De virada, Sesc-RJ derrota Camponesa/Minas fora de casa pela semifinal da Superliga
Foto: Orlando Bento/MTC

Jogo é jogado, lambari é pescado. E, quando chega a hora decisiva, é preciso ser gigante para se recuperar das adversidades. Pela semifinal da Superliga feminina de vôlei, em uma partida que parecia perdida, o Sesc-RJ, de virada, derrotou o Camponesa/Minas, na noite desta sexta-feira (23), na Arena Minas, em Belo Horizonte/MG, por três sets a dois. Parciais de 26 a 24, 25 a 23, 21 a 25, 25 a 27 e 7 a 15. Em um grande retorno, a oposta Monique levou o trofeu Viva Vôlei.

Predomínio total da equipe carioca no princípio de jogo. Peña, explorando o bloqueio, com um ace e soltando o braço nas pancadas, ia se destacando. No embalo, o Sesc-RJ abria vantagem, chegando a 10 a 5. Momento em que o treinador do Camponesa/Minas pediu tempo. Tal qual como quem é auxiliado pelo desfibrilador, o time da casa acordou para o jogo. A oposta Hooker conduziu a reação, com dois bons ataques, com o Minas empatando em 14 pontos.

Foto: Orlando Bento/MTC
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Só que as coisas não estavam fáceis para a equipe minastenista. Concentrado, o Sesc conseguia jogar o seu jogo. Até a líbero Fabi pontuou, defendendo um ataque de Hooker e achando buraco na quadra mineira. Na base da gana, quando a diferença parecia crescer novamente, outra reação do Minas e empate em 21 pontos. Desta vez, o time da casa virou e faturou o set. Carol Gattaz, subindo alto no bloqueio, fez 26 a 24.

Diferente do primeiro set, o segundo começou com o Camponesa/Minas na frente. Inspirada, a oposta americana tomava para si as rédeas da partida. Não havia marcação que a parasse. Mas, era semifinal de gente grande. Quando Juciely achou o fundo, empate em oito pontos. A noite estava favorável para as estrangeiras. Além do bom desempenho de Peña e Hooker, Newcombe, quando solicitada, também conseguia corresponder.

Após um desafio solicitado sem sucesso, o time mineiro se perdeu no duelo, deixando o nervosismo tomar conta. Abrindo dois pontos, o Sesc aproveitava-se disso. E foi em outro desafio que o Minas empatou, desta vez, bem sucedido. Filme repetido, a noite era de Hooker. Quando marcou 19 a 15, a oposta levantou a galera na Arena Minas. O Sesc, outrora concentrado, se perdeu um pouco, mas reagiu. Ainda assim, não sendo suficiente. Em um erro de ataque, 25 a 23 para a esquadra minastenista.

Foto: Orlando Bento/MTC
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Alterando bastante a equipe no terceiro set, Bernardinho colocou força no ataque do Sesc, retornando com Monique, e passando Peña de oposta para ponteira. Em seu primeiro ataque na nova posição, block de Gattaz. De modo parelho, com um equilíbrio maior que nos períodos anteriores, a pontuação seguia lá e cá. Ninguém conseguia disparar na frente.

Quando a sorte resolveu sorrir para o Minas, a primeira vantagem do jogo, 14 a 10. Muito graças a levantadora Macris, que com a qualidade característica, achava fácil suas opções de jogada. Mas, como manda o figurino, não existe tranquilidade em fase final e o empate veio, 18 a 18. Passando a frente no placar, o time do Rio pegou ritmo, vencendo o terceiro set por 25 a 21, em um bloqueio de Monique.

No começo do quarto set, Rosamaria e Monique travaram um duelo particular. Em cada momento, uma levou a melhor sobre a outra. Porém, o nome da noite, disparadamente, era Hooker. Uma partidaça. Atacando de longe, de perto da rede, explorando o block. Bola na mão da americana garantia pontos. Um rally sensacional, de 58 segundos, recolocou o Sesc no jogo, encostando em 9 a 8.

Gabi, que não estava bem nos demais sets, se recuperou e conseguiu virar bolas para o time carioca. Quem correspondia quando entrava, pelo lado mineiro, era Pri Daroit. Achando o fundo direito, por duas oportunidades, a ponteira ajudou o Minas a manter-se a frente. Até que o bloqueio do Sesc crescesse. Drussyla, no solo, empatou em 19 pontos. Encostar no placar acordou as cariocas e a igualdade chegou em 24 a 24. Após um erro do ataque mineiro, vitória carioca por 27 a 25.

Foto: Orlando Bento/MTC
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Totalmente favorável ao Sesc, em melhor momento na partida, o quinto set começou com três pontos a zero. Ir para o tie-break, depois de estar vencendo por 24 a 20 no quarto set, assustou jogadoras e torcedores do Camponesa/Minas. A tática minastenista era uma só: bola na Hooker. Do outro lado, bola na Monique. Mantendo-se o tempo todo na dianteira, as cariocas demonstravam uma frieza crucial.

Ainda que as donas da casa tentassem algum movimento para acordar no jogo, a técnica do time carioca fez toda a diferença. Caminhando a passos largos rumo à vitória, o vôlei do Rio fluía com uma sintonia poucas vezes vista ao longo do duelo. Gabi, cravando no chão, impôs um estrondoso 15 a 7 e a virada do Sesc.

Agora, o time do Rio está com plenas chances de avançar para a finalíssima. Na próxima segunda-feira (26), o segundo confronto da melhor de cinco será na Cidade Maravilhosa. Caso vença os dois duelos que se seguirão, a vaga é do Sesc-RJ. Ao Camponesa/Minas, resta vencer para forçar um quarto jogo, que seria realizado em BH.

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