Entrevista: Fã de geologia, lateral Leonan analisa início no Atlético-MG e mira fazer história

Com exclusividade à VAVEL Brasil, jogador fala sobre sua estreia na equipe profissional do Galo, seus planos para o futuro e revela ser fã de geologia

Entrevista: Fã de geologia, lateral Leonan analisa início no Atlético-MG e mira fazer história
(Fotomontagem: Rodrigo Rodrigues/Editoria de Artes VAVEL Brasil)

Para se formar em uma faculdade, é necessário muita dedicação aos estudos por parte do aluno. Em meio a trabalhos e provas, encontrar tempo livre para atividades paralelas é, na maioria das vezes, uma tarefa muito difícil. Apesar de ser uma profissão que não exige formação superior, o futebol também requer muita aplicação dos jogadores, sobretudo nas categorias de base.

Hoje fazendo parte do elenco profissional do Atlético-MG, o lateral-esquerdo Leonan traçou uma rota semelhante ao da faculdade até chegar à equipe principal do Galo. No clube alvinegro desde 2013, o jogador, que completa 21 anos nesta sexta-feira (28), foi premiado no último domingo (23) com a titularidade diante do Figueirense. Uma recompensa para quem perseverou em meio às dificuldades.

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Em entrevista exclusiva à VAVEL Brasil, Leonan falou sobre sua estreia na equipe profissional do Galo, seus planos para o futuro e revelou ser fã de geologia, podendo, inclusive, ingressar na faculdade após pendurar as chuteiras. "Gosto muito de geologia. Talvez, quando eu parar de jogar, quero fazer uma faculdade de geologia e me tornar especialista na área", disse.

Confira a entrevista de Leonan à VAVEL Brasil

VAVEL Brasil: Você chegou às categorias de base do Atlético em 2013. Para você, qual foi o pior e o melhor momento nesses três anos de Galo?

Leonan: Acho que o pior momento no Galo foi quando eu machuquei, aquela fase em que eu estava em transição, que estava para subir para o profissional, no ano passado. Já o melhor momento foi estrear pelo profissional do Atlético, sem sombra de dúvida.

VB: Se você não se tornasse jogador de futebol, qual outra profissão teria interesse em seguir?

Leonan: Não sei, muito difícil falar porque comecei muito cedo no futebol, então nunca tive tempo para pensar em outra coisa que não fosse jogador. Gosto muito de geologia. Talvez, quando eu parar de jogar, quero fazer uma faculdade de geologia e me tornar especialista na área.

"Gosto muito de geologia. Talvez, quando eu parar de jogar, quero fazer uma faculdade de geologia e me tornar especialista na área" - Leonan, do Atlético

VB: Quais as suas expectativas, tanto profissionais quanto pessoais para 2017?

Leonan: Minha expectativa para 2017 é permanecer no Atlético, com certeza. Fazer uma grande campanha, ter mais oportunidades, me firmar no profissional e ganhar títulos, que é o mais importante. Quero ficar na história do Atlético. Isso não tem preço que pague.

VB: O que você gosta de fazer nas horas vagas?

Leonan: Eu gosto de ficar descansando, até porque a rotina é muito puxada, então não gosto de sair muito. Quando saio, vou ao shopping ou saio para comer alguma coisa.

Leonan treina na Cidade do Galo (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)
Leonan treina na Cidade do Galo (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

VB: Do futebol atual, você se inspira em qual jogador?

Leonan: O Marcelo, do Real Madrid, que ataca muito bem.

VB: Deu para perceber que seu ponto forte é o apoio, a chegada à frente, tanto que recebeu elogios de Marcelo Oliveira por suas investidas ao ataque. De onde vem essa inspiração pelo setor ofensivo?

Leonan diz ter características mais ofensivas (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)
Leonan diz ter características mais ofensivas
(Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Leonan: Eu sempre fui um jogador bastante ofensivo. Quando cheguei no Atlético, eu era meia e depois de algumas circunstâncias acabei caindo para a lateral, mas é característica minha mesmo. Sempre joguei muito na frente, então tenho tendência a ser um pouco mais ofensivo do que defensivo. Por mais que eu saiba que o primeiro critério do lateral é marcar para depois atacar, tenho bastante ciência disso.

VB: Apesar de a distância para o Palmeiras ser longa, é evidente que todos os jogadores do Atlético acreditam no título. Diante dessa situação, vocês já pensaram na possibilidade de fazer alguma promessa caso consigam trazer o título para a Cidade do Galo?

Leonan: A distância para o Palmeiras é realmente muito grande, são oito pontos. Mas acho que se conseguíssemos ser campeões brasileiros, sem dúvidas seria um feito épico. Mas eu acho que jogo a jogo temos que construir isso, e eu não fiz nenhuma promessa ainda, não pensei em nada caso seja campeão, mas acho que dá para fazer alguma coisa sim.

VB: Você já pensou em abrir mão de algum agrado para se manter totalmente focado neste final de temporada?

"Precisamos de todo mundo nessa reta final", ressalta Leonan (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)
"Precisamos de todo mundo nessa reta final", ressalta Leonan (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Leonan: Com certeza. Nessa reta final de temporada abrimos mão de muitas coisas; não só eu, como o grupo todo está ciente disso. Abdicamos de muitas coisas, porque a sequência de jogos é muito forte: dois jogos por semana, com times fortes, temos que nos cuidar bastante para não machucar. Precisamos de todo mundo nessa reta final.

VB: No início da temporada, você esperava que, em meio a tantos jogadores de alto nível, fosse ter uma chance como titular do Atlético num jogo do Brasileirão?

Leonan: Confesso que passou pela minha cabeça, sim. Por mais difícil que estivesse a minha situação no início do ano, devido ao fato de eu estar machucado e tudo, mas passou, sim. Trabalhei muito para isso e acreditei muito. Fiquei muito feliz quando a oportunidade apareceu.

Felicidade estampada no rosto de quem debutava pelo time profissional do Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)
Felicidade estampada no rosto de quem debutava pelo time profissional do Atlético-MG (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

VB: O que passou na sua cabeça quando Marcelo Oliveira anunciou você como titular da lateral esquerda contra o Figueirense?

Leonan: Fiquei muito feliz quando ele me chamou para conversar falando que teria a possibilidade de eu começar o jogo. Foi uma coisa que, como falei, sempre trabalhei muito para conquistar, sonhei e me preparei muito. Acho que veio no momento certo.