Proprietário do Monaco descarta rumores e diz que não comprará Milan

A novela da situação financeira do Milan segue sem solução. Após rumores, o dono do Monaco, o milionário russo Dmitry Rybolovlev, negou qualquer possibilidade de compra da agremiação italiana. Em nota, o vice-presidente monegasco, Vadim Vasilyev, afirmou que não há interesse numa possível aquisição do Milan. O dirigente também deixou claro que o grupo que administra o Monaco está muito feliz com o andamento do projeto no clube.

"O presidente Dmitry Rybolovlev está feliz em desenvolver o projeto monegasco há sete anos. Em 2011, éramos os lanternas da Ligue 2 e, hoje, somos os atuais campeões franceses. A ambição pelo presente e pelo futuro segue intacta, buscando jovens talentos, desenvolvendo infraestruturas modernas, mas com a ambição de ganharmos novos troféus. Fatos são mais importantes que rumores", afirmou Vasilyev.

Os rumores da possível compra do Milan começaram no início desta sexta-feira. De acordo com a imprensa italiana, Dmitry Rybolovlev estaria "acompanhando bem de perto" a situação financeira da equipe rossonera. O compatriota do mandatário do Monaco, Alisher Usmanov, dono do Arsenal, também estaria interessado em adquirir o Milan.

A possível venda do Milan surge numa semana complicada para o atual proprietário do clube, o chinês Yonghong Li. Na última quarta-feira, o jornal Corriere della Sport publicou uma matéria na qual informava que uma das empresas de Li, Shenzen Jie Ande, teve falência decretada por um tribunal na China. Segundo a corte, o empresário não pagou um empréstimo junto ao Banco de Cantão, que acionou Yonghong Li na justiça.

Logo após o anúncio de falência da empresa de Yonghong Li, a justiça italiana também decidiu investigar o empresário chinês. De acordo com a Promotoria de Milão, a Guarda de Finanças italiana emitiu três alertas de transações suspeitas entre Yonghong Li e Silvio Berlusconi, durante o processo de compra do Milan, em abril do ano passado. Existe a suspeita de possível lavagem de dinheiro entre o empresário e o antigo premiê italiano.

No entanto, segundo o portal MilanNews.it, especializado em notícias apenas do Milan, Yonghong Li não possuía mais ações na empresa chinesa. Ainda de acordo com o veículo, o dirigente vendeu sua parte na companhia há três anos.

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