Moreno extingue fama de mercenário, ganha a de ‘maluco’ e torna-se ídolo peculiar no Cruzeiro
Foto: Pedro Vilela/Getty Imagens 

Os requisitos para um ídolo eu mesmo citei no texto de opinião atribuído ao Henrique. Ausentada, em seu caso, de um requisito contrário a uma vontade natural e compreensível do ser humano: a opção financeira.  

Mercenário. Adjetivo este filho da hipocrisia: a critica em razão da escolha de uma pessoa em ganhar mais dinheiro. Como se o indivíduo tivesse que recusar uma melhor confortabilidade e isto estivesse atrelado ao caráter. 

Momentaneamente, o segundo maior estrangeiro da história do clube; demonstrações contante de amor à Raposa - mesmo tendo passado por diversos clubes; e, junto da torcida, no setor popular em jogos no Mineirão. Eram predicados do conhecimento de todos. Mas, de forma injusta, carecia de uma lacuna para que conquistasse a admiração de quase nove milhões de fieis.

Seria necessário abrir mão de quase R$15 de milhões de reais - segundo palavras do próprio atleta -, para, por fim, obter um reconhecimento unânime. Dito e feito. Atitude de Marcelo Moreno o coloca em condição de ídolo peculiar e, por fim, ganha merecidamente uma fama justa de “maluco”, pelo Cruzeiro.

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