Arrasador, Sesc-RJ se impõe e vence Camponesa/Minas pela semifinal da Superliga Feminina
Foto: Divulgação/Sesc-RJ

Não dá para saber se deu tempo de anotar a placa. Na noite desta segunda-feira (26), na segunda partida, válida pela semifinal da Superliga Feminina de Vôlei 2018, o Sesc-RJ atropelou o Camponesa/Minas e fugiu da cena do crime. Por 3 a 0, com parciais de 25 a 16, 25 a 21 e 25 a 14, o time carioca abriu dois a zero na série melhor de cinco e, caso vença novamente, garante vaga na finalíssima. Drussyla levou o troféu VivaVôlei como melhor da partida.

Aproveitando-se do péssimo começo da recepção mineira, o Sesc-RJ usava e abusava dos saques na Rosamaria, que era quem errava mais. Desta maneira, o time carioca foi construindo o resultado a seu favor. Assim como no primeiro jogo, a oposta Hooker carregava o Camponesa/Minas nas costas. Porém, ter apenas uma jogadora como esperança claramente não daria certo. Dominando do início ao fim, as cariocas chegaram a abrir 12-6.

Roberta, Mayhara, Monique. O repertório carioca estava farto e perfeito, atacando e bloqueando. Destruidor, o rolo compressor foi passando, tratorando, sem dó nem piedade. Quando a diferença cresceu para nove pontos, Lavarini, treinador mineiro, pediu tempo. Em uma noite infeliz, Rosa acabou dando lugar para Pri Daroit. Para selar o domínio, como no princípio, saque de Roberta que foi mal recebido. 25 a 16 para o Sesc.

Equilíbrio, palavra-chave do segundo set. Finalmente descendo do ônibus e chegando à Arena Carioca, o Minas entrou no jogo. Porém, os erros de recepção persistiam, fazendo com que o Sesc não desgrudasse em momento algum. Some-se a isso a entrada de rede carioca, funcionando sem oscilação. Fosse Gabi ou Drussyla chegando naquele setor, a bola caía na quadra mineira.

Rosamaria assistiu a segunda parte do jogo do banco. Mantendo Daroit em quadra, o Camponesa/Minas encontrou sua melhor forma ofensiva, conseguindo manter dianteira no score por dois pontos. Por pouco tempo, com o Sesc virando tal qual a maré. Mais animado em quadra, e a empolgação era um fator preponderante, o time do Rio mantinha qualidade e concentração. E o Minas, tinha Hooker, apenas e tão somente. De sobra, tinham os erros. Toque do bloqueio na rede e 25 a 21 para as donas da casa.

A noite era tão do Sesc que até as bolas mais previsíveis, fossem de cheque, de segunda, ou ataques telegrafados, caíam na quadra do Minas. No terceiro set, a pontuação seguiu parelha, algo esperado desde o primeiro ponto do duelo. Até certo ponto. Em uma noite terrível, a defesa mineira não se acertava de modo algum. Quem não tinha nada a ver com isso era a equipe carioca.

O caminho para o fechamento do certame foi sendo construído com solidez, a passos largos. Quando a disparidade chegou a 15 a 9, ficou difícil de vislumbrar um final diferente. Para dar uma emoção no jogo, uma pausa de quase três minutos devido a um enrosco da arbitragem. Quando chegou a 18-12, virou passeio. Parecia a Alemanha. Um time dominado contra outro que fazia seu jogo linear, com absoluta calmaria. Para fechar o jogo, um belo rally de 37 segundos, que Roberta devolveu de prima. 25 a 14 e um justo 3 a 0 no placar.

Agora, o caminho do Sesc ficou mais curto rumo a decisão. Caso derrote novamente o Minas no próximo sábado (31), a partir das 15h, no mesmo palco deste noite, a Arena Carioca, o time comandado por Bernardinho fecha a série em três a zero e conquista a vaga na grande final.

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