Marcelo Cabo lamenta não ter entrado no G-4, mas valoriza ponto conquistado contra Náutico
Reprodução / Vasco TV

O Vasco empatou com o Náutico neste domingo (18) e perdeu a chance de entrar pela primeira vez no G-4 da Série B do Brasileirão. A equipe de São Januário ocupa momentaneamente a oitava colocação, com dois pontos a menos que o CRB, atual quarto colocado.

Após a partida, o treinador Marcelo Cabo lamentou a chance perdida, mas valorizou o ponto conquistado contra o Náutico, líder invicto da competição.

“A gente lamenta de não ter entrado no G4. Jogamos um jogo de seis pontos, onde não deixamos o adversário sair vencedor. Era o líder. Mas saímos chateados com o empate em casa, nunca o Vasco vai se conformar com isso, com um empate dentro de casa. Nós entramos muito convictos em busca da vitória. Tomamos um gol de bola parada e não conseguimos entregar o jogo que pensávamos no primeiro tempo. A equipe foi muito aquém do que pode fazer. Corrigimos no intervalo, saímos do 4-4-2 para o 4-3-3 e nosso jogo melhorou no segundo tempo e fomos mais organizados. Implementamos uma marcação pressão e conseguimos fazer o gol. As alterações surtiram efeito e subimos de produção”, disse.

Sobre mais um gol sofrido de bola aérea, Cabo disse que tem treinado constantemente essa jogada:

“Estivemos muito abaixo no primeiro tempo e tivemos dificuldade para sair da pressão. Retomávamos a bola, mas não conseguíamos construir o jogo. Apesar da bola parada ser um problema, tomamos apenas dois gols assim em 12 jogos. O Náutico deve ter um dos melhores cobradores de bola parada o Brasil. Vimos vídeos, mas a precisão do cobrador quebra toda a marcação. Claro que quando tomamos um gol assim, a contextualização é falha. Mas foi muito mérito dele. Em número de bola parada que eles tiveram no jogo, acho até que nos comportamos bem. Mas temos treinado diariamente para corrigir essa falha.”

O treinador falou também sobre o garoto Arthur Salles, que mais uma vez entrou bem no jogo e deu assistência para o gol de empate; e sobre as críticas ao meia Marquinhos Gabriel:

“O Marquinhos acho que não fez um bom primeiro tempo, mas melhorou bastante no segundo. No primeiro ele foi buscar muito a bola nos pés dos volantes e perdemos força ofensiva. Mas ainda não foi aquele Marquinhos que a gente sabe que pode render. Mas teve entrega, se posicionou melhor no segundo tempo, criou boas alternativas, conseguiu ajudar a equipe a circular a bola. A expectativa é que ele continue nos ajudando no restante da competição. Sobre o Arthur, a ideia da entrada dele era deixar o time mais agudo. É um atacante, pode jogar de beirada, de 9 ou de segundo atacante. Deu um passe magistral de calcanhar, tirou da cartola e empatamos o jogo. Uma pena que foi no final do jogo. Mas fico muito satisfeito com o crescimento e amadurecimento dele.”

No fim, o treinador foi questionado sobre como fazer o time evoluir:

“O Náutico criou muitas chances em escanteios e conseguiu abrir o placar. Ficando atrás do marcador, fica mais difícil construir as jogadas, pois o adversário se fecha e você tem que mudar o estilo de jogo. No segundo tempo, tivemos a predominância da partida. Contra uma equipe qualificada é claro que a gente vai se expor. Não entramos ainda no G-4 e isso é uma frustração para nós, mas o importante é estar entre os quatro primeiros quando terminar a competição”, finalizou.

O Vasco volta a campo às 21h30 da próxima quarta-feira (21) contra o CSA no Estádio Rei Pelé, o Trapichão, em Maceió/AL. Em seguida, a equipe irá enfrentar o Guarani no próximo sábado (24), em São Januário, no Rio de Janeiro/RJ.

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