Árbitro sorteado para apitar clássico entre Cruzeiro e Atlético já desagradou rivais; relembre casos
Dewson Freitas já desagradou tanto Atlético-MG quanto Cruzeiro nos últimos anos (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/ Divulgação)

O clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG por si só já é um jogo tenso. Seja durante a semana nos acertos dos times e nas provocações ou dentro de campo. Mais uma vez, o clássico que decidirá o Campeonato Mineiro ganhou uma “pimentinha” a mais: a arbitragem.

Em sorteio realizado na tarde dessa quarta (28) pela Federação Mineira de Futebol (FMF), o árbitro Dewson Freitas foi sorteado para apitar o primeiro jogo da final, no Independência. Ele será auxiliado por Helcio Neves e José Coimbra, ambos também do Pará. Elmo Alves Resende Cunha, de Goiás, era o outro árbitro que do sorteio.

Mais um ano a FMF  optou por escalar equipes de arbitragem de outros estados diante de tantas polêmicas no campeonato com árbitros mineiros. Porém, o nome do juiz conseguiu desagradar os dois lados da final. Tanto Galo quando Raposa já tiveram problemas em jogos comandados por Dewson. A VAVEL Brasil reuniu alguns deles, em que os adversários da final do Mineiro reclamaram da atuação de Dewson.

Pênalti não marcado em Ábila e revolta de Mano na ida do Mineiro de 2017

O joelho de Ramon Ábila ficou assim no lance com Cássio (Foto: Divulgação/Cruzeiro)
O joelho de Ramon Ábila ficou assim no lance com Cássio (Foto: Divulgação/Cruzeiro)

Em 2016, o árbitro foi escalado para Corinthians e Cruzeiro, na Arena Corinthians, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. No primeiro tempo da partida, o então camisa 9 da Raposa, Ramón Ábila, disputou um lance com o goleiro Cássio na grande área. O arqueiro entrou com o pé alto e acabou machucando o joelho do atacante, o que seria um pênalti a favor do time celeste. Dewson sequer deu falta no lance, e o jogo acabou empatado em 1 a 1. À época, o clube prometeu ir à CBF protestar contra o erro.

No ano passado, o juiz voltou a apitar um jogo do Cruzeiro. Dessa vez, o clássico contra o Atlético no jogo de ida da final do Estadual. Durante a entrevista coletiva pós-jogo, o técnico Mano Menezes chegou a dizer que a arbitragem foi “dolorosa”.

“A arbitragem foi dolorosa. Ele não aplicou cartões claros para os jogadores do Atlético. E não aplicou porque era sobre jogadores que já tinham dois amarelos e que poderiam não jogar a segunda partida da final. O Gabriel deveria ter sido expulso. E teve um lance polêmico de pênalti no primeiro tempo”, reclamou.

Alvinegros ficaram na bronca em 2015 e em 2017 contra Grêmio e Botafogo

Pelo lado do Galo, a moral de Dewson também não é das melhores. Em 2015, contra o Grêmio pelo Campeonato Brasileiro, o árbitro não marcou uma penalidade máxima em lance onde Leonardo Silva chutou, e Erazo desviou a bola com a mão. O alvinegro acabou derrotado na ocasião e, na coletiva, Levir Culpi, técnico alvinegro da época, saiu de seu estilo ponderado e esbravejou contra o juiz.

“Aquilo é pênalti ou não? Não consigo entender. O adversário teve o mérito, mas o jogo estava 0 a 0. Discutiram a semana inteira aquela jogada. Aconteceu na frente do árbitro e ele não marcou o pênalti. Ficamos preocupados, porque nesse país a gente preocupa com tudo, porque tem sempre algo por trás. Não vou me segurar nessa jogada para tirar o mérito do Grêmio, que mereceu a vitória. Algumas coisas assim me deixam preocupado, pois são recorrentes. É a terceira rodada que aconteceu algo que deveria ser muito claro para todos", disse Culpi em 2015.

(Foto: Bruno Cantini /Atlético)
Foto: Bruno Cantini /Atlético

Mesmo vencendo o Botafogo pela partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil de 2017, o ex-presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, ficou insatisfeito. Ele deu coletiva após o jogo no lugar do então técnico Roger Machado e lamentou o nível técnico do árbitro, dizendo ainda que Dewson precisava ser expulso do quadro de arbitragem da CBF. O juiz amarelou duas vezes o atacante Fred, que acabou expulso.

“O recado é bem claro: se dirigente é punido por reclamar, como eu já fui, se o jogador é punido, se o técnico… Eu quero que avaliem bem claro a aplicação de critério para o Atlético e para o Botafogo. Geralmente, quando perde, não se pode falar nada. Mas quando ganha, é a hora chegar, criticar e tirar esse cara da arbitragem”, falou o cartola do Galo na época.

O próximo capítulo dessa longa novela é no próximo domingo, às 16h (de Brasília), no Independência, quando Atlético-MG e Cruzeiro disputam a primeira partida da final do Mineiro 2018.

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