Série B 2014: Clube Náutico Capibaribe
Esse ano, Timbu quebra jejum de dez anos e 21 jogos sem vitória na casa do Sport (Foto: Matheus Britto/Futura Press)

Após um dos piores anos de sua história, o Náutico vem tentando juntar os cacos desde então. A pífia campanha de 20 pontos em 38 jogos na Série A de 2013, a segunda pior de uma equipe na era do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, colocou o Timbu de volta à Série B dois anos depois de ter conquistado o acesso à elite. Contando já com a participação em 2014, o alvirrubro pernambucano frequentará o segundo escalão do futebol brasileiro pela 16ª vez.

A gestão de Paulo Wanderley não deixará saudades na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, ainda mais porque o clube foi rebaixado justamente no ano da melhor receita de sua história. Existiam condições de montar uma equipe tão competitiva quanto a de 2012, que fez os adversários temerem o Estádio dos Aflitos, antiga casa do time - hoje, o CNC manda seus jogos na Arena Pernambuco -, mas nada disso se cumpriu.

As turbulências do antigo mandato, que também colecionou uma ameaça de greve por parte dos jogadores, brigas políticas entre os dirigentes e demissões constantes de treinadores, foram de extrema influência para o resultado das eleições presidenciais de dezembro de 2013, que colocou Gláuber Vasconcelos, candidato da oposição, no posto de presidente do Clube Náutico Capibaribe. O advento de um candidato que demonstrava ter "a cara da torcida" encheu os alvirrubros de esperança em relação ao futuro.

Os torcedores desejam que o final do corrente ano seja feliz, diferentemente do que ocorreu na temporada anterior. Até o presente momento, o Náutico colecionou uma eliminação precoce na Copa do Nordeste e uma presença na final do Campeonato Pernambucano, na qual terá que superar o Sport para dar fim à fila de 10 anos sem títulos. Neste guia, a VAVEL Brasil comenta sobre os preparativos do Timba para a Série B de 2014 e os prognósticos para o restante do ano.

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2011: Campanha impecável em casa marcou a última passagem do Timbu pela Série B

Em sua última estadia na Série B, em 2011, o Náutico fez bonito. Os comandados de Waldemar Lemos, conhecido por dividir opiniões entre os torcedores dos clubes por onde passa, terminaram o campeonato na segunda colocação e chamaram a atenção do Brasil inteiro por terem sido os únicos mandantes invictos das quatro divisões do futebol brasileiro. Foram 13 vitórias e seis empates nos 19 jogos realizados nos Aflitos.

A torcida, evidentemente, teve papel fundamental na campanha. O Náutico teve a segunda maior média de público do campeonato: 12.349 pagantes por jogo. O único clube que ficou à frente nesses números foi o Sport: 18.499 torcedores por partida.

Liderados pelo atacante Kieza, que terminou a competição com 21 gols e foi o dono da artilharia, e por jogadores como o velho conhecido volante Elicarlos, o meia Eduardo Ramos e o goleiro Gideão, os quais viviam grande fase, o Timbu foi agraciado com a volta à elite.

O acesso confirmou-se na penúltima rodada, quando os pernambucanos foram derrotados pelo Boa Esporte por 2 a 1, em Varginha, mas foi beneficiado com as derrotas dos concorrentes Bragantino e Vitória para ASA e São Caetano por 1 a 0 e 2 a 1, respectivamente, ambos em casa. Apesar disso, a promoção já havia sido comemorada na jornada anterior, depois que o Alvirrubro da Rosa e Silva bateu o Grêmio Barueri nos Aflitos por 2 a 1.

Não veio o título nacional - quem levantou a taça foi a Portuguesa, que somou 81 pontos, enquanto o CNC fez 64 pontos -, mas a campanha foi bastante honrosa. A equipe frequentou o G-4 desde a 13ª rodada e de lá não saiu mais. Subiram juntos a Ponte Preta (63) e o Sport (61).

Mais do que a promoção à Primeirona, a campanha de 2011 consolidou o status de "caldeirão" do Estádio dos Aflitos como uma das armas da equipe e também representou a volta por cima de Kieza, jogador que sofreu bastante com contusões enquanto esteve no Fluminense e no Cruzeiro.

Na última edição...

O Campeonato Brasileiro da Série A de 2013 é um filme de terror para qualquer alvirrubro. Um pesadelo que a torcida timbu não quer mais ter. Numa edição marcada pela despedida dos Aflitos, casa do Náutico durante 75 anos, os alvirrubros pareceram não ter se adaptado à mudança para a Arena Pernambuco, mais nova praça esportiva do futebol pernambucano e um dos palcos da Copa do Mundo de 2014, competição a ser realizada no Brasil. No entanto, esse foi um entre mil problemas. Dentro de campo estavam jogadores muito abaixo do nível técnico exigido pela Série A. Fora das quatro linhas, vaidades e brigas políticas tomaram conta dos bastidores e prejudicaram bastante a imagem do clube.

Vinte pontos em 38 jogos - a segunda pior campanha da história dos pontos corridos, à frente apenas do América de Natal de 2007, que somou apenas 17 pontos. Cinco vitórias, cinco empates e 28 derrotas nas 38 partidas. Saldo negativo de 57 gols, com apenas 22 tentos marcados e impressionantes 79 gols sofridos. Pior ataque e pior defesa do campeonato. Segundo clube da história do Brasileirão a passar as 38 rodadas no G-4 - o primeiro foi o Avaí, em 2011. Lanterna do campeonato por 34 jornadas. Com tantos recordes negativos quebrados, não fica difícil imaginar por que o ano foi tão ruim para os adeptos alvirrubros e, também, por que o time ganhou a fatídica fama de saco de pancadas.

O rebaixamento foi confirmado de forma matemática na 32ª rodada, após a sonora goleada sofrida para o Atlético Mineiro, atual campeão da Copa Libertadores da América, em Belo Horizonte: 5 a 0. Junto com o Alvirrubro da Rosa e Silva caíram Portuguesa (44), Vasco da Gama (44) e Ponte Preta (37).

Já na reta final do campeonato, os jogadores ameaçaram entrar em greve devido aos salários atrasados. O episódio fez o Bom Senso FC, comissão formada por jogadores que desejam melhores condições de trabalho e lutam por melhorias no futebol brasileiro, ameaçar parar o Brasileirão. A situação irritou profundamente o presidente Paulo Wanderley, que ameaçou dispensar os atletas que levaram a hipótese da greve à tona e expôs a instituição ao ridículo.

As constantes trocas de treinadores foram outro ponto crítico da última temporada. Tudo começou no início da temporada, quando o então técnico Alexandre Gallo foi chamado para treinar as categorias de base da Seleção Brasileira e aceitou o convite. Para seu lugar veio Vágner Mancini, que acabou sendo demitido na reta final da segunda fase. Para a disputa do mata-mata veio Silas. Contudo, ele falhou na missão de levar o Timbu à final e ao título. Teve que se contentar com o terceiro lugar. Sua demissão se confirmou após o empate em 2 a 2 com a Portuguesa, no jogo de despedida do Estádio dos Aflitos, válido pela terceira rodada.

A vaga de Silas foi preenchida por Zé Teodoro, técnico do Timba no ano do último título (2004). Tendo em vista esse privilégio histórico com o time, sua contratação deixou os torcedores esperançosos, mas Zé não correspondeu às expectativas e foi despedido depois do revés por 3 a 0 para o Criciúma, na 14ª rodada. O substituto foi Jorginho, ex-Bahia e Portuguesa. Os resultados negativos persistiram - sua única vitória foi o 2 a 0 sobre o rival Sport na Copa Sul-Americana; todavia, os alvirrubros foram eliminados da competição continental com a derrota por 3 a 1 nos pênaltis - e ele pediu demissão na 18ª jornada, com a derrota de 3 a 0 frente ao Vasco.

Levi Gomes, interino durante as duas últimas rodadas antes da parada para a Copa das Confederações, foi efetivado e ficou no cargo até a 23ª rodada, quando a equipe obteve um empate sem gols com o Flamengo. Dali até o final do campeonato, o comandante foi Marcelo Martelotte, que entrou para a história do futebol pernambucano por ter treinado o Trio de Ferro da Capital - Santa Cruz, Sport e Náutico - no mesmo ano.

Classificação final da Série A de 2013 - Luta contra o rebaixamento

Colocação Equipe Pontos Jogos
14º Criciúma 46 38
15º Fluminense 46 38
16º Flamengo 45* 38
17º Portuguesa 44* 38
18º Vasco da Gama 44 38
19º Ponte Preta 37 38
20º Náutico 20 38

* Flamengo e Portuguesa foram punidos com a perda de quatro pontos por terem escalado jogadores de maneira irregular

O nome de 2013: Maikon Leite

Vindo do Palmeiras por empréstimo, o atacante Maikon Leite fez uma boa estreia ao deixar sua marca na goleada por 3 a 0 sobre o Internacional, uma das pouquíssimas atuações convincentes do Náutico na Série A.

No entanto, não teve a mesma eficiência nos jogos seguintes e a cobrança por parte da torcida aumentava. O Náutico tentou devolvê-lo ao clube paulista, mas tal neogicação não se concretizou. Portanto, o Timbu teve de continuar com o avançado no elenco. O técnico Marcelo Martelotte o deixou na posição de titular absoluto e o avançado voltou a ter boas atuações. Balançou as redes oito vezes e foi o artilheiro do Clube Náutico Capibaribe no Campeonato Brasileiro.

(Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

Maikon Leite conseguiu se destacar num elenco de baixíssima qualidade técnica e ganhou o perdão dos torcedores. Mesmo sabendo que a degola era inevitável, se esforçava dentro de campo e procurava honrar a camisa que vestia.

Mesmo tendo contrato com o Náutico até maio de 2014, o Palmeiras solicitou a devolução do atleta e o emprestou ao Atlas, do México. Sua saída foi vista como uma grande perda para o Timba. Em terras mexicanas, o jogador vem tendo boas atuações e se destacando nos Zorros. Maikon Leite ainda é jovem: tem 25 anos, foi revelado pelo Santo André e também já atuou por Santos e Atlético Paranense, além do próprio Palmeiras, clube que detém seus direitos federativos.

O início da temporada

O começo de 2014 foi extremamente difícil para o Náutico. Com o clube afundado em dívidas e com a torcida em baixa autoestima pelas sucessivas repetições do último ano que se passou, a atual gestão veio com a dura missão de renovar os ânimos dos adeptos e reformular o elenco para tentar saldar as dívidas e recuperar o prestígio da instituição.

Dentro de campo, as dificuldades foram expostas. Com um time longe de estar entrosado, o Náutico foi eliminado precocemente na Copa do Nordeste. Ficou na terceira colocação do grupo D com seis pontos. Fez campanha satisfatória fora de casa - uma vitória e dois empates -, mas colecionou atuações pífias em sua nova casa - um empate e duas derrotas - e encheu a torcida de desconfiança.

Antes famoso por ser um time caseiro, o Timbu perdeu seu lugar no mata-mata do Nordestão por não saber aproveitar o fator mando de campo. Os classificados do grupo D foram o Guarany de Sobral (9) e o Sport (8). O lanterna foi o Botafogo-PB (4), que havia sido punido com a perda de quatro pontos pela escalação de jogadores de forma irregular contra o Sport.

As atuações irregulares se repetiram no Estadual. Apesar disso, o Náutico foi o líder do Hexagonal do Título com 20 pontos em 10 jogos e ficou frente a frente com o Salgueiro, quarto colocado, na fase semifinal.

Foi derrotado por 2 a 0 no primeiro jogo, mas venceu pelo placar mínimo no segundo embate e conquistou a vaga na decisão na disputa de pênaltis: 5 a 3. Mesmo com o placar agregado favorável ao Salgueiro, houve cobranças de penalidades máximas porque é um critério de desempate previsto no regulamento do Campeonato Pernambucano, o qual leva em conta somente os pontos somados nos confrontos do mata-mata.

Na decisão, os alvirrubros reencontrarão o rival Sport. Desacreditado desde o início, o Timba agora vai em busca do título, o 22º na história da competição, e, consequentemente, da quebra do tabu de não conquistar o PE há 10 anos. A equipe terá que superar suas limitações para levantar a taça, pois tem sofrido com a ausência de duas peças importantes: o meia Pedro Carmona, artilheiro do time no certame com seis gols, e o zagueiro Luiz Alberto, cuja experiência dara bastante eficiência à zaga, a qual voltou a demonstrar insegurança após sua lesão.

Três dias antes da vitória sobre o Salgueiro nos pênaltis, o Náutico obteve um triunfo da mesma forma na Copa do Brasil, contra o Sergipe. Com a contagem de 1 a 1 no placar agregado (1 a 0 para o Sergipe na ida e 1 a 0 para o Náutico na volta), pernambucanos e sergipanos decidiram a vaga para a segunda fase na disputa de penalidades e os donos da casa venceram por 3 a 1, contando com duas defesas do arqueiro Alessandro nas cobranças.

Na segunda fase, o CNC encara América-RN ou Boavista-RJ - no primeiro encontro entre essas equipes, os potiguares venceram por 2 a 1 e vêm com a vantagem de empatar no segundo jogo para obter a vaga. Pode haver outro duelo entre alvirrubros nordestinos na segunda competição mais importante do futebol brasileiro.

Quem comanda: Lisca

Conhecido pelo seu notável trabalho com as categorias de base nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, Lisca assumiu o Hexacampeão de Pernambuco com a missão de levar a equipe de volta ao caminho das vitórias e dos títulos. Ele assumiu o lugar deixado por Marcelo Martelotte, que optou por encerrar o contrato com o clube logo depois que a Série A de 2013 se encerrou.

Também conhecido por ser animado e ter um estilo de jogo ousado - tais características lhe renderam o status de ídolo do Juventude, último clube pelo qual passou e foi vice-campeão da Série D -, o novo técnico timbu tem sido mais cauteloso em sua passagem pelo Náutico. Com um elenco completamente renovado - apenas o goleiro Gideão, o zagueiro William Alves e o volante Elicarlos permaneceram no início do ano; com as más atuações em campo e as críticas da torcida, Gideão e William Alves foram afastados -, Lisca procura não expor a equipe aos ataques adversários e tem apostado bastante no setor defensivo.

(Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)

O gaúcho chegou às terras pernambucanas cercado de dúvidas. Foi o nome escolhido pela nova diretoria do Náutico por atender aos requisitos de Gláuber Vasconcelos e cia., os quais têm procurado reduzir a folha salarial em decorrência das dívidas superfaturadas deixadas pela gestão passada. Luiz Carlos Cirne Lima de Lorenzi está caindo nas graças da torcida e sendo chamado carinhosamente de "Lisca Doido", apelido conquistado nos tempos de treinador do Juventude.

Com um bom aproveitamento nos clássicos - três vitórias, um empate e duas derrotas em seis jogos - e um espírito motivador que tem contagiado o limitado plantel e os torcedores, Lisca e seus comandados levaram o Timbu à final do Campeonato Pernambucano. Nem a eliminação precoce na Copa do Nordeste - o Náutico foi o terceiro colocado do grupo D, atrás de Guarany de Sobral e Sport - desanimou o elenco, a comissão técnica e os demais integrantes do CNC.

Um dos bons nomes da nova geração de treinadores do Brasil, o técnico de 41 anos, idade considerada baixa para a profissão, espera conquistar o título estadual e continuar prestigiado junto à diretoria e à torcida durante a Série B. Ele sabe que a missão está longe de ser fácil, ainda mais num clube ainda esfacelado com o desastre que foi o ano de 2013.

Quem decide: Zé Mário

José Mário de Bona foi revelado pelo Internacional e seus direitos federativos pertencem ao clube gaúcho. Sem receber muitas oportunidades no Inter, foi emprestado ao Náutico no início deste ano. Seu primeiro gol com a camisa do Timbu foi deveras importante: marcou o tento que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre o Sport na segunda rodada da Copa do Nordeste e pôs fim a um longo tabu de 10 anos sem vencer o maior rival na Ilha do Retiro.

Com a contusão do artilheiro Pedro Carmona, a importância do polivalente Zé Mário no plantel aumentou. Meio-campista de origem, o paranaense também atua como atacante e como lateral-esquerdo, conforme as necessidades da equipe. Costuma estar presente em todos os setores do campo e arma boa parte das jogadas do time.

O Timbu conta com o jovem de 22 anos para obter o tão sonhado título do Campeonato Pernambucano e não decepcionar na Segundona. Ele é uma das principais apostas do técnico Lisca neste processo de renovação da equipe.

Quem promete: Marcos Vinícius

Revelado pelo Náutico, Marcos Vinícius tem uma história de superação dentro e fora dos gramados. Além de estar conquistando seu espaço entre os titulares pouco a pouco, com gols e assistências importantes, o atleta vem lutando contra a asma, problema de saúde que desafia sua eficiência em campo e é pouco comum entre os jogadores de futebol.

(Foto: Aldo Carneiro/PE Press)

Marcos Vinícius de Jesus Araújo atua como meia ofensivo e atacante. Nesta posição, atua mais precisamente no setor da ponta esquerda. O jovem é uma arma do renovado elenco alvirrubro e espera ajudar o Timbu a apagar a má imagem deixada no ano de 2013.

Atendendo às expectativas geradas acerca de seu potencial, o jovem de 19 anos acabará provando o grande trabalho feito nas categorias de base do CT Wilson Campos, um dos campos oficiais de treinamento para as seleções que vierem ao Recife durante a realização da Copa do Mundo de 2014. Se Marcos Vinícius continuar sendo bem "lapidado" pelo clube, dará muitas alegrias aos adeptos alvirrubros.

O desafio

Mais do que fazer boa campanha no segundo escalão do futebol brasileiro. O papel do Náutico em 2014 é recuperar a autoestima e o orgulho do torcedor, perdidos durante o melancólico ano de 2013. As contratações de um técnico como Lisca e de jogadores pouco conhecidos são estratégicas. Além de serem a baixo custo, são profissionais que demonstram esforço dentro e fora de campo e procuram animar a torcida a cada resultado conquistado, tendo em vista que o time é recém-formado e vem desacreditado desde o início da temporada.

Acostumado a lutar pelo acesso na Série B, o desempenho projetado do Alvirrubro da Rosa e Silva na edição deste ano é uma incógnita. Pode muito bem ser uma equipe raçuda como a de 2011, que conquistou a promoção à Série A, ou um time limitado que terá que suar a camisa para permanecer na Segundona, como o de 2010.

Na parte administrativa, Gláuber Vasconcelos e cia. desejam atrair maior número de sócios e têm como principal objetivo recuperar o prestígio do clube, manchado pelas antigas diretorias.

Avaliação VAVEL

Assumir o clube a essa altura foi uma "prova de fogo" para a atual diretoria. Muitas dispensas com o intuito de reduzir a folha salarial e os gastos do clube foram feitas. Além do mais, as dívidas deixadas pela gestão anterior têm de ser saldadas. O buraco é mais embaixo. A torcida deseja o acesso em virtude do respeito que um clube tradicional como o Náutico impõe na Série B, mas deve ter consciência de que o clube, primeiramente, deve se reestruturar para poder voltar à Série A e não fazer uma campanha tão vergonhosa quanto a do ano passado. Além do mais, o atual plantel é limitado e as principais peças estão afastadas dos gramados por enquanto. Portanto, o Timbu é, teoricamente, candidado à permanência. Lisca não terá trabalho fácil à frente da parte técnica.

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