William Alves transforma vaias em aplausos e dedica gol ao filho
William Alves dedicou o gol a seu filho, que ainda vai nascer (Foto: Divulgação / Náutico)

Remanescente do grupo que fez a segunda pior campanha da história dos pontos corridos da Série A do Campeonato Brasileiro pelo Náutico no ano passado, William Alves é um dos mais criticados, pelos torcedores, no atual elenco alvirrubro. Isso foi visto no jogo desta terça-feira (20) contra a Portuguesa, na Arena Pernambuco, em partida válida pela sexta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

Ainda no primeiro tempo o zagueiro Flávio sentiu uma lesão e, com isso, o técnico Sidney Moraes mandou William Alves para o aquecimento. Quando a torcida viu o atleta aquecendo começou, praticamente, todo o estádio a pedir para que o técnico não colocasse ele. No entanto, o duelo foi para o intervalo, Flávio não teve condições de voltar, e Sidney promoveu a entrada de William, que respondeu a todos com um gol, de cabeça, aos 12 minutos. Após o jogo, o zagueiro falou que o mais importante é não baixar a cabeça e continuar trabalhando para acabar com as críticas.

“Não é a primeira vez que eu sou vaiado aqui no Náutico. A gente fica triste, mas o que não pode é baixar a cabeça. É preciso concentrar para trabalhar bem e mudar essa situação. Agora precisamos manter uma regularidade, pois só assim as vaias vão se transformar em aplausos”, comentou o zagueiro.

Na comemoração, William Alves colocou a bola por baixo da camisa para dedicar o gol a seu filho que nascerá nos próximos meses. O jogador disse estar muito por ter feito esse gol para homenagear ele: “Eu tinha nove meses para fazer um gol e dedicar a meu filho que está para nascer. Graças a Deus conseguiu esse objetivo. Estou muito feliz por poder homenageá-lo e ajudado o Náutico.”

William também falou sobre a mudança de postura da equipe na volta para o segundo tempo após as substituições do técnico Sidney Moraes no intervalo. Segundo o zagueiro, o treinador procurou modificar o time taticamente e também cobrou que os jogadores ficassem mais “ligados” dentro de campo para não cometer novos erros.

“O professor não falou muito. Ele apenas pediu para a gente não bobear mais durante a partida, pois um erro pode custar caro nesta competição, que exige muita pegada. Além disso, o Sidney buscou modificar o plano tático da equipe”, explicou.

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