Jogadores do Goiás reclamam da arbitragem e mostram confiança na permanência na Série A

Em circunstâncias diferentes, muito provavelmente um empate contra o Atlético-MG no Independência seria um resultado comemorado. O placar de 2 a 2 deste domingo, porém, pouco ajudou o Goiás na luta contra o descenso. O Verdão ocupa agora a 19º colocação do Campeonato Brasileiro, com 35 pontos somados e tem que tirar uma diferença de cinco pontos do primeiro time fora do Z-4 (Figueirense) faltando apenas duas rodadas para o fim do torneio.

Como não poderia deixar de ser, apesar da situação adversa, o discurso dos atletas esmeraldinos é de confiança. O atacante Erik, por exemplo, afirmou que o grupo vai seguir crendo que é possível se manter na elite do futebol nacional. Logo após, foi relativamente otimista em relação ao ponto conquistado na capital mineira.

"A briga continua. Vamos continuar acreditando. Fizemos um grande jogo contra o Atlético Mineiro, que é um grande time e tem essa torcida. Infelizmente a vitória não veio, mas a gente tentou. O importante é que não saímos com a derrota. Vamos continuar tentando. Agora é tentar buscar a vitória na próxima partida", afirmou ao término do embate.

A confiança, porém, foi apenas um elemento presente na fala dos jogadores. A indignação foi outro. Quando o jogo ainda estava 1 a 1, Rafael Forster dividiu com Marcos Rocha na área atleticana e o árbitro Nielson Nogueira Dias (PE) assinalou a penalidade. Após conversa com seu auxiliar, contudo, o juiz mudou de ideia e anulou a marcação do pênalti, fato que provocou a revolta dos goianos.

"Além de correr para e linha de fundo e sinalizar o pênalti, ele ignorou a pressão dos jogadores do Atlético Mineiro. Eles pressionaram, mas o árbitro me esperou com o cartão na mão. Por que eu recebi cartão amarelo e os jogadores do Atlético Mineiro podem pressionar?", questionou o goleiro Renan, um dos mais exaltados com a ação do árbitro. O arqueiro inclusive foi advertido com cartão amarelo em função da reclamação.

O atacante Bruno Henrique também protestou em relação à anulação do pênalti. O garoto argumentou que estava próximo ao lance que originou a polêmica e que sua equipe foi prejudicada pela decisão do juiz.

"Eu vi, estava perto do lance quando o Forster recebeu um chute. A gente vem aqui e acaba prejudicado pelo árbitro. A torcida do Atlético-MG ficou reclamando, e eles marcaram uma irregularidade que não existiu", reclamou. 

O Goiás volta a campo no próximo domingo (29), quando vai até Santa Catarina enfrentar a Chapecoense, em partida que ocorre às 18h00, na Arena Condá. Até mesmo em caso de vitória o time do técnico Danny Sérgio pode ser rebaixado. O Verdão fica atento também nos compromissos dos seus concorrentes diretos. No sábado, o Avaí recebe a Ponte Preta na Ressacada, enquanto o Figueirense joga no mesmo dia contra o São Paulo, no Morumbi. Outro que luta na parte de baixo da tabela, o Coritiba enfrenta o Palmeiras, no domingo, em São Paulo.

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