Crítica | O Rei Leão 
(Foto: Divulgação/Disney)

Crítica | O Rei Leão 

O novo longa da Disney tem dividido a opinião dos fãs

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Luciana Moraes

O Rei Leão foi (e ainda é) sem sombra de dúvidas, um dos filmes mais icônicos da Disney. A versão animada, lançada em 1994, conquistou milhares de corações ao redor do mundo. Eu me lembro de assistir inúmeras vezes com meus irmãos, com meus pais e até meus avós. Não havia uma pessoa sequer na minha família que não se divertisse com a história e com os personagens.

Fazer um reboot ou uma versão live-action de filmes tão marcantes como este, pode trazer um certo descontentamento para o público que esperava assistir algo que remetesse ao primeiro filme, algo que fosse fiel. É o que acabou acontecendo com Cinderela (2015) e A Bela e a Fera (2017), que não agradaram tanto ao público.

Quando fora anunciado que o longa seria dirigido por Jon Favreau, mesmo diretor de Mogli - O menino lobo (2016), a escolha parecia muito óbvia, afinal, Mogli agradou a crítica e público e impressionou com seus efeitos incrivelmente realistas e a “naturalidade” ao apresentar animais tão reais e falantes. 

No entanto, O Rei Leão de Favreau tem dividido os fãs. Enquanto muitos amaram e experienciaram a nostalgia que o filme trouxe, muitos não gostaram e se sentiram incomodados com os efeitos especiais e com as dublagens. 

Na versão em inglês, Simba adulto é dublado por Donald Glover e Nala por Beyoncé. Apesar das críticas, a cantora não deixa nada a desejar em sua dublagem, na realidade, até surpreende. O maior problema é, na verdade,  a “falta de expressão” dos animais. 

Simba não fica com o rosto molhado de lágrimas quando Mufasa morre. Ele apenas parece um gatinho assustado, enquanto seu dublador JD McCrary transmite toda a dor e medo do personagem.

De fato, os animais do filme não têm qualquer tipo de expressão facial, a não ser quando estão com raiva ou prestes a atacar, mas é injusto criticar isso, uma vez que a proposta de Favreau era exatamente entregar uma versão realista. Afinal, os leões reais não sorriem, não fazem cara de tristes ou apaixonados.

É por isso que os animais não formam uma pirâmide enquanto Simba entoa “O Que Eu Quero Mais É Ser Rei” e é por isso que Timão não veste uma saia Hula Hula e um colar havaiano para servir de isca para as hienas. 

Uma coisa é inegável: o filme todo é um grande espetáculo de CGI. Desde os pelos dos animais até às maravilhosas paisagens, O Rei Leão não decepciona. 

A trilha sonora de Hans Zimmer, que teve algumas alterações para atualizar ao contexto atual as canções do músico e de Elton John, faz com que o público volte aos anos 90 e tenha aquela sensação de familiaridade. 

E é exatamente esse o objetivo do filme: agradar aos fãs da animação de 94, assim como todos os live-actions da Disney. 

Assim como em Aladdin (2019), que se sentiu na necessidade de adaptar a história da Princesa Jasmine, alguns pontos são diferentes, como o arco da Nala que é melhor desenvolvido, porém a história, os personagens e as músicas são os mesmos. 

Para aqueles que não são fãs da animação, as duas horas de duração podem ser maçantes, mas para aqueles que, assim como eu, amam o original, o novo filme não irá decepcionar.

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