#EntrevistaVAVEL: Phillipe Lins fala sobre carreira no MMA e sonho de lutar no UFC
Divulgação/Bellator

Philipe "Monstro" Lins, atual atleta do UFC, começou sua carreira no MMA em 2005, no Brasil. Atuou em território brasileiro durante oito anos da sua carreira, com uma pausa nas competições de MMA de 2006 à 2011, mas mantendo um cartel com sete vitórias em sete lutas. Seu desempenho chamou a atenção do site Bloody Elbow, que o classificou como um dos pesos leves mais promissores do mundo. Esse grande desempenho fez com que o Bellator o contratasse em 2012. 

Na sua primeira luta no Bellator, no evento de número 116, o potiguar acabou levando a melhor sobre Travis Clark, finalizando no mata-mata seu adversário. No Bellator 121 enfrentou Austin Heidlage, nas quartas de finais da competição e venceu, porém acabou perdendo nas semifinais devido a uma lesão no joelho. 

Se esperava que o lutador pudesse enfrentar Carmont, em setembro de 2015, mas desistiu da luta por conta de problemas de saúde. Retornou ao octógono contra Guilherme Viana, vencendo no segundo round. Em 2018 foi anunciada a sua ida para a Professional Fighters League. 

Na organização teve um forte desempenho, sendo campeão do PFL 11, depois de vencer Copeland. Em 2020 Lins fez sua estreia no UFC Fight Night: Smith x Teixeira, onde foi derrotado por decisão dos juízes.

Lins conversou com a reportagem da Vavel Brasil sobre sua carreira no MMA, luta contra Andrei Arlovski e futuro na organização.

VAVEL Brasil: Em 2018 você foi campeão do Professional Fighters League (PFL)  e logo depois contratado pelo UFC. Quando surgiu o primeiro contato com a organização e como foi o processo de decisão de assinatura de contratado com o UFC? Era um sonho antigo?

Lins: "Lutar no UFC sempre foi meu objetivo e acredito que 90% dos lutadores querem estar lá. Em 2018 fui campeão da PFL e em 2019 tirei o ano pra descansar um pouco, aproveitar minha família e ver qual seria o próximo passo na minha carreira. Conversando com meu empresário que demonstrei interesse em lutar no UFC, e  como meu contrato estava acabando com a PFL,  no final de 2019. Se tivesse a possibilidade de ir para o UFC eu gostaria de ir e ouve a negociação com eles. Em fevereiro deste ano assinei com a organização."

Logo na tua primeira luta você teve pela frente o Andrei Arlovski, ex-campeão da categoria. Como foi a preparação para esta luta? 

"Mesmo em meio a pandemia eu consegui fazer uma boa preparação para essa luta. A American Top Team deu  suporte pra os atletas do UFC que estavam com luta marcada. O Andrei Arlovski treina na ATT e ele conhecia meu jogo e  eu o dele. Nós treinávamos em horários diferentes, mas foi bem complicado lutar com um atleta que treina na mesma academia que você. Sempre fica a dúvida se não tem ninguém olhando minha estratégia de luta. No final fomos lá e fizemos nosso trabalho."

Como você avalia a  sua  luta com o Andrei Arlovski? Quais pontos que acha que deve corrigir para a próxima luta?

"Eu já assisti a luta várias vezes e acredito que ganhei, mas os juízes viram outra coisa, então bola pra frente. Acho que poderia ter sido um pouco mais agressivo e ter tentado as quedas para pontuar, mas no final de tudo, avaliando que fazia quase um ano e meio que não lutava e a estreia no UFC, acho que lutei 60% do meu potencial."

O teu próximo adversário, ainda sem local definido, é o Tanner Boser, que vem de derrota  para o Cyril Gane. Como está sendo a preparação para esta luta? 

"Fiquei sabendo dessa luta uma semana depois que fiz minha estreia. Eu descansei uma semana e já voltei aos treinos, aproveitando o embalo da luta passada e corrigindo alguns detalhes. Estou pronto pra guerra."

Teria algum local que gostaria muito de lutar contra o canadense?

"Em Fight Island. Estou ansioso pra saber como vai ser e onde vai ser. Seria perfeito.

Vavel Brasil- Qual o adversário do UFC que você mais gostaria de enfrentar?

"Se eu pudesse escolher seria o campeão, que no momento é o Miocic. Sempre busco lutar com os melhores e ele e o cara no momento."

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