Luis Ricardo comenta sobre atraso de salários dentro do Botafogo: “Era algo que não acontecia”

Jogador cedeu entrevista coletiva após jogo treino contra o AUDAX-RJ; preparação para volta e atraso de salário foram um dos focos

Luis Ricardo comenta sobre atraso de salários dentro do Botafogo: “Era algo que não acontecia”
(Foto: Vítor Silva/SS Press/Botafogo)

Luis Ricardo, um dos jogadores mais experientes do grupo, cedeu entrevista coletiva após jogo treino contra o AUDAX-RJ, no Estádio Nilton Santos. O jogo treino faz parte da série de atividades que o time está comandando nesta primeira semana sob o comando do novo técnico, Marcos Paquetá

Luis falou acerca da importância desse jogo treino para este período de preparação.

"É essencial esse tipo de trabalho. Treinamento, dia a dia é importante, mas o que vai dar ritmo são esses jogos-treino. Esse tempo que a gente ficou inativo acaba perdendo um pouco o ritmo."

O Botafogo terá alguns desfalques e alguns retornos contra o Corinthians, quem enfrenta no próximo confronto na volta pós Copa do Mundo.

"Esses jogadores que estão ausentes já foram titulares, é assim. Acredito que o trabalho vem sendo bem feito, e esses jogadores de fato vão ter oportunidades já estavam esperando por elas. Sou exemplo disso".

Luis ainda disse que não se deve comparar o trabalho de Paquetá com o de Valentim, exaltando os dois em suas personalidades diferentes.

"Graças a Deus temos esse tempo hábil de trabalho. A saída do Valentim nos pegou de surpresa, mas tem esse tempo para o Marcos passar o que ele quer, filosofia de jogo, faz um tempo que não trabalha no futebol brasileiro. Vem acompanhando nossos jogos anteriores. Costumo dizer que não se deve comparar um trabalho com o outro".

Luís Ricardo comentou sobre estar treinando durante os jogos e dias da Copa do Mundo, falando sobre conciliar os jogos com o treino.

"Já passei Copas do Mundo em concentrações, aqui consegue acompanhar, se reunir fora, está dando para conciliar sim, estou esperançoso para que a gente possa ser campeão. Esse último jogo da Seleção, acho que estamos em evolução".

O clube encontra dificuldades para quitação dos salários. Recentemente, regularizou metade dos vencimentos de maio. Entretanto, a diretoria está esperançosa que até o final de julho tudo já esteja regularizado.

"Na verdade, isso é algo que não acontecia aqui no Botafogo, mas todos os clubes passam por isso. Até conversava com o Noronha (VP de Futebol), de fato eles têm muito crédito com a gente, desde 2015 quando cheguei salário nunca atrasou. É uma coisa rara aqui. Eles têm crédito com a gente, sabem da importância de vender um jogador ou outro, outras dívidas trabalhistas que acabam influenciando um pouco. Com certeza já estão trabalhando para sanar essa situação. Eles se incomodam com isso, não é do feitio do Botafogo".

A mudança na filosofia de trabalho se deu conta da troca de treinador. O atleta comentou sobre o assunto.

"É algo parecido, é claro que cada um tem sua filosofia de trabalho. O Marcos vai fazer duas semanas aqui, não pode dizer se é parecido com Valentim, nem a idade é parecida (risos). Ele está tentando de fato implantar um trabalho que ele imagina, que pensa no próximo jogo. Pode ter certeza que o que ele pedir nós vamos tentar aplicar".

Além disso, comentou sobre o jogo treino que aconteceu hoje (04), um fator que identificou um pouco as características de Marcos Paquetá.

"Esse jogo (treino) já teve uma evolução do que ele quer, do que imagina. Ele fica à beira do campo pedindo para fazer o que acha de padrão de jogo. Isso facilita, a gente espera que possa assimilar de fato aquilo que ele quer. Já estamos conscientes".

Sobre a titularidade na lateral direita da seleção brasileira e jogador que irá enfrentar no próximo jogo, ele comentou:

"Fagner tem se mostrado bem consistente, o que já vinha fazendo no Corinthians. No primeiro jogo foi um pouco inseguro, o que é normal. Acredito que ele cresceu bastante nesse último jogo, teve algumas oportunidades até uma bola dele que teve para fazer o gol e acabou não acontecendo. Não sou o Tite, mas no meu ponto de vista manteria o Fagner".