Willian brilha e Cruzeiro vence Vitória fora de casa pela Copa do Brasil

Equipes disputam uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil; Willian marcou os dois da Raposa e Diego Renan deixou o dele, para o Vitória, em cobrança de pênalti

Willian brilha e Cruzeiro vence Vitória fora de casa pela Copa do Brasil
Na equipe do Cruzeiro, Willian foi o destaque com dois gols marcados; já no lado do Vitória, Marinho fez o que quis com a marcação celeste (Foto: Edson Ruiz/Light Press/Cruzeiro)
Vitória
1 2
Cruzeiro
Vitória: Caíque; Victor Ramos (intervalo, Thiago Real), Ramon, Kanu, Diego Renan, Amaral (min. 17, Alípio, 2ºT), Willian Farias, Euller (min. 33, Nickson, 2ºT), Vander, Marinho, Kieza.
Cruzeiro: Fábio; Lucas, Bruno Rodrigo, Bruno Viana, Allano, Bruno Ramires, Robinho (min. 27, Frederico Gino, 2ºT), Ariel Cabral, Alex (min. 31, Arrascaeta, 1ºT), Alisson (intervalo, Bruno Nazário), Willian.
Placar: 0-1, min. 7, Willian; 1-1, min. 15, Diego Renan; 1-2, min. 71, Willian.
ÁRBITRO: Paulo Schleich Vollkopf (MS), auxiliado por Leandro dos Santos Ruberdo (MS) e Sérgio Alexandre da Silva (MS). Cartões amarelos: Willian Farias, Diego Renan, Kanú e Marinho (VIT), Robinho, Bruno Rodrigo, Allano (2) e Ariel Cabral (CRU). Cartões vermelhos: Allano (CRU).
INCIDENCIAS: Jogo de ida da 3ª fase da Copa do Brasil, disputado no Barradão, em Salvador-BA, no dia 6 de julho, às 21h45min, para um público de 8.661 torcedores.

Vencer um confronto de mata-mata é muito importante. Mas vencer um confronto de mata-mata em uma competição onde gols fora de casa são critérios de desempate é fundamental. Apegado a isso, o Cruzeiro foi até o Barradão, em Salvador-BA, nessa quarta-feira (6), para iniciar a disputa por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil, contra o Vitória. O jogo de ida da 3º fase da competição foi vencido pelos mineiros, pelo placar de 2 a 1, e a partida decisiva está marcada para o Mineirão, no dia 20 de julho, às 21h45min.

No primeiro tempo, o Cruzeiro abriu o placar com Willian, que recebeu passe do meia Robinho, de volta à equipe titular depois da recuperação de um edema na coxa. Ainda na etapa inicial, os donos da casa chegaram ao empate com Diego Renan, em cobrança de pênalti, tendo a penalidade marcada após um toque de bola na mão de Allano. Na metade da etapa final, Willian ampliou para o Cruzeiro, que larga na frente na disputa pela vaga.

Com oito cartões amarelos distribuídos pelo árbitro da partida, Paulo Schleich Vollkopf, este foi o quinto confronto das duas equipes na Copa do Brasil. Mesmo com um histórico equilibrado, tendo duas vitórias para cada lado, o Cruzeiro eliminou o Vitória nessas duas oportunidades de mata-mata. No último domingo (3), as equipes já haviam se enfrentado, no Mineirão, mas em jogo válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, em um empate por 2 a 2.

Cruzeiro abre placar com Willian e Vitória desconta com Diego Renan em pênalti

O Cruzeiro começou o jogo pressionando a saída de bola dos baianos e aos 7 minutos conseguiu abrir o placar. Diego Renan cobrou lateral ainda no campo de defesa rubro-negro,  que foi rebatida por Fabricio Bruno nos pés de Bruno Ramires. O jovem, que atuou como volante, tocou para Robinho, que ajeitou para Willian. O atacante avançou, limpou o lance e chutou para o fundo gol, deixando o goleiro Caíque sem nada poder fazer.

No minutos iniciais, a volta de Robinho à equipe do Cruzeiro, recuperado de um edema na coxa, deu mais qualidade para o meio-campo do time, mas o Cruzeiro seguia sem efetivar as jogadas de criação. Por outro lado, Marinho tinha não tinha dificuldades de enganar a marcação e foi o principal jogador baiano no jogo.

Cinco minutos depois do Cruzeiro marcar 1 a 0, Diego Renan avançou pela direita e cruzou a bola na área cruzeirense, mas o zagueiro Bruno Viana estava atento para fazer o corte. Na sobra, Marinho tentou driblar Allano, mas a bola resvalou na mão do lateral improvisado da equipe celeste, e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Fábio pulou para o canto direito mas Diego Renan cobrou no sentido inverso, empatando o jogo para o rubro-negro.

Aos 27 minutos, o autor do gol de empate recebeu longo passe pela direita, entrou na grande área e finalizou para o gol, mas a bola passou perto de Fábio. Assim como Marinho deu trabalho para os defensores cruzeirenses na partida de domingo (3), nesta quarta, pela Copa do Brasil, o atacante também segui com liberdade e muita autonomia. Depois de sofrer o empate, o Cruzeiro diminuiu seu poder ofensivo, e o Vitória cresceu no jogo. Apesar da equipe rubro-negra conseguir aumentar o domínio de bola, algumas jogadas da Raposa ofereciam mais perigo.

Na marca dos 37 minutos, Willian e Robinho trocaram boa sequência de passes, e o meia tocou para Alisson, que avançava pela esquerda. O atacante finalizou de longe, mas o lance não levou muito perigo ao jovem goleiro Caíque. Minutos depois, a Raposa quase virou o placar. Willian tabelou com Bruno Ramires e arriscou de primeira, exigindo muito reflexo na defesa de Caíque.

Willian marca o segundo gol e faz Cruzeiro largar na frente

O primeiro lance de perigo da etapa final foi de autoria dos donos da casa. Marinho, que começou o segundo tempo tão livre de marcação quanto terminou os primeiros 45 minutos, passou por três jogadores cruzeirenses, girou tentando sair da marcação de Bruno Rodrigo e fez um cruzamento na cabeça de Kieza, que, na pequena área, mandou a bola para fora. Cinco minutos depois, os dois jogadores baianos do lance anterior protagonizaram um outro bem parecido. De novo pela esquerda, Marinho fez um cruzamento, e Kieza cabeceou novamente, mas desta vez, a bola quicou no chão e quase enganou o goleiro Fábio.

Aos 9 minutos, por muito pouco o Cruzeiro não virou o placar. Arrascaeta fez um passe que cruzou toda a área baiana, passando à frente dos zagueiros, para Willian, que arriscou de primeira para uma bela defesa de Caíque, que espalmou. No desenrolar do lance, o Cruzeiro seguiu trocando passes à beira da grande àrea do Vitória, e Robinho ajeitou a bola para Willian, que tentou encobrir o goleiro, mas a bola foi para fora.

O Cruzeiro teve outra grande chance, com Arrascaeta. Robinho alçou a bola nos pés do uruguaio, que entrava na área, mas o artilheiro da equipe no ano não conseguiu finalizar com força, demandando uma defesa tranquila de Caíque. Aos 14 minutos, a Raposa ficou com um jogador a menos, depois de Allano, improvisado na lateral-esquerda da equipe já que Bryan não pode atuar com a camisa do Cruzeiro na competição, levar o segundo cartão amarelo e sair mais cedo de campo. Uma situação parecida aconteceu no último duelo das equipes, pelo Brasileirão, mas a baixa se deu no lado do Vitória, com a expulsão do zagueiro Ramon.

A dupla Marinho e Kieza seguia em boa sintonia. Depois de uma cobrança de falta de Marinho, Kieza cabeceou à esquerda do goleiro de Fábio, quase virando o placar. Do outro lado, Robinho levantou a bola na área e Willian, sem marcação nenhuma, finalizou de primeira, mas a bola foi para fora. O jogo seguia lá e cá. A dupla mais evidente dos baianos na partida voltou a assustar os cruzeirenses. Se com Allano na marcação, Marinho conseguia jogadas com muita liberdade, depois da expulsão do cruzeirense, o caminho ficou ainda mais fácil. Depois de cruzar a bola na área celeste, Kieza, novamente, cabeceou para o gol, e Fábio fez uma grande defesa.

Dois minutos depois da bela atuação do arqueiro cruzeirense, que em dois jogos alcança a marca de 700 partidas vestindo a camisa da Raposa, o Cruzeiro conseguiu fazer 2 a 1. Arrascaeta, que começou o jogo no banco de reservas devido à sequência exaustiva de jogos (Fábio e Arrascaeta são os únicos jogadores que participaram de todas as partidas da equipe sob comando de Paulo Bento), tabelou com Robinho e fez um belo passe entre os zagueiros baianos para Willian. O atacante não perdeu a chance e finalizou para marcar o segundo gol do Cruzeiro no jogo.

Da virada dos mineiros até o final da partida, o Vitória partiu em busca do empate, explorando jogadas pelas laterais. Tendo Marinho como seu jogador de referência, apostava em jogadas de velocidade e bem trabalhadas, mas que pecavam no último passe. Tentou e tentou, mas não evitou a derrota em casa, em uma competição em que gols fora de casa podem decidir uma classificação.