Sonho do Manchester City de vencer a Champions é adiado por erros individuais
Goleiro do Lyon consolando Gabriel Jesus após triunfo francês (Foto: Divulgação / Champions League)

Foi-se embora mais uma chance do Manchester City conquistar a Champions League. O feito inédito terá que ser feito outro ano, pois nesse 2019-20 os citizens foram despachados pelos Lyon pelo placar de 3 a 1 nesta sexta-feira (15). Depois de perder ao menos três chances claríssima de gol, a equipe de Guardiola viu o cirúrgico time francês de Rudi Garcia aproveitar as oportunidades e avançar para enfrentar o Bayern de Munique na semifinal.

Durante todo o jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa, capital portuguesa, o City teve muito mais posse de bola: foram 71% do tempo de jogo que a bola ficou nos pés ingleses. E tudo isso resultou em criações de chances claras de gol. Com jogadas verticais a partir do trio de zaga, Gundogan e De Bruyne organizavam bem as ações do time de Guardiola. O problema estava mais à frente, nas finalizações.

A medida em que os ingleses tiveram quatro chances claras e fizeram apenas um gol, com o maestro belga De Bruyne, o Lyon não tinha o mesmo conforto com a bola e conseguia menos oportunidades limpas. Entretanto, os ajeitados de Rudi Garcia estavam entrosados, confiantes e afiados na pontaria: na conta francesa, tiveram sete finalizações (seis à meta), três grandes chances, nenhuma chance perdida e três gols feitos. Cirúrgico time.

Aouar foi o grande líder em campo do Lyon, mas foi Moussa Dembélé quem ditou a vitória. Além do gol de Cornet no primeiro tempo, o atacante entrou no segundo tempo e marcou duas vezes para a alegria de sua torcida — uma bela demonstração que o treino de finalização serviu para todos ofensivos do elenco.

Lições pós-vitória do Lyon sobre o City por 3 a 1

Com uniforme rosa, Ederson foi um dos algozes da eliminação do próprio City (Foto: Divulgação / Champions League)
Com uniforme rosa, Ederson foi um dos algozes da eliminação do próprio City (Foto: Divulgação / Champions League)

É óbvio que dinheiro não entra em campo, mas a qualidade individual que o dinheiro possibilita juntar numa equipe de futebol também é óbvia. Mas há o outro lado também. O conjunto humilde e entrosado do Lyon fez a diferença e mostrou mais efetividade, principalmente ao não desperdiçar as falhas individuais do sistema defensivo inglês (Ederson falhou no terceiro gol) e se erguer após os erros crassos do sistema ofensivo do City (Sterling e Gabriel Jesus perderam, juntos, três gols feitos).

Dessa forma, passa à semifinal o Lyon, pela segunda vez em sua história (a outra foi em 2009-10, quando perdeu para o mesmo Bayern de Munique), adiando em mais uma temporada o sonho do lado azul de Manchester em conquistar a cobiçada taça da Champions League.

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