Recordar é viver: em 1992, Inter venceu Flu na final da Copa do Brasil com pênalti polêmico
Foto: Divulgação/Internacional

Fluminense e Internacional disputarão mais uma partida que entrará para a história do confronto. Neste domingo (11), no estádio Giulite Coutinho, no Rio de Janeiro, as equipes se enfrentarão pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2016, no que pode ser a partida que decretará o rebaixamento do Colorado para a segunda divisão.

Em 1992, Fluminense e Internacional se enfrentaram pela final da Copa do Brasil. Após vencer o jogo de ida por 2 a 1, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, a decisão caminhou para o Beira-Rio, em Porto Alegre. O Colorado precisava vencer pelo placar mínimo e a partida aproximava-se do fim sem gols, quando aos 43 minutos do segundo tempo o árbitro José Aparecido de Oliveira marcou um pênalti inexistente. Célio Silva converteu a cobrança e garantiu o título.

Relembre abaixo como foi a final:

Com o Maracanã indisponível por estar em obras, Fluminense e Internacional jogaram a primeira partida da final da Copa do Brasil de 1992 no estádio de Laranjeiras. O Tricolor saiu na frente aos 23 minutos do primeiro tempo com gol de Vágner e foi para o intervalo na frente. Na etapa final, Caíco empatou para o Colorado aos sete minutos, mas aos 25 o atacante "Super" Ézio colocou o Flu em vantagem outra vez e assim terminou o primeiro jogo da decisão.

Com a vantagem da vitória e podendo empatar no segundo jogo para sagrar-se campeão, o Fluminense jogou fechado no Beira-Rio e ia obtendo sucesso até os 43 minutos do segundo tempo quando o árbitro José Aparecido de Oliveira marcou um pênalti inexistente para o Internacional. Sem o cobrador oficial e artilheiro da equipe, Gerson, que havia sido substituído, ninguém tomou a dianteira para a cobrança decisiva. Todos titubeavam, até que apareceu Célio Silva, o sexto cobrador, que bateu e converteu, consagrando o Colorado como campeão da Copa do Brasil e colocando fim na fila de 13 anos.

O lance gerou muitas reclamações dos tricolores e não é esquecido até hoje. Mas o que chamou mais a atenção foi que o zagueiro Pinga, que "sofreu" o pênalti, admitiu que ao ver o adversário se aproximando, se atirou para "ver o que aconteceria" e, para sua felicidade, o árbitro paulista José Aparecido de Oliveira marcou a penalidade.

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