Wimbledon e a tradição do “grandes campeões”
Quem poderá para Nadal, Federer, Murray e Djokovic este ano na grama?

Um dos torneios de maior prestígio e história do tênis, Wimbledon tem suas próprias regras e maneira de ser, sendo elas tradicionais como o tênis praticado a séculos. O que também já podemos chamar de certa “tradição” são os vencedores do Grand Slam britânico, que desde 2003, são os representantes do chamado “Big Four”, com os jogadores mais balados dos últimos tempos do tênis mundial: o suíço Roger Federer, o espanhol Rafael Nadal, o sérvio Novak Djokovic e o britânico Andy Murray.

O histórico destes jogadores neste torneio ajuda a reforçar ainda mais esta imagem de tradição de Wimbledon, onde somente os melhores ganham, e justamente neste Big Four estão estes jogadores considerados os “melhores dos melhores.

DOMÍNIO SUÍÇO

Obviamente, não dá para de Wimbledon sem lembrar do maior vencedor deste torneio em simples, o suíço Roger Federer. Ele quem iniciou esta tradição do Big Four, lá em 2003, ganhando o título sobre o australiano Mark Philippoussis. A partir deste título, foram mais 6 finais seguidas de Roger no Major, conquistando mais 5 títulos.

A curiosidade desta sequência são com quem ele jogou todas estas finais, fora a de 2003: Nadal em 3 oportunidades seguidas, e nas outras 3 o americano Andy Roddick. Sua única derrota foi na final de 2008, quando Nadal conquistou seu 1º título em Wimbledon. Roddick fez belos jogos nas finais que fez, porém em todas as 3, Federer se mostrou acima.

O suíço só voltaria a uma final em 2012, onde novamente seria campeão, desta vez em cima de Andy Murray. Outras 2 finais tiveram a presença de Federer, em 2014 e 15, e em ambas, ele perdeu.

O REI DO SAIBRO E BOM DE GRAMA

Apesar de seu jogo pronunciado e fatal no saibro, durante boa parte na carreira, o espanhol Rafael Nadal sempre jogou bem na grama sagrada de Londres. Além do título de 2008 e as 2 finais anteriores, todos os jogos contra Federer, ele ainda disputou mais 2 finais de forma consecutiva novamente.

Em 2010, pegou o tcheco Tomas Berdych, vencendo de forma rápida em 3 sets, e no ano seguinte, veio o sérvio Novak Djokovic, que o bateu por 3 sets a 1.

Até 2011, seu período em Wmbledon foi bem vencedor, porém após isso, somente teve as Oitavas de 2014 como melhor resultado desde então.

O NOVO DOMINANTE

O sérvio Djokovic apareceu para o mundo como um raio, e logo passou a conquistar vários de títulos em Major na carreira em curto espaço de anos. Wimbledon entrou na conta dele em 2011.

Em 2014 e 2015, teve 2 grandes jogos contra Federer nas finais deste anos, e venceu ambas as partidas, deixando aquela impressão de que o “melhor de todos os tempos” tinha um rival a altura na grama sagrada.

Ouve outro jogo que ele perdeu em final, para Andy Murray em 2013. Além disso, o histórico de Djoko é muito bom na grama, com várias semis também disputadas.

O AZARÃO

Apesar da presença dentro do Big Four, o britânico Andy Murray sempre foi o mais contestado destes tenistas ditos como “especiais” e que dominam o circuito da ATP a algum tempo.

No torneio em que se sente em casa, disputou 3 finais, conquistando 2 vezes o título (2013 e ano passado, este em cima do gigante canadense Milos Raonic).

Tem um retrospecto de eliminações ou derrotas para justamente representantes deste Big Four: 3 para Nadal e 2 para Federer. Enfrentou apenas 1 vez Novak em Wimbledon, e ganhou o título.

Não se pode esquecer também dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, onde a disputa do tênis foi na grama sagrada de Wimbledon e Murray conquistou o ouro frente ao seu público, e em cima de Roger Federer.

Em todos os casos, os 4 jogadores sempre tiveram em suas chaves jogadores considerados perigosos como Baghdatis, Ancic, Nieminem, Karlovic, Dimitrov, Soderling, Schuettler, Youznhy, Cilic, Wawrinka, Robredo, Malisse, Nalbandian, Melzer, Haas, Berdych, Gonzalez, e até alguns campeões de Slam como Hewitt, Safin, Ferrero, Roddick, e até mesmo o então rei da grama Pete Sampras, que tem 7 títulos de Wimbledon ( Federer passou, com 1 a mais).

A grama demanda um estilo de jogo mais preciso e tem uma rapidez de jogo por justamente o piso oferecer pouco atrito. Jogadores agressivos, ou que possuem alto controle de suas bolas, tendem a se dar bem nesta condições, que inclusive são raras durante o ano, já que em apenas 1 mês e poucos dias a mais se disputam todos os torneios existentes com esse piso.

Não à toa, o Big Four consegue se dar sempre bem em Londres, com um tênis mais completo e a “cabeça” ser melhor do que os chamados “mortais” da ATP. A chance de um jogador fora destes vencer em Wimbledon sempre foi um pouco reduzida, ainda que existente. Neste ano de 2017, com Nadal e Federer jogando o que jogaram nas quadras rápidas no início do ano, pouco provável que tenhamos novidade no All England Lawn Tennis and Croquet Club.

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