Bia Haddad desabafa sobre punição por doping: "Gritei de desespero"
Foto: Divulgação/Abierto Mexicano Telcel

A ex-número 1 do Brasil no ranking da WTA e atual #286 Beatriz Haddad Maia está oficialmente liberada fazer o que mais gosta: Jogar tênis. Em entrevista ao podcast "A Voz do Tênis", a ex-top 60 abriu o coração e contou a felicidade por poder retornar a atuar.

"Hoje é o dia 22 de maio. O dia que eu mais esperei de 2020. Estou oficialmente liberada a voltar a jogar tênis, apesar da pandemia. Posso enfim jogar tênis. Hoje eu não preciso pensar em outra coisa que não seja o que mais gosto, o meu trabalho, o que não pude fazer por quase um ano. Eu senti muita falta. Não consigo imaginar que já se passaram 10 meses. Foi muito mais rápido do que eu imaginava. E só vem um filme à minha cabeça".

Ano passado, a tenista testou positivo em um exame antidoping, o que ocasionou uma punição de quase um ano fora das quadras. Ela revelou que estava no litoral sul de São Paulo, almoçando com família em um restaurante quando recebeu o e-mail da Federação Internacional de Tênis (ITF).

“Quando abri para ler, tive dificuldade em entender do que se tratava. Até que eu vi “suspensão provisória” nas três primeiras linhas. Foi então que eu percebi daquilo que se tratava. Era uma carta da ITF relacionada à AMA (Agência Mundial Antidoping)”.

Ela também contou como reagiu após a leitura dessas primeiras linhas.

“Desabei em lágrimas e já não conseguia ler mais nada. Até hoje, não terminei de ler a carta. Arrepiei-me, gritei de desespero. Estava realmente desesperada. O choque inicial foi o mais duro. Eu não conseguia aceitar que tinha testado positivo num exame antidoping. Considerei se não podia ter sido um erro, se não tinham se enganado. Não era possível. Eu não fazia ideia do que tinha acontecido", completou.

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