Vitória bate Palmeiras, quebra sequência negativa em casa e deixa zona de rebaixamento

O time rubro-negro teve primeiro tempo arrasador e fica aliviado ao conseguir sua quarta vitória em casa no Brasileirão deste ano

Vitória bate Palmeiras, quebra sequência negativa em casa e deixa zona de rebaixamento
Tréllez comemora com os braços para o alto seu gol durante a partida(Foto: Mauricia da Matta)
Vitória
3 1
Palmeiras
Vitória: Fernando Miguel, Patric, Kanu, Wallace, Geferson; José Welison (Carlos Eduardo 39/2°T), Fillipe Soutto (Ramon 20/2°T), Uillian Correia; Yago (René 24/2°T); Tréllez, David. Técnico: Vagner Mancini
Palmeiras: Prass, Mayke, Edu Dracena, Juninho, Egídio; Bruno Henrique (Fernando 1/2°T), Tchê Tchê, Moisés; Keno (Guerra 23/2°T) , Erik (Róger Guedes 15/2°T), Dudu. Técnico: Alberto Valentim
Placar: 3-1, 5/1°T, Yago. 14/1°T, Tréllez. 19/1°T, Dudu. 39/1°T, Yago.
ÁRBITRO: Dewson Freitas Advertidos: Yago, Uillian Corrêa, José Welinson, René (VIT). Mayke (PAL)
INCIDENCIAS: Partida válida pela 33ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro

O Vitória conseguiu vencer em casa novamente depois de três meses nesta quarta-feira (09), em jogo contra o Palmeiras. Em um partida apática do time paulista, mas muito boa do mandante, o resultado elástico de 3 a 1 foi muito comemorado pelos jogadores e torcedores, principalmente por, dessa maneira, ter escapado do Z-4 nessa rodada.

Como efeito do jogo, o time baiano sobe para 16° com 38 pontos, enquanto o alviverde continua em 4° com 54 pontos. Na 34ª rodada, o time paulista enfrenta o Flamengo no Allianz Parque, enquanto o Vitória vai até Caixias do Sul, em jogo contra o Grêmio no Estádio Alfredo Jaconi. 

Primeiro tempo ótimo para o mandante, mas péssimo do visitante

O jogo no primeiro tempo foi horrível para o time visitante e com um Vitória absoluto, diferentemente do equilíbrio esperado, já que os dois precisavam vencer, mesmo que pra objetivos totalmente diferentes: o Palmeiras precisava ganhar pra encostar no líder, ou, ao menos, continuar firme no G-4. O Vitória, pelo contrário, precisava da vitória para sair do Z-4.

Logo aos cinco minutos da partida, o mandante abriu o placar, na primeira falha defensiva do Palmeiras de outras que viriam. Patric recebeu sozinho do lado direito, fez o cruzamento, Tréllez se antecipou de Dracena e tocou para Yago chutar forte pro fundo do gol, já que Prass tinha saído da meta. Dessa maneira, o Palmeiras não podia mais esperar o adversário e tinha que se lançar ao ataque, mas ao mesmo tempo precisava controlar os ânimos para ditar o ritmo de jogo.

A única chance - nem tão clara - após gol do Vitória aconteceu três minutos depois, com Keno e Erik. Após o primeiro driblar, conseguiu achar Erik dentro da área, mas o atacante escorregou e perdeu a bola. O Vitória tinha tido duas chances claras de gol até o momento, conseguindo finalizar em uma, enquanto o adversário não conseguia fazer o mesmo.

Novamente, o Verdão não conseguiu se achar em campo, e o time baiano se lançava cada vez mais ao ataque, aproveitando as falhas individuais do visitante. Foi assim que chegou ao segundo gol, aos 14 minutos, com Tréllez. O atacante rubro-negro usou o corpo em cima de Juninho e conseguiu girar, saiu cara a cara com Prass, e concluiu para o gol tranquilamente.

O alviverde só conseguiu estufar as redes aos 19 minutos, com Dudu. Keno driblou Geferson na entrada da área, cruzou, a bola desviou e sobrou para Dudu fazer o gol de cabeça. Dois minutos depois o time perdeu a oportunidade de conseguir o empate com Erik, que recebeu de Dudu na entrada da área e chutou cruzado, mas a bola desviou com defesa de Fernando Miguel.

Após o tento, o jogo esfriou um pouco. O visitante tentava trabalhar mais a bola, principalmente pela marcação mais baixa do rubro-negro. Isso não foi suficiente, entretanto, para conseguir mais chances de marcar. Muito pelo contrário, já que quem chegou outra vez ao gol foi o time baiano, aos 39 minutos com Yago. David foi lançado por trás da zaga, cortou para o meio e tocou na entrada da área. Juninho dividiu, a bola sobrou para Yago, que cortou Tchê Tchê e concluiu a jogada, levando para o intervalo uma ótima diferença.

Segundo tempo de muita marcação baiana e tentativa de sufoco palmeirense

A segunda etapa começou com mudanças provocadas por Alberto Valentim, que tirou Bruno Henrique para apostar em Fernando, garoto da base do time paulistano. Dessa maneira, Dudu atuava como um meia centralizado e Erik caía mais para os lados. O Vitória permaneceu o mesmo no início, já que o time tinha realizado uma partida espetacular no primeiro tempo.

Foi o time baiano, por sinal, que chegou mais motivado para a segunda etapa. Logo aos cinco minutos a bola foi alçada na área e Tréllez subiu mais que Dracena para cabeceio, forçando Prass a fazer difícil defesa. Três minutos depois o time visitante tentou dar uma resposta, que não obteve o efeito desejado: Keno recebeu na área e tentou Erik, o mesmo foi travado quando Wallace tirou a bola recuando para Fernando Miguel, que teve que se esticar para fazer a defesa. No rebote, Moisés chutou na zaga.

O jogo ficou morno, mesmo com o Palmeiras tendo maior posse de bola e o Vitória esperando um contra-ataque. O time paulista não conseguia prosseguir com jogadas por causa de erros de passe e dessa maneira não dava volume na partida. Alberto Valentim tentou mudar esse panorama na sua segunda substituição aos 17 minutos, tirando Erik e colocando Roger Guedes.

Foi aos 18 que a torcida rubro-negra ficou preocupada. Uillian Corrêa, após falta por trás em Dudu, levou o segundo amarelo e foi expulso. Foi nesse momento que Vagner Mancini teve que fazer duas substituições: saíram Fillipe Soutto e Yago e entraram René e Ramon. O Verdão veio para o “tudo ou nada” com Guerra no lugar de Keno.

Com um a mais, o Vitória se fechou todinho e o Palmeiras martelava a área baiana a todo momento, mas não conseguia jogadas de profundidade e nem as bolas lançadas pelo alto davam certo. Faltava raciocínio para finalizações, já que o time não tinha o centroavante de ofício, enquanto o mandante se aproveitava de lances de bola parada para ganhar tempo precioso.

A pressão palmeirense foi superficial, já que em nenhum momento chegou realmente a assustar a defesa baiana. O último lance importante do jogo foi um gol mal anulado do meia palmeirense Guerra aos 45 minutos, quando a partida iria até os 49. Com o apito final de Dewson Freitas, o Vitória conseguiu a primeira vitória em casa no returno.