Libertadores. O clube iniciou a sua trajetória na fase de grupos da maior competição das Américas com uma derrota para o The Strongest, da Bolívia. A derrota abalou a equipe, que ainda empatou duas fora de casa diante Trujillanos e River Plate e viu comprometida sua classificação, marcando apenas dois pontos em três partidas.

A recuperação do São Paulo, rumo a semifinal que lhe espera nesta quarta-feira, às 21h45, se deu justamente quando o time retornou ao Morumbi. De volta para casa, o Tricolor goleou o Trujillanos por 6 a 0, ainda com público baixo, mas viu sua torcida encher o estádio para vencer os atuais campeões do River Plate por 2 a 1: 51.342 pagantes, recorde de público do ano no Brasil. No fim, um empate na Bolívia deu ao Tricolor uma inesperada vaga.

No primeiro jogo do mata-mata, o São Paulo enfrentou o mexicano Toluca e, mesmo contra um adversário forte, faturou a vaga na primeira partida, em casa, quando venceu por 4 a 0: os 53.241 pagantes, novo recorde, empurraram o clube para a goleada. No México e com o resultado a seu favor o Tricolor acabou perdendo por 3 a 1, mas ficou com a vaga.

Veio o confronto contra o Atlético Mineiro e, mais uma vez, um show a parte da torcida são-paulina. As ruas em torno do estádio se tornaram um verdadeiro inferno de cores vermelhas, pretas e brancas, e, nas arquibancadas, mais de 61 mil torcedores viram a vitória por 1 a 0, que deu vantagem ao time para se classificar em Belo Horizonte e alcançar seu lugar nas semifinais.

Para a primeira partida na briga por uma vaga na decisão, o São Paulo terá desfalques importantes, como Ganso e Kelvin, mas com certeza terá sua maior força vindo das arquibancadas. O tricolor é o time brasileiro que mais participou da Libertadores da América, com 179 jogos e aproveitamento geral de 58,10%, e tem um histórico invejável jogando em sua casa: no Morumbi são 79 jogos e 61 triunfos, com um aproveitamento estrondoso de 81,47%. Além disso, o São Paulo nunca perdeu para um time estrangeiro em mata-mata de Libertadores quando o jogo é no Morumbi. Nesta quarta, mais uma vez a mística do estádio poderá fazer a diferença ao Tricolor.