Objectivo: terminar com a hegemonia do Dragão
(Fonte: dn.pt)

Se nos últimos anos nem Soares Franco, nem Bettencourt, nem Godinho Lopesfizeram frente ao FCPorto, a verdade é que, desde a chegada de Bruno de Carvalho ao comando dos destinos do Leão, a posição adoptada tem sido ativa e muito crítica em relação a tudo o que envolve os actuais campeões nacionais e as arbitragens. O primeiro incidente desta "era Bruno de Carvalho" remonta ao passado Verão, num jogo da Final da Taça de Andebol no qual Adelino Caldeira se desentendeu com o presidente Sportinguista. Daí à chegada ao corte de relações institucionais entre os dois clubes, o tempo voou.

A explosão de raiva em Alvalade

Em 2014, nada mudou. A crítica manteve-se, e ganhou força com o caso "Taça da Liga", no qual o atraso do FC Porto foi declarado doloso pelos órgãos da Liga, mas não pela FPF. O orgão máximo do futebol português limitou-se a atribuir uma multa de 383€ aos dragões e aí a bomba explodiu em Alvalade. O Presidente leonino não concordou com a decisão e acabou mesmo por pedir o recurso da decisão final. Recorde-se que em causa está o atraso no começo do jogo entre FC Porto e Marítimo nos quartos-de-final da Taça da Liga, o jogo do Sporting já tinha terminado, quando Josué bateu a grande penalidade que dava a vitória à equipa portista.

Comunicados, conferências de imprensa e tomadas de posição

Depois do jogo do Sporting frente ao Vitória de Setúbal, a chuva de críticas foi intensa. No dia a seguir ao jogo veio o pedido aos adeptos, em conferência de imprensa, Bruno de Carvalho fez um apelo inequívoco aos sócios, para que se unissem em torno da verdade desportiva. «Os sportinguistas têm de arranjar formas, pacificas, de dizerem basta, formas que as pessoas percebam que estão indignados. Temos visto isso várias vezes, em vários sectores da sociedade que mostram desagrado, e muitas vezes com impacto».Defendendo que o Sporting foi lesado em sete pontos esta época, a tomada de posição não se ficou apenas por aqui: foi emitido um comunicado, no qual se anunicou que seriam expostas à UEFA e à FIFA as críticas em relação a arbitragens, ativando-se os mecanismos legais para acabar com o problema:

«A Sporting SAD informa que deu instruções aos seus serviços jurídicos para procederem litigiosamente, em sede própria, contra todos os responsáveis pelas arbitragens que conduziram no ano passado a que o Sporting ficasse fora das competições europeias e que este ano são responsáveis pela retirada de, pelo menos, 7 pontos no Campeonato Nacional, o que associado à atribuição indevida de pontos aos adversários do Sporting justifica a actual posição do Clube na tabela classificativa. As Taças de Portugal e da Liga também serão alvo de análise.

Serão intentadas, nos termos da Lei, todas as acções admissíveis exigindo as compensações devidas a todos os organismos com responsabilidades nas situações verificadas, seja por intervenção directa em matéria de arbitragem, seja por omissões de tutela, não se excluindo quem quer que seja, incluindo os próprios árbitros, o Conselho de Arbitragem e a Federação Portuguesa de Futebol.

A Sporting SAD informa ainda que vai actuar junto da UEFA e da FIFA, entidades internacionais que superintendem o futebol, dando conta da actual situação da arbitragem em Portugal, que está na origem da actuação litigiosa iniciada, participando inclusivamente das incorrectas actuações dos Conselhos Disciplinar e de Justiça. Está igualmente em estudo, a manter-se a falta de bom senso na nomeação dos árbitros, a possibilidade de, nestes casos, solicitar uma intervenção no sentido de a arbitragem passar a ser feita por árbitros estrangeiros.»

Depois de muitas críticas chegava então a altura de receber o Futebol Clube do Porto. No seguimento de tudo isto surgiu ainda o Movimento Basta em clara resposta dos adeptos ao repto lançado pelo Presidente na conferência de imprensa. No dia do clássico, junto às sedes das claques leoninas, um palco improvisado deu voz a todos os que quiseram puderam falar, incluíndo ilustres figuras como Dias Ferreira e Paulo de Andrade.

O clássico que fez aquecer os ânimos

Ironia ou não, e depois de tantas queixas à arbitragem, o Sporting acabou por ser favorecido. Os leões de Leonardo Jardim acabaram porvencer o clássico com um golo cuja jogada se inicia em fora-de-jogo nos pés de André Martins. No final da partida, na flash interview, Quaresma e Luís Castro foram o espelho da indignação portista. «Penso que fizemos tudo para ganhar. O Sporting não jogou mais que nós. Já que falam tanto dos árbitros, que vejam o golo do Sporting. Estava fora de jogo. Há que continuar a trabalhar. Acredito que o Sporting ainda vai escorregar.», declarou o jogador portista, enquanto que Luís Castro, mais sereno disse apenas que o «lance do golo do Sporting influência a partida. É fora-de-jogo». Já Dias Ferreira, sportinguista assumido, acabou por declarar mais tarde, e num tom irónico que«jogámos à Sporting, e ganhámos à Porto». O homem do apito era Pedro Proença, árbitro reconhecido internacionalmente, e que, curiosamente, nunca tinha visto uma derrota portista.

Depois do clássico: novos comunicados, novas conferências de Imprensa, novas tomadas de posição e uma troca de "galhardetes"

Ninguém ficou indiferente ao sucedido no clássico, e o primeiro a demonstrá-lo foi Bruno de Carvalho, que marcou uma posição pouco habitual, convocando uma conferência de imprensa para admitir que o árbitro atuou em benefício do Sporting. «Ao contrário do que muita gente quer fazer passar, o Sporting não fala apenas daquilo que o prejudica, mas sim também daquilo em que é beneficiado", afirma o presidente, que vai ainda mais longe, reiterando que "Todo o trabalho que temos vindo a fazer é pela verdade desportiva e nada nos fará parar na nossa luta. (...) Não será por termos lances a nosso favor que nos vamos calar. O Sporting tem de continuar a dizer basta, tanto dentro do campo, como foi feito irrepreensivelmente neste jogo, assim como fora dele».

Após as declarações proferidas, é possível que muitos tenham acreditado que o assunto estava por ali encerrado. Engane-se quem assim pensa. Há dois dias atrás, o FC Porto avançou com acção judicial contra o Sporting, alegando que ao longo dos dias que antecederam o clássico, os leões «condicionaram o comportamento dos árbitros». Recorde-se que caso o Sporting seja considerado culpado, pode ser punido com derrota no jogo em causa, ou descida de divisão.

Leia-se o comunicado na íntegra:

«O Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD, reunido hoje, face aos acontecimentos que precederam e ocorreram durante o jogo Sporting-FC Porto, deliberou solicitar ao departamento jurídico efectuar uma participação disciplinar junto da Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga Portuguesa de Futebol Profissional contra o Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD e o seu presidente.

​A campanha de condicionamento da arbitragem, com o anúncio da interposição de acções judiciais aos árbitros desta época e da anterior, extensível aos membros dos órgãos jurisdicionais do Conselho de Disciplina e do Conselho de Justiça, a que se juntou a ameaça de acções com pedidos indemnizatórios contra os árbitros dos jogos futuros, como era o caso do Sporting-FC Porto, configuram uma intolerável violência moral com a intenção de constranger os agentes desportivos, resultado do presente no artigo 66 do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.»

E que se desengane quem pensou que o comunicado ficaria por aqui. Um dia a seguir, ainda no rescaldo do primeiro comunicado, é lançado no site do FC Porto um artigo que conta com o irónico título de "Manual de boas maneiras para Viscondes".

Leia-se, mais uma vez, a notícia:

«Há gente que gosta de parecer muito educada e cordata e atira para os outros os males do mundo, como se fossem uma espécie de eleitos ou predestinados. Vem isto a propósito do comportamento, ou falta dele, dos responsáveis do Sporting no clássico de domingo.

​Pela defesa do futebol e até por respeito a todos os adeptos, independentemente da preferência clubística, o FC Porto manteve-se até aqui em silêncio. Mas depois de ver serem plantadas notícias falsas em jornais para quem o contraditório é um imenso mistério, sente-se o FC Porto obrigado a prestar alguns esclarecimentos.

É falso que o Sporting tenha cedido um camarote à Administração do FC Porto. O que aconteceu foi que após verificar que os convites enviados pelo Sporting não respeitavam as mais elementares regras da urbanidade, colocando os administradores separados na tribuna, uma empresa comprou um camarote por dez mil euros e cedeu-o ao FC Porto, para que a Administração pudesse assistir toda junta à partida.

Separar os elementos da administração de um clube rival é um comportamento sem precedentes no futebol português, mas que deve fazer parte de um qualquer manual de boas maneiras a que só distintos viscondes têm acesso. Só estranhamos as pessoas sentadas nos lugares adjacentes aos que estavam destinados aos nossos administradores, não pareciam saber francês, nem sequer tocar piano. Eram assim como que… qualquer coisa entre o pirata de argola na orelha e o rufia de filme de série B.

Aproveitamos também para esclarecer o Sporting, que o belo Estádio do Dragão é mesmo a nossa casa. É tão lindo, funcional, já nos proporcionou tantos títulos e nunca foi confundido com qualquer outra coisa que estranhamos o envio dos bilhetes e convites para o Vitalis Park, antigo campo da Constituição. Não se preocupem, quando tivermos de lhes enviar bilhetes e convites recebê-los-ão na morada que indicaram à Liga e não no estádio do Lumiar ou qualquer outro sítio que no passado tenha sido a vossa casa.

E já agora, dentro do prazo regulamentar de cinco dias de antecedência, mas claro que contar até cinco já é uma questão de competência, não de pedigree.

Isto para não falar no vocabulário de gente que não consegue mais do que aparecer escarrapachada em revistas do social, mas que quando abre a boca está muito longe de ter a graça e o encanto das portuenses vendedoras do Bolhão.

Em suma, como dizia Einstein, duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, mas em relação ao universo continuamos sem ter a certeza absoluta.»

O Sporting, que afirmou vincadamente não ter medo da ação judicial interposta pelo clube da cidade invicta, prontamente respondeu em comunicado oficial da direção, alimentando um pouco mais toda esta "novela". O clube lisboeta defendeu o seu direito a agir judicialmente, e sublinhou por inúmeras vezes a sua ação em prol da verdade desportiva, bem como alguns processos de corrupção nos quais o FCPorto se encontrou envolvido.

Leia-se abaixo o comunicado:

«No seguimento da tomada de posição da FC Porto SAD, tornada pública em comunicado de ontem, e das diversas notícias que tem vindo a ser veiculadas durante o dia de hoje, vem a Sporting SAD tecer os seguintes comentários:

1. A Sporting SAD não se revê nas acusações de condicionamento e violência moral que a FC Porto SAD lhe dirige no referido comunicado, estando tranquila quanto a uma eventual participação disciplinar a este propósito;

2. A Sporting SAD limitou-se a dar instruções aos seus serviços jurídicos para procederem litigiosamente, em sede própria, contra todos os responsáveis pelas arbitragens que conduziram no ano passado a que o Sporting ficasse fora das competições europeias e que este ano são responsáveis pela retirada de, pelo menos, 7 pontos no Campeonato Nacional, solicitando que sejam intentadas, nos termos da Lei, todas as acções admissíveis exigindo as compensações devidas a todos os organismos com responsabilidades nas situações verificadas, seja por intervenção directa em matéria de arbitragem, seja por omissões de tutela;

3. O recurso à lei e a meios judiciais para defesa dos direitos e interesses de um clube ou sociedade desportiva corresponde a um exercício legítimo de um direito e não é sequer a primeira vez que sucede na ordem jurídica portuguesa;

4. Com efeito, recordamos que a FC Porto SAD intentou no Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto, em Abril de 2011, uma acção judicial contra a LPFP e, individualmente, contra os Drs. Ricardo Costa, Jacinto Meca, Jorge Santos, Armando Russo Valente e José Manuel Araújo, à data membros da Comissão Disciplinar da LPFP, no âmbito da qual demanda o pagamento de uma indemnização de € 7,9 milhões de euros, pelo facto de terem sido proferidas decisões disciplinares desfavoráveis à FC Porto SAD e a seus jogadores. Em causa estão dois processos disciplinares de corrupção, em que a FC Porto SAD foi condenado, em Maio de 2008, por tentativa de corrupção de árbitros com a perda de 6 pontos e o seu Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa com 2 anos de suspensão das funções desportivas, bem como um processo disciplinar em que foram condenados, em Fevereiro de 2010, por agressões físicas a “assistentes de recinto desportivo” (“stewards”) os jogadores Hulk e Sapunaru;

5. O processo judicial referido no número anterior não foi, em momento algum e por qualquer forma, sindicado quer LPFP, quer pela Federação Portuguesa de Futebol, quer pela UEFA ou pela FIFA, e, concretamente, nenhuma destas entidades considerou o mesmo ilegítimo, nem, directa ou indirectamente, como uma forma de condicionamento, violência moral ou coação;

6. Por esta razão e atento o princípio de igualdade de tratamento aplicável a todos os Clubes e sociedade desportivas pelas referidas entidades, LPFP, FPF, UEFA e FIFA, a Sporting SAD não tem receio de qualquer iniciativa passada ou futura que venha a tomar neste âmbito;

7. Por todo o exposto, sublinhamos o nosso entendimento de que o teor e acusações vertidas no comunicado de ontem é despropositado e infundamentado, bem como a ameaça de participação disciplinar contra a Sporting SAD; contudo nada do que foi dito ou que venha ser feito desviará a Sporting SAD do importante caminho que já iniciou no sentido da reforma do futebol português e da verdade desportiva.

O Conselho de Administração

Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD»

Até agora, não houve ainda réplica por parte do clube portista, algo que poderá estar para breve. Pelo meio, foram ainda lançadas algumas críticas ao Benfica, também ligadas a arbitragens, por parte de Bruno de Carvalho em comentário a palavras de Luís Filipe Vieira. O presidente do Sporting, expôs também ao público o teor de uma chamada telefónica recentemente travada com o presidente do rival da segunda circular, o qual terminou afirmando que "o título já estava entregue há muito tempo".

Afinal, do que se queixa Bruno de Carvalho?

Arbitragens, arbitragens, arbitragens. O tema de discussão é habitualmente este. E muitos perguntar-se-ão pelo porquê . Durante esta temporada, a crítica intensificou-se, e os adeptos leoninos, já fizeram até um "luto" em relação às arbitragens durante uma partida, na qual ficaram de costas para o jogo durante alguns minutos após apito inicial do árbitro.

Foto: Abola

Trinta anos de casos

Há alguns anos foram lançadas as escutas do Caso Apito Dourado que incriminavam Pinto da Costa, no entanto, ao longo destes trinta anos, muitos outros eventos foram acontecendo no Desporto Português em geral, que permitem cada vez mais que, para o presidente do Sporting, os Dragões sejam quase "um alvo a abater". Vejamos então, um conjunto de incidentes, retirados do blog "anticorrupção":

20 de Novembro de 1988 -Apesar da sua avançada idade, Carlos Pinhão é barbaramente agredido em Aveiro, depois de jogo Beira Mar-FC Porto, por elementos ligados ao FCP. Processo judicial acabará por ser arquivado por "falta de provas".

No mesmo dia em que Carlos pinhão é agredido, Martins Morim, colega de jornal de Carlos Pinhão, é também alvo da fúria dos adeptos do clube da cidade invicta. Entre os agressores destacava-se Tónio Maluco, conhecido adepto portista. O guarda Abel diz aos jornalistas que «era melhor do que cair por uma ribanceira».

5 de Março de 1989 - Eugénio Queirós, jornalista do Correio da Manhã/Record, é agredido no Estádio do Restelo por seguranças de Jorge Nuno Pinto da Costa, que o empurram violentamente para fora do corredor de acesso à cabine do FC Porto. O jornalista ainda apresenta queixa na PJ mas acaba arquivada por "não se conseguir identificar os agressores".

24 de Setembro de 1989 - João Freitas, jornalista de A Bola, é agredido barbaramente perto dos balneários do Estádio das Antas. Foi assistido no Hospital de Santo António e identificou Vergílio Jesus e um tal Armando entre os agressores. A queixa foi arquivada porque a estemunha principal, o agente da PSP Oliveira Pinto, disse que não se lembrava de nada.

4 de Outubro de 1990 -Na véspera do jogo Portadown-FCPorto, Manuela Freitas do jornal Público foi ameaçada e insultada no 'hall' do hotel por integrantes da comitiva portista.

24 de Outubro de 1990 - José Saraiva, chefe de redacção do Jornal de Notícias, é agredido à porta de casa por dois indivíduos. O JN tinha publicado uma notícia envolvendo Pinto da Costa no famoso caso "Aveirogate". Nunca chegou a haver queixa judicial.

1990 - Santos Neves, jornalista de A Bola, quase que se despista em plena estrada no Porto, por alguém lhe ter desapertado as jantes do carro. Nunca se provou quem foi o autor.

28 de Abril de 1991 - Incidentes de violência no FC Porto – Benfica. Um dos clássicos mais quentes de sempre, o FCP recebe o Benfica naquele que é o jogo decisivo do título. O mote é dado logo à chegada da comitiva benfiquista, uma tarja com os dizeres "Ide sofrer como cães"(lembra-vos alguma coisa mais recente?) é pronúncio do que se vem passar a seguir. Os jogadores do Benfica foram obrigados a equipar-se nos corredores, pois o balneário tinha sido empestado com um cheiro nauseabundo e tóxico. Nesse dia o presidente João Santos e Gaspar Ramos são ameaçados de morte pelo guarda Abel, e a comitiva benfiquista é apedrejada logo desde a saída do hotel. Alheio a estes episódios, o Benfica de Erikson ganha este jogo por 2-0 graças a dois golos de César Brito, consequentemente sagra-se campeão poucas jornadas mais tarde. Carlos Valente, o árbitro do clássico - só a muito custo consegue sair do estádio, no meio de insultos e algumas agressões que o deixaram a cambalear. A escolta policial consegue, por fim, retirá-lo do estádio.

1 de Setembro de 1992 - António Paulino, jornalista do Expresso é agredido à porta do seu jornal na redacção do Porto, segundo o próprio, por Pinto da Costa, o filho e Joaquim Pinheiro. Tudo acontece porque queriam sabem que teria sido o jornalista responsável pela notícia sobre um processo de Alexandre Pinto da Costa.

10 de Março de 1993 - Agressões à equipa da RTP (Paulo Martins/Pedro Figueiredo) no relvado nas Antas no final do Porto-Famalicão, o jornalista Paulo Martins está no relvado a tecer os comentários finais a um jogo entre o FC Porto 0-1 Famalicão quando um elemento não identificado do público entrou pelo campo dentro e agride à palmada a equipa da reportagem da RTP. Tudo foi transmitido , toda a gente viu, contudo o jornalista da RTP e a própria RTP não apresentaram queixa à Justiça. As frases de Pedro Figueiredo ficam para a história, «Estou a ser cuspido (...), estão a pôr em causa a minha integridade física»

1993 - Pedro Figueiredo, jornalista da RTP1, é agredido no Estádio do Bessa no final de um Boavista-FC Porto. Não houve queixa judicial porque a empresa não autorizou.

11 de Dezembro de 1994 - Marinho Neves, jornalista da Gazeta dos Desportos e autor do livro sobre corrupção na arbitragem "Golpe de Estádio" é alvo de uma emboscada à porta de casa por dois indivíduos. Processo judicial vem a ser arquivado na PJ do do Porto por "falta de provas", apesar de haver cinco testemunhas que nunca foram ouvidas e de a queixa se fazer acompanhar com uma fotografia dos agressores.

5 de Março de 1995 - No intervalo de um FC Porto-Benfica, José Pratas, o árbitro do encontro, é insultado e agredido no balneário. Quando volta ao terreno de jogo faz uma arbitragem absolutamente vergonhosa, beneficiando claramente a equipa da casa. O FCPorto vence o jogo por 2-1.

28 de Fevereiro de 1997- Fernando Mendes, jogador do FC Porto, agride o bombeiro Joaquim Grilo, de serviço no Estádio José Gomes, após um empate a 2 bolas com o Estrela da Amadora.

22 de Março de 1998 - O Benfica joga em Guimarães, para o campeonato, e o seu autocarro é apedrejado à passagem pela cidade do Porto por supostos adeptos portistas.

Junho de 1999 - Dia de FC Porto - Benfica em Hóquei em Patins, o Benfica sagra-se campeão nacional e os adeptos do Benfica invadem o ringue para festejar, Paulo Alves, então defesa azul-e-branco, agride um jovem na cabeça, deixando-o gravemente ferido.

20 de Setembro de 2000 - Matt Fish, jogador de Basquetebol, é agredido por nove ou dez indivíduos nos escritórios da secção de Basquetebol do FCP. A agressão foi orquestrada e presenciada pelos dirigentes Fernando Gomes e Fernando Assunção.

30 de Outubro de 2000 - O FC Barcelona sagra-se campeão europeu de Hóquei em Patins no Pavilhão das Antas, no final da partida, regista-se uma invasão de campo por parte dos adeptos portistas e registam-se algumas agressões, com o ministro da administração interna de então, Fernando Gomes, a assistir da bancada.

25 de Janeiro de 2005 - Ricardo Bexiga, vereador do PS da Câmara Municipal de Gondomar é violentamente agredido no Parque de Estacionamento por dois indivíduos encapuzados, contratados pela ex-namorada de Jorge Nuno Pinto da Costa, Carolina Salgado.

6 de Abril de 2006 - Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa, é agredida por Pinto da Costa e dois indivíduos. Acaba por acusar Pinto da Costa, o seu motorista e um segurança de a terem agredido a pontapé na casa da Madalena, bem como à irmã grávida na altura. O motorista retirou um faqueiro da casa e ameaçou que lhe espetava uma chave num olho. Foram observadas no Hospital Santo Silva e apresentaram queixa na GNR.

27 de Janeiro de 2008 - «Autocarro encarnado fugiu a emboscada. [no regresso de Guimarães]» - Jornal A Bola, 27 de Janeiro de 2008.

25 de Fevereiro de 2008 - Após sair dos estúdios da SIC em carnaxide, o jornalista Rui Santos é atacado por 3 indivíduos encapuçados e armados com barrotes. O caso foi abafado quando se percebeu a quem os indivíduos estavam ligados. Após este acontecimento, Rui Santos não mais voltou a falar de algumas questões que tinha levantado sobre a questão financeira da SAD do Futebol Clube do Porto.

8 de Abril de 2008 -Paulo Assunção foi abordado por 5 indivíduos que lhe disseram «... se não renovas até quarta-feira levas um tiro no joelho».

21 de Dezembro de 2008 - O motorista da Liga, incumbido de acompanhar e conduzir os quatro integrantes da equipa de arbitragem - estava à porta do seu automóvel quando foi agredido por Rui Carvalho, assessor de imprensa do FC Porto. No mesmo dia vários jogadores e técnicos do Marítimo são agredidos no túnel de acesso aos balneários.

7 de Março de 2009 -João Pedro Silva, jornalista da RTP, após entrevistar Jesualdo Ferreira, foi abordado pelo funcionário do FC Porto (e seu ex-colega da RTP) Rui Cerqueira, que o acusou de fazer "perguntas encomendadas" e lhe disse, em frente a várias testemunhas: «és um filho da puta, um bardamerdas, és muito pequeno para mim».

1 de Maio de 2010 - O autocarro do Benfica foi apedrejado na chegada ao Porto, na véspera do Clássico.

2 de Maio de 2010 -Na madrugada do dia de Clássico FC Porto - Benfica, a Casa do Benfica de Gaia é vandalizada.

No percurso para o Estádio do Dragão, o autocarro do Benfica viria a sofrer novo ataque com pedras e bolas de golfe, uma das quais por sorte não fere Pablo Aimar com maior gravidade.

7 de Novembro de 2010 -Autocarro do Benfica é atingido por pedras e bolas de golfe no trajecto para o Estádio do dragão. Vidro da frente fica partido.

2 de Fevereiro de 2011 -Em vésperas de Clássico FC Porto - Benfica, a contar para as meias finais da Taça de Portugal, a Casa do Benfica em Gaia foi mais uma vez vandalizada, desta feita às 4 da manhã do dia do jogo.

Depois do Clássico FC Porto - Benfica, jogo que o Benfica venceria por 2-0, a viatura encarnada é apedrejada já na A1, antes das portagens do Grijó, no regresso a Lisboa. Um vidro partido, entre outros danos.

21 de Março de 2011 - No regresso da deslocação à Mata Real, o carro onde Luís Filipe Vieira seguia foi atingido por um saco de pedras, ferindo o presidente encarnado e o motorista, na face e mão esquerda. O veículo seguia pela autoestrada que une Paços de Ferreira ao Porto quando foi atingido.

2 e 3 de Abril de 2011 -Várias Casas do Benfica vandalizadas.

27 de Novembro de 2011 - O presidente do FC Porto Pinto da Costa insulta um jornalista da TVI no final do jogo entre o FC Porto e o Sp. Braga, no Dragão. Tudo sucedeu numa zona do Estádio do Dragão vedada ao público. De acordo com testemunhas, o jornalista Valdemar Duarte, que narrou a partida , foi confrontado por Pinto da Costa depois de descer da tribuna de imprensa. Nessa altura, o presidente portista, rodeado por elementos do clube, insultou o jornalista. Um pouco depois, uma das pessoas que acompanhavam Pinto da Costa agrediu Valdemar Duarte. Mais à frente, junto à entrada da sala de imprensa do Estádio do Dragão, seguranças ameaçaram fisicamente o jornalista, pressionando-o para que abandonasse de imediato as instalações. As ocorrências foram comunicadas a elementos da Polícia de Segurança Pública em serviço no Estádio.

5 de Abril de 2012 - A poucos dias do dérbi em Alvalade, as Casas do Benfica de Quarteira, Faro e São Brás de Alportel são alvo de atos de vandalismo na madrugada, em Quarteira, a fachada foi pintada de verde e em São Brás de Alportel foram cortadas as bandeiras do clube.

27 de Fevereiro de 2013 - O autocarro do Benfica é mais uma vez apedrejado, desta feita à saída de Braga, depois do jogo no Axa a contar para as meias-finais da Taça da Liga, do qual os encarnados foram eliminados. Vários blocos de cimento foram arremessados na direção do veículo, que seguia numa das variantes que dão acesso à saída da cidade, partindo um vidro partido numa zona lateral a meio do autocarro onde felizmente não seguia ninguém."

Todos estes incidentes relatados, contribuíram para que no universo dos adeptos não portistas, se criasse uma imagem de manipulação, corrupção e intimidação pela violência. Bruno de Carvalho considera que o Sporting Clube de Portugal é o clube mais injustiçado dos últimos trinta anos. Em suma, temos aqui também expostos, alguns dos casos que levam a que FC Porto, árbitros e corrupção, sejam denominadores comuns, que tanta "tinta fazem correr" com o passar dos anos.

Foto 1: Visãodemercado

Foto 2: AFP

Foto 3: Sapo.pt

Foto 4: Showdebola

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